One day I dreamed about this 

It was a cold November afternoon, back in 2013, when I told my friend Mateus that one day I was going to visit Asia. 
We weren’t even talking about our dreams or aspirational vacations, it just fell out of my mouth. I had been toying with the idea for months. 

I had no idea how I would get there, since my financial situation was precarious. I wasn’t sure how I would make my dream of travelling to Cambodia come true, but l believed that if there is a will, there must be a way. 

Almost two years later, in March 2015, I wrote a chronicle  about the experience of living abroad. A couple hours later the article was being shared all over the world. 

It was read by Brazilians living in Europe, in Australia, Central America, in Asia (!!!) places that I had never imagined I could reach. In a certain way I had already gotten there…I had gotten way further than I thought it was possible.

It was because of that article that I first got paid for my writings. 

And it was that first payment that helped me buy tickets to Thailand, Cambodia and Vietnam. It was finally happening! 

That silly, but somehow powerful, article brought new people into my life, new job opportunities and helped me reconnect with my ex boyfriend – now husband. 

It was on that March day, sitting on a bus on my way to school that I wrote something that thousands of people could relate to. Most importantly than going viral, that article made me realize that I could conquer the world – one step at a time. I only had to believe in my ability to go further, getting to any place I had wished to get.  

I am part of the team that is not afraid of failure, that’s one of the reasons why I’ve gotten so much from life. 

It doesn’t change anything if you only dream, complain, cry, pray, desire something a lot if you don’t believe you are able to get it, and most importantly, if you don’t take the risk. 

Do no spend too much time planning, do not overthink or focus on all the things that could possible go wrong. 

Don’t you think that losing time just dreaming about it and not doing anything is already a huge mistake? Go ahead, take the next step. Just do it.
P.s: This is a translation of an article I wrote in Portuguese a few days ago. The original version you can find here


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O que te transforma também te fortalece

Hoje eu acordei super cedo e passei um bom tempo pensando sobre pessoas, livros, lugares e acontecimentos que, de alguma forma, me transformaram. Era apenas um exercício bobo para tentar achar um tema para uma nova crônica. Quando me dei conta, eu já tinha reunido um bocado de lembranças deliciosas. 
Disse aqui há algum tempo que convivi pouco com a minha mãe – eu tinha cinco anos quando a perdi. Mas ela foi a primeira pessoa que me veio à cabeça quando procurava alguém que havia me transformado. À ela devo a minha alma livre, viajante e a minha curiosidade. Thanks mommy! 

Pollyanna, livro que eu li há uns 20 anos, me ensinou muito mais do que o Jogo do Contente. Devo à personagem o meu bom humor e o sorriso no rosto mesmo em situações complicadas. Eu choro – e muito! Mas se tem algo que eu sou ao extremo – além de tagarela – é positiva.

Foi na Ásia que eu aprendi que não queria ser turista e sim viajante. Aprendi que, mais do dicas e listas do que fazer em um local, eu queria compartilhar experiências e reflexões. Aprendi também que ao fugir do roteiro pronto, eu descobria os meus próprios paraísos. 

A parte mais difícil foi escolher apenas um acontecimento que tenha me transformado. Óbvio, posso contar vários. Mas eu não queria usar nenhuma tragédia e nenhum momento de extrema felicidade. Foi aí que lembrei de uma conversa que tive lá em 2011 com a minha então chefe-amiga-mega-talentosa Dani. 

Eu andava meio perdida, desmotivada e com o coração bem apertadinho. “Arittinha, você tem que explorar o mundo! Vai morar fora! Você é nova, talentosa e cheia de energia! Se manda!”. Aquela conversa corriqueira, ocorrida entre uma pauta e outra, foi o (re) começo de tudo. Foi o momento de transformação da Aritta que esperava as coisas acontecerem para a Aritta que FAZ as coisas acontecerem. O resto da história vocês já conhecem.

Sabe aquele ditado “O que não te mata, te fortalece”? O que te transforma também vai te fortalecer. E muito! 

E você? Já parou pra pensar em tudo que te transformou? 

Um dia eu sonhei com tudo isso


Num dia frio no inverno de 2013, eu disse ao meu amigo Mateus que iria para a Ásia. Assim, do nada. Nem falávamos sobre sonhos ou viagens. Falei porque aquilo não me saía da cabeça. 
Eu não sabia como chegaria lá, pois naquela época o dinheiro era contado. Ainda não fazia ideia de como realizaria o meu sonho de conhecer o Camboja. Mas eu sabia que um dia o realizaria. Anos antes, eu havia sonhado em morar fora. E lá estava eu completamente apaixonada pelo Canadá. 

Um ano e meio depois, em Março de 2015, escrevi um texto sobre a experiência de morar fora. E ele foi se espalhando pelo mundo… Foi lido por brasileiros na Europa, na Austrália, na América Central, na Ásia… em lugares que eu jamais imaginei alcançar. De alguma forma, eu já havia chegado lá. Eu havia ido muito mais longe. 

Foi aquele texto que me trouxe os primeiros “trocados” através do blog. E foi com aqueles trocados que eu consegui comprar a passagem pra Tailândia, Vietnã e Camboja. Foi o texto que me trouxe novos amigos, novas oportunidades e o meu velho amor, hoje marido. Foi naquele março, sentada num ônibus, que eu escrevi algo capaz de atingir milhares de pessoas. 

Mais importante do que se tornar viral, aquele texto me fez perceber que eu era capaz de conquistar o mundo – one step at a time. Eu só precisava acreditar na minha capacidade de ir mais longe. De chegar em qualquer lugar do mundo. 

Eu sou do time que não tem medo de quebrar a cara. E com a minha cara de pau eu já consegui muitas coisas nessa vida. De nada vale sonhar, reclamar, chorar, rezar, pedir muito algo se você não acreditar que pode e, se você não arriscar. 

Não planeje tanto, não pense no que poderia dar errado. Ficar parado sonhando já não é um erro gigantesco? Um dia eu sonhei com tudo isso. E não descansei enquanto “isso” não deixou de ser sonho. Go ahead. Take the next step. Just do it. 

Gente é bom demais

Centro Histórico de Guadalajara, Fev. 2017

Eu sou muito de observar, sabe? De vez em quando uso a desculpa de que isso é hábito de jornalista que quer estar a par de tudo. Na verdade, eu uso essa desculpa sempre. Balela, eu sou é curiosa ao extremo. E isso não muda nem que exista um rehab à altura daquele no qual a Britney Spears se internou em 2007, atuando na causa. 

Já que estou sendo 90% sincera, bora logo admitir que também não quero mudar. Não vejo graça em não ser curiosa. Meu instinto me diz que jamais vou mudar e que continuarei pagando pra ver – sem esperar pelo troco. Eu fico pobre, mas fico sabendo das coisas. That’s ok. 

Eu ando na rua observando as pessoas, numa pegada meio Esquadros, de Adriana Calcanhoto, mas sem temperar com toda aquela melancolia, porque ninguém merece, né? 

Eu gosto de gente. De ver gente. De falar com gente. De ouvir gente. De entender – nem que seja um pouco – gente. Das cores da gente. Da cultura. Dos hábitos. Eu gosto de saber o que faz certo tipo de gente seguir em frente e o que faria essa gente pausar. 

Centro Histórico de Guadalajara, Fev. 2017
No Brasil, eu gostava de ficar em silêncio para ouvir o som do mar. No Canadá, ainda hoje eu paro para observar os flocos de neve cobrindo as ruas de branco, as árvores que se vestem diferente a cada estação ou paro para tomar um café, pensar na vida e observar as pessoas ao meu redor 

 Na Tailândia eu parei e fiquei em completo silêncio quando ouvi pela primeira vez o som dos bichos nos arrozais. Uma paz sem tamanho. O canto dos grilos, dos sapos e aquela imensidão de verde, mais nada. 

Chiang Mai, Tailândia, julho de 2015


No Camboja, gastei dias observando a pobreza daquele povo e como as crianças eram felizes com pouquíssimo. Não havia silêncio de dia e sim, muito barulho. Parei para observar o comportamento dos monges e a paz que eles transmitem. 

Phnom Penh, Camboja, agosto 2015

No Vietnã, apertei o botão pause quando vi a beleza das tribos que vivem em Sapa, nas montanhas. A coisa mais linda do universo. 

Sapa, Vietnã, setembro 2015

Nos Estados Unidos eu parei para observar de tudo! A loucura que é New York, a beleza do canal que corta Chicago, os sonhos que se tornam realidade na Disney, a beleza das montanhas na Califórnia. Mas o cair da noite no deserto foi o que me tirou o fôlego. Que espetáculo, putaqueopariu mermão! 

