Quando voltar já não faz parte dos planos

 
Não é fácil criar coragem e desfazer as amarras. É fácil fazer as malas, comprar uma passagem e seguir o seu destino rumo a um outro país. Difícil é aceitar a nova realidade durante esse tempo, aceitar o fato de que você não pertence ao local em que viveu a maior parte da sua vida.

Porque ao partir é preciso estar preparado para se reconstruir, para aceitar que é chegado o “agora ou nunca”, a hora de se encontrar, se conhecer e definir quem você quer ser mesmo já sendo bem crescido. É preciso ter coragem para se desfazer das frescuras, de alguns hábitos, criar asas fortes que te ajudem a dar um dos voos mais importantes da sua vida. É preciso se desfazer de preconceitos e aprender de uma vez por todas o significado do respeito. 

Mudar de país é, quase sempre, fugir de alguns problemas, e então, se ver cercado por mil outros. É viver numa montanha-russa quando se tem medo de altura. Os primeiros meses trazem a mesma sensação da subida: empolgação, felicidade, orgulho de estar lá. E então, a gente acorda certo dia e percebe que reconstruir a vida não é tão lindo quanto parecia, é difícil, desgastante, cansativo. Mas a gente está lá no topo; o investimento foi caro, os seus amigos, a sua família, todo mundo que não veio está lá, te observando de longe. Não dá para desligar a máquina, você não tem coragem de pedir para descer. Você sorri e esconde o desespero. Fecha os olhos e vai. Com medo e sem saber se vai dar certo. 

Alguns desistem após a primeira descida. Outros se acostumam com a adrenalina e resolvem continuar. Porque nada melhor do que descobrir que você é capaz. 

Morar fora não é reconhecer os seus limites, é esticá-los um pouquinho mais, dia após dia. É descobrir que você pode ir muito além. É ralar para ser reconhecido onde você é apenas mais um e reconhecer que ser apenas mais um pode ser muito para quem chegou a ser ninguém. 

Morar fora é dar luz a um novo “eu” , é ser mãe e pai de si próprio. É sofrer para se criar sozinho e ter orgulho do adulto que você recriou. É aceitar que você jamais será o mesmo e ter coragem para decidir que voltar já não faz parte dos seus planos.

Aritta Valiense

Instagram: arittavaliense

When going back is not part of the plan anymore

It’s not easy to find the courage to let everything around you go. It’s easy to pack your luggage, buy a ticket and head to another country. What’s hard is to face your new reality when you start to realize that you don’t really belong to the place where you lived most of your life. 

Because when you leave you must be prepared to reinvent yourself, to accept that the “now or never” has come and that you will have to find yourself, to know yourself and to define who you want to be even if you think you have already shaped who you are. 

It’s time to get rid of certain habits and to build stronger wings that will help you take off in one of the most important flights of your life. It’s time to look past prejudices and learn once and for all the meaning of respect. 

Moving to another country is often a reason to scape from problems and then you find yourself surrounded by thousand of others. 

It’s like being on a roller coaster when you are afraid of heights. The first months bring that same feeling of going up: excitement, happiness; pride in making it there. And then you wake up one day and realize that rebuilding your life is not as easy as you thought; it’s hard, tiring, exhausting. But you are already at the top; the investment was too high. Your friends, your family and everyone who stayed behind is there, watching you from afar. You can’t turn off the engine, you are too scared to ask to get off. You smile and hide the despair. You close your eyes and go. Scared and unsure if it’s going to work out. 

Some people give up after the first drop. Others get used to the adrenaline and keep going. Because there is nothing better than finding out that you can do it. 

Living abroad is not about recognizing your limits, it’s about stretching them a little more, day after day. It’s realizing that you can go much further. It’s about working hard to be noticed in a place where you feel like you are just “one more person” and to recognize that being that person can mean a lot to those who once were no one. 

Living abroad is to give birth to a new “you”, it’s like being your own parent. It’s to struggle to get by on your own and to be proud of the person you have become. It’s to accept that you will never be the same and to have enough courage to decide that going back is not part of your plans anymore.

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130 comentários sobre “Quando voltar já não faz parte dos planos

  1. Açaian

    Lindo texto!!!! Apesar de não ser fora do pais, tenho vivido nesse montagem russa de medos, incertezas e coragem!!! Mas recomeçar é preciso, ainda que um pouco tarde as vezes!!! Parabéns Aritta!

  2. Eleika

    Seu texto é simplesmente PERFEITO!!!! Morei quase 2 anos em Toronto e vivi tudo o que vc descreve no texto. Acabei conhecendo um americano e me casando e me mudei há pouco mais de um mês pros EUA e começo tudoooooo de novo…. Mas com a certeza de que tomei a decisão certa.

  3. Paulo Garcia

    Muito boa a sua percepcao da situacao que se apresenta a um “new come”. Realmente “nao ser ningu’em” depois de ter sido alguem, e a parte mais dificil.

  4. Andre

    Olá, tudo bom? Tô acompanhando teu blog depois que tua irma me indicou. Trabