Oito meses de Canadá e a reflexão natalina

E então é isso. Oito meses completos hoje longe do ninho, sem ouvir o sotaque cantado; sem falar “rei”, “vei” e “oxente”. Sem ver o povo vestindo branco às sextas-feiras e sem o cheiro do acarajé fritando no óleo de dendê.
Sem dirigir pela orla de Ondina e admirar o Porto da Barra quando o sol se põe. Sem subir a ladeira da Aloísio de Carvalho e descer a mesma admirando a Baía de Todos-os-Santos bem alí, no Corredor (lindo) da Vitória.
Troquei o suor do sol de cada dia da Bahia pela pele ressacada com o frio do Canadá. Eu hoje visto roupa térmica, casaco de puff e bota cano alto. A marca do biquine eu só vejo em fotos do verão que passou e as ladeiras que subo me trazem paisagens frias, mas ainda assim belas.
Já é quase Natal e pela primeira vez não ouço o clássico natalino cantado por Simone em cada canto por onde eu passo.
Talvez eu entre no Youtube e escute “Então é Natal” ao menos uma vez. Por que há uma voz interna em mim, louca para gritar: -Sim, eu fiz muita coisa, Simone! O ano já pode terminar!

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