Joshua Tree, Califórnia, fev. 2017

No México, eu paro a todo instante para sorrir para as pessoas, porque elas vivem sorrindo de volta. Dá vontade de abraçar todo mundo que encontro. 

E nas minhas andanças pelo mundo, quanto mais gente eu observo, mais apaixonada pela vida eu fico. 

Se tem uma coisa que vale muito a pena nessa vida é ver gente: diferente de mim, diferente de você, diferente de todo o mundo. Gente como a gente, mas bem diferente, entende?

Gente é bom demais. 

Nós dois, duas malas e quatro países 

Depois das férias de um mês e meio que se estenderam por 9 meses no Brasil, voltamos ao Canadá no final de janeiro. Uma passagem beeem rápida pelo inverno canadense! 

Ficamos em Toronto por apenas duas semanas – tempo suficiente para resolver algumas pendências, organizar as nossas coisas, rever os amigos e perceber que não estávamos muito afim de curtir o frio. No dia 8 de fevereiro partimos para Los Angeles, Califórnia, e lá ficamos por 10 dias. Eu já sabia que ia amar aquele canto do mundo, óbvio. Quem não gosta da Califa, gente? 

Os famosos coqueiros
LACMA – vale a pena a visita ao museu
Sou daquelas que não resiste a uma parede cheia de rabiscos. Essa aqui é no Café Gratitude, um vegano maravilhoso em LA
 

Não escolhemos Los Angeles à toa. O Marc quueria participar de uma conferência de investidores que aconteceria na cidade no dia 15 e, como ainda não conhecíamos a Califórnia, saímos de Toronto com apenas a passagem de ida. 

Santa Mônica Píer
Runyon Canyon, trilha queridinha dos famosos pelas montanhas de Hollywood. A vista é sensacional!
Pink Wall na loja Paul Smith, localizada na Melrose Ave.


The Last Bookstore, em downtown de Los Angeles. Se você é louco por livros, vai morrer de amores por esta livraria

Cactos e Joshua trees

Além de explorar Los Angeles, passamos dois dias no deserto. Dirigimos por mais ou menos duas horas até Joshua Tree – o cenário durante o percurso é de tirar o fôlego! Foi uma experiência completamente diferente de tudo que já havíamos feito. Você se sente num daqueles filmes de faroeste estrelados por John Wayne! 

Pagamos $25 para entrar no Parque Nacional de Joshua Tree e o ticket dá direito a retorno por sete dias
Aritta, a rainha do deserto
O parque é imenso e oferece muitas trilhas! Fizemos uma de 6km subindo uma montanha até chegarmos numa mina desativada
Ventava bastante nesse dia e na sombra fazia um friozinho. À noite faz muito frio no deserto.
Nos apaixonamos por Joshua Tree, que fica bem perto de Palm Springs, outra cidadezinha bem famosa perto de LA. A casa na qual ficamos foi um achado, pois desde que apareceu em um editorial de moda da Vogue (só ficamos sabendo disso depois) vive ocupada. Apesar de super simples, a cabine era a coisa mais charmosa do mundo! O único problema era ir ao banheiro de madrugada, já que ele ficava do lado de fora e eu sou do tipo que morre de medo do escuro. E já que mencionei a nossa casa…

Airbnb é vida

Como faz muito tempo que não atualizo os leitores sobre o meu paradeiro, acabei nem comentando sobre o nosso vício em Airbnb. Pra quem não conhece, é um aplicativo no qual você acha quartos ou casas/apts com preços muito mais em conta do que hotéis. Você lê os comentários de quem já se hospedou nos locais e consegue ter uma boa ideia sobre a qualidade, conforto e segurança do local. Acho muito mais legal do que ficar em hotéis pois me sinto “em casa”. Além disso, para quem não se importa em se hospedar na casa de alguém, a interação entre o hóspede e o dono da casa pode ser mais uma vantagem em relação aos hotéis. 

Já alugamos somente quartos e também casas só pra nós e nunca tivemos problemas! Farei um post só sobre as nossas experiências com Airbnb no Brasil, Canadá, Estados Unidos e México. 

A nossa cabine no meio do deserto
Já pode voltar? Dêem uma olhada na vista que a gente tinha ao acordar
Posando de blogueira, né?
Me apaixonei pelos detalhes na decoração da casa
Aproveitamos que estávamos no paraíso e na manhã do dia 14 –  meu aniversário – renovamos os votos de casamento e fizemos as fotos no Parque Nacional de Joshua Tree. 

Dia super especial!
Aqui, estávamos num dos pontos mais altos do parque, de onde se tem a melhor vista. Pensem num vento frio?


Recapitulando: ao chegar nos EUA ficamos 4 dias em Los Angeles, num airbnb bem pertinho de Hollywood. No quinto dia, partimos pra Joshua Tree, no deserto californiano, onde ficamos até o dia 14. Voltamos pra LA e ficamos num airbnb em Venice Beach. 

Venice Beach
Santa Mônica

Passamos mais 4 noites em Los Angeles e seguimos pra Las Vegas (que não estava nos planos, mas eu nem lembro por qual motivo acabamos indo parar lá hahaha). Ficamos 4 dias naquela loucura (a cidade é linda, mas eu tô muito velha pra toda aquele furdunço). Fizemos um tour de helicóptero para o Grand Canyon, que estava na minha lista de lugares que eu queria muito conhecer, e eu quase tive um ataque do coração quando o Marc me disse que iríamos pra lá! É ainda mais lindo do que eu imaginava. 


 

Tequila e Mariachis 

Na nossa última noite em Vegas, discutimos sobre o que faríamos nos próximos dias e para onde seguiríamos. Não chegamos num consenso – o Marc queria seguir para Utah – e eu queria conhecer San Diego e San Francisco – então, compramos passagens aéreas para Guadalajara, no México. Tudo a ver, né? 

Grand Canyon e México: dois sonhos realizados no mesmo dia! 

Centro Histórico de Guadalajara
Centro Histórico de Guadalajara
Há muitas esculturas e instalações de arte espalhadas nas praças do centro histórico
Enquanto escrevo esse texto, estou sentada no terraço da casa que alugamos aqui na segunda maior cidade do México. Vejam que fofa, apesar de bem simples… 

A dona dessa casa é Canadense e se mudou pra ca há 6 anos. Alugamos a casa inteira e ficamos aqui até meados de março
Escritório

Eu sempre quis conhecer o país! Sou apaixonada pela cultura, pelo colorido e pela comida mexicana… tem coisa mais gostosa do que tacos e guacamole gente? E o preço das coisas? Tudo muuuito barato: comida, transporte, aluguel…. Chocada! 
Mercado San Juan de Dios, o maior mercado de Guadalajara. Fiquei louca com o tanto de coisa que a gente encontra lá
Carne en su jugo no Mercado San Juan de Dios
Aliás, esqueça tudo que te ensinaram sobre comida mexicana. Fiquei chocada na primeira noite que saímos para jantar! 

Eu não conhecia quase nada do cardápio além de tacos e quesadilla, que por sinal são completamente diferentes da comida mexicana que a gente come no resto do mundo. Fiquei uns 20 minutos analisando o cardápio e passei o maior sufoco pra pedir a comida. No final das contas, deu tudo certo (fora as tortillas que a gente não esperava serem suuuuuper picantes). 

Ainda não temos uma data pra voltar pro Canadá. O Marc tem a sorte de poder trabalhar de qualquer canto do mundo e, enquanto não fincamos raízes em um só lugar, continuo fazendo alguns freelas e tentando focar no blog, que anda muito abandonado. Vamos ficar aqui mais umas semanas, pelo menos até o meio de março. Quando sentirmos que é hora de irmos para outro lugar, a gente discute as possibilidades por alguns minutos e, se não chegarmos a um consenso, giramos o globo e seguimos pra onde o dedo apontar.

Sorry pelo post gigantesco!
¡Hasta luego! 

Não tão de repente, 30! 

Sorte é encontrar uma garota que também completava 30 anos e ter a cara de pau de pedir os balões emprestados pra foto

Hoje eu tive o privilégio de ver o sol nascer pela 10.958 vez e se pôr pela 10.959. Eu vim ao mundo às 7:30 da matina de um sábado ensolarado – isso explica a minha paixão pelo cheiro da manhã. 

Foram 1566 finais de semana e 360 meses vividos até o dia de hoje. Aos 30, os ponteiros do meu relógio já trabalharam por aproximadamente 264 mil horas. Parece muito, mas passou voando! E olha, se cada um dos 947 milhões de segundos não foram bem aproveitados, cheguei bem perto! 

Não direi que chego aos 30 bem resolvida. Há muita coisa que a minha cabecinha ainda não entende. Há muita coisa que eu queria ter aprendido – tranças embutidas e mandarim, por exemplo – e nunca me esforcei pra aprender. Há também tantas outras que eu preferia não saber, mas a vida se encarregou de me ensinar a pulso. C’est la vie! 

Ainda ontem eu fazia 5 e esperava ansiosa pelos caixas de presentes. Hoje eu acordei às 6:30 porque queria ver o sol nascer num lugar que há tempos sonhava em conhecer. Eu não lembro em qual dia, hora ou segundo dos últimos 30 anos eu me tornei merecedora da sorte que me acompanha. Talvez tenha sido no dia em que me convenci de que nenhuma tristeza ocorreria sem um aprendizado, assim como nenhum momento feliz deveria ser desperdiçado. 

E se tem uma coisa que eu sei fazer bem direitinho é aproveitar a vida!

P.s: Texto publicado em 14 de fevereiro no meu Instagram e Facebook. Só hoje, uma semana depois, é que lembrei de publicar aqui. Sorry! 

Sem frescura a gente curte mais


Ontem choveu muito em Los Angeles. Pisei numa poça gigante d’água e lá se foi a última meia limpa – e seca – que me restava. Foi a gota d’água – literalmente – pra que eu me irritasse com o Marc. E acredite, quando você passa 24h grudada com o marido por pelos menos 10 meses, uma gotinha d’água na meia vira um temporal. Foquemos nas coisas boas que o nosso companheiro tem e deixemos de lado aquelas que nos fazem odiá-lo por alguns minutos… ou horas… ou dias…
Eu queria food delivery, ele queria sair pra comer tacos. Entre um argumento e outro, no estilo “Você furou todas as minhas meias jogando bola! Como é que eu vou sair amanhã?!” ele simplesmente me ignorou – como sempre faz quando eu começo a reclamar de algo. Thank God. Se esse cara não me ignorasse cada vez que me irrito, eu tava lascada. 

Em dois minutos eu já nem lembrava da meia encharcada. Durante o jantar falamos de meias, do quanto a comida daquele restaurante era ruim e o que faríamos no dia seguinte. Não havíamos decidido se iríamos para San Diego ou San Francisco. 

Voltamos pra casa, coloquei as meias molhadas para secar e entrei no banho. 

Saí do banho e o Marc passava os nossos dados para alguém pelo telefone “Ah, tem Flamingos? Que legal! A minha mulher gosta de rosa.. ela vai gostar!”

– Que foi, Marc? A gente vai num zoo amanhã? – perguntei quando ele desligou. 

– Não, vamos pra Las Vegas. 

– Oxeeeee! Não íamos pra San Francisco? 

– Ta chovendo muito, vamos pra Vegas. Você vai gostar. Lá vc não vai precisar de meias. 😒
Acordamos às 6h, devolvemos o carro na locadora às 7h, sofremos no estacionamento pra enfiar nas malas as sacolas que estavam espalhadas pelo carro (o Marc deve ter comprado uns 8 livros e eu 3) e às 9h já estávamos no ônibus rumo à Vegas. As meias estão poooodres, a coluna também, o intestino já teve seus dias melhores, cá entre nós. 

Seguimos adiante em mais uma aventura sem muitos planos, sem saber quando acaba e sem frescura alguma – a frescura a gente deixou em alguma floresta da Tailândia, quando decidimos dormir no meio mato por três dias. 

Afinal, se tiver frescura você perde a melhor parte da diversão. E acredite: não vale a pena deixar de ver tanta coisa linda nesse mundo só porque você só faz cocô em banheiro limpinho.

Postei esse textinho no meu face e resolvi compartilhar aqui pois já faz um tempo que não dou notícias. 

Voltamos do Brasil no final de janeiro, ficamos em um AirBnb por duas semanas (tempo suficiente pra rever os amigos, resolver algumas pendências e mover os nossos pertênces para um depósito) e seguimos rumo à California, onde estamos desde o dia 8 de fevereiro. Não sabemos ainda quando voltaremos pro Canadá, mas tudo indica que em algumas semanas.