Montreal: como não se apaixonar?

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De antemão eu já queria avisar que vou escrever dois posts sobre Montreal. Primeiro porque eu descobri lugares fantásticos e quero muito dividir com vocês; segundo, porque fui duas vezes em épocas distintas e os cenários mudam muito; terceiro, porque quem me conhece sabe que tirei milhares de fotos e passei a maior parte do tempo explorando ao máximo cada cantinho da cidade pra poder depois contar aqui! Então, vamos lá…
Montreal, localizada na província de Quebec, fica a mais ou menos 550km de Toronto. Digo mais ou menos porque achei diversas informações diferentes. A língua oficial é o francês, mas ao contrário do que muitos dizem, nunca fui tratada com grosseria só porque estava falando em inglês.
Visitei Montreal pela primeira vez em outubro do ano passado, quando a minha irmã Alessandra veio passar um mês em Toronto. Alê é do tipo que programa tudo com antecedência, faz listas dos locais que devemos visitar, pesquisa bastante sobre o destino e já chega com a programação completa do que iremos fazer. Eu adoro viajar com ela porque sou o oposto, então me aproveito de todo o planejamento que ela faz. 🙂
Quando decido viajar faço tudo em cima da hora e não pesquiso muito. No máximo jogo “O que fazer em (nome da cidade)” no Google e saio andando pelas ruas, conhecendo o que der na telha.
Dessa vez não foi diferente. Decidi que queria ir pra algum lugar próximo a Toronto antes das aulas começarem e como a primeira ida a Montreal havia sido super rápida, decidi que seria a melhor opção.
Eu e a minha amiga Flor saímos de Toronto na sexta-feira às 1:30 pm. No ano passado eu fui de avião, mas como já expliquei antes, minha irmã havia planejado TUDO com bastante antecedência. Ela conseguiu passagens aéreas com preços razoáveis. Dessa vez tivemos que enfrentar o busão mesmo. São em média 6 horas de viagem e a passagem varia entre $45 e $80 cada trecho. Queríamos uma viagem de baixo custo, já que nós duas pagamos College este semestre e ficamos mega pobres.

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Esperando o bus

A maior dificuldade foi achar a hospedagem, pois era um final de semana de feriado. Algumas pessoas nos indicaram albergues/hostels. Achamos vaga no Hostel Montreal Central e ADORAMOS.
Foi a minha primeira experiência de hospedagem em um hostel e eu me surpreendi. As únicas vagas que achamos eram em um quarto com mais quatro pessoas. Mas, como eu e Flor não temos a menor frescura e só queríamos um lugar pra deixarmos as malas e dormirmos, não nos importamos. No final, acabamos dividindo o quarto com outras meninas suuuper legais! Duas eram da Suécia, uma coreana e a outra era canadense.
O banheiro ficava dentro do quarto e era super limpo. Eles ofereciam café da manhã e os funcionários estavam sempre promovendo eventos como jogos, tours em grupo pelo centro histórico e campeonatos de beer pong para os hóspedes. A localização não podia ser melhor: ao lado da estação de metrô BERRI-UQAM que tem ligação com todas as outras 3 linhas e bem próximo às ruas St. Denis e St. Carherine, as mais badaladas da cidade.

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Hostel Montreal Central

Não é difícil andar pelas ruas de Montreal. O metrô é bem sinalizado e você não vai precisar gastar dinheiro com taxi. Compramos o cartão que dá direito a uso livre por 3 dias consecutivos e gastamos $18. Vale muito a pena!

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Mapa do metrô e cartão de passe livre por 3 dias

Chegamos no Hostel por volta das 8pm, tomamos um banho e já saímos para “bater perna” como diz a minha vó. Sentamos no mexicano Três Amigos pois já havíamos andado bastante e não achamos um bar que tivesse mesa disponível do lado de fora. Pedimos um ceviche de frutos do mar que estava divino e mojitos para as duas. O mojito não foi o meu favorito, mas o garçom era suuuuuper simpático e o atendimento foi muito rápido. Gostei do lugar! Jantar simples e gostoso, funcionários atenciosos e serviço excelente.

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Rue St. Denis e o Três Amigos ao fundo

Na mesma noite visitamos a Juliette et Chocolat, também na rua St. Denis e nos apaixonamos pelas sobremesas!! Não deixe de ir!!!! Pedi o Rocher Praliné e morri de amores. A Flor pediu um macaroon gigante e eu acabei não gravando o nome, mas também estava delicioso. É sério gente, a visita a esta doceria vale MUITO A PENA. O serviço é um pouco lento, o local está sempre cheio, mas a espera é recompensada.

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Doces na Juliette et Chocolat
Visitar Old Montreal é obrigatório. Pegue o metrô e desça em uma das seguintes estações: Champ-de-Mars ou Place-D’armes.
É lá onde fica a famosa Basílica de Notre-Dame, com sua arquitetura de tirar o fôlego. A visita custa $5, mas se você for assistir a uma das missas, não precisa pagar.

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Basílica de Notre-Dame

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Eu e Alê em outubro do ano passado, na Place d’Armes, em frente à basílica

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Old Montreal
Após visitar a basílica seguimos para a rua Saint-Paul, a mais pitoresca e popular da vizinhança. No final da rua fica a Place Jaques Cartier, a praça mais charmosa de Montreal, onde artistas de rua e pintores se reúnem para divulgarem os seus trabalhos. Visite no final da tarde e aproveite para jantar em um dos restaurantes ao redor da praça. Em um beco também alí próximo fica a Rue des Artistes, e você pode achar pinturas lindas por um preço bem bacana.

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Old Montreal

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Place Jaques Cartier

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Rue des Artistes
Decidimos caminhar um pouco mais e chegamos ao Palais des Congres, um centro de convenções localizado nas redondezas da Ville-Marie. O prédio tem um caminho subterrâneo que se conecta a mais de 4000 quartos de hotéis. Mas o que vai chamar a sua atenção é o colorido intenso da construção. Não há muito o que fazer por lá, a não ser que algum evento legal esteja acontecendo. Mas se você, assim como eu, ama fotografia, o click é válido.

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Palais des Congres

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Dentro do prédio você também vai ver uma obra de arte chamada Lipstick Forest, que consiste em 52 árvores rosas, feitas de concreto pelo arquiteto canadense Claude Cormier.
Terminamos o nosso passeio por Old Montreal famintas. Seguimos a dica da minha amiga Gabi e resolvemos ir atrás da poutine mais famosa de Montreal. Se você ainda não sabe o que é poutine dá uma olhada aqui onde eu falo sobre as comidas típicas do Canadá. Pois é, ir à Montreal e não comer poutine é como ir à Bahia e não comer uma moqueca de frutos do mar (salivei) ou um acarajé!
Lá fomos, eu e Flor, com aquela fome que todo turista tem após bater perna por horas a fio atrás da famosa iguaria. O lugar se chama La Banquise e fica aberto 24h! Tivemos a sorte de chegar um pouco antes do meio dia e não esperamos por uma mesa. Mas, quando estávamos saindo, a fila estava gigantesca! São mais de 30 tipos de poutine… Hmmmm muito bom!

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Escolhi a de pulled pork com sour cream

A escolha da Flor: frango com ervilhas e queijo

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Bom, vou terminar a primeira parte do post por aqui. Já está super tarde e as minhas aulas começaram hoje! :))))
Tô super feliz e animada com essa nova fase.
Vou escrever o outro post até o final da semana, com muitas outras dicas e fotos! Ah, e perdoem qualquer erro de digitação, pontuação…Escrevi sem parar e tô caindo de sono!

🙂

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3 comentários sobre “Montreal: como não se apaixonar?

  1. Nataaaaa

    Tem erro nenhum!! Ameeeei!! Que saudadeeeee.. Quero voltar pro French Canada mto mto mto! Aaah e logico que não tem erro.. Usted es fuedaaaa hahaahha amo!😍

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