Aprendendo com as diferenças

Oiiiii!!!

Ontem eu escrevi um post e achei que já tinha colocado no blog, mas hoje percebi que não entrou..
Queria falar sobre o quanto tenho aprendido convivendo com pessoas de diferentes nacionalidades. É incrível como absorvemos uma vasta quantidade de conhecimento numa velocidade surpreendente durante o intercâmbio. Eu não tinha essa noção até chegar em Toronto.
Você olha ao redor e em todos os lugares há pessoas completamente diferentes umas das outras…
Passo a maior parte do tempo na escola (das 9h às 16h) onde a maioria dos estudantes são asiáticos, árabes e brasileiros (sim, brasileiros estão por toda parte aqui!). Há muitos venezuelanos, mexicanos e colombianos, mas nas aulas que frequento eles são minoria.
Algumas vezes iniciamos discussões sobre temas diversos como comportamento, costumes ou planos para o futuro…É ai que percebemos que as diferenças culturais são gritantes!
No primeiro dia em que ouvi um árabe falar sobre como as mulheres devem se comportar para que um homem a escolha para casar, fiquei indignada. Claro que conheço os costumes árabes, já lí bastante sobre o assunto, mas quando alguém está tão próximo de você falando coisas que na sua cultura não existem, a vontade que dá é de sacudir a pessoa e falar “Acorda! Estamos em 2012!”… Mas eu jamais poderia fazer isso. É preciso ser tolerante é aceitar as diferenças que nos separam. Acho um absurdo um país que tem a pena de morte para os homossexuais, mas que direito tenho eu de julgar as crenças desse povo, se ao falar que no meu país é comum a traição, homens e mulheres que mantém uma segunda família em segredo, eles me dizem: Nós não mentimos. Praticamos a bigamia e até a poligamia, mas nada é escondido. E me questionam: Por quê vocês mentem para o parceiro?
Enfim, algo que tenho trabalhado em mim todos os dias é evitar questionar porque as coisas são como são em outros países. Não dá pra julgar porque há coisas no meu país que também são questionáveis e eu não tenho a resposta se alguém me pedir.
A ordem do dia é tolerar e aceitar cada um com a sua maneira de se comportar, vestir e pensar. Afinal, somos feito do mesmo “material”, não é?

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Turma da aula de conversaçao

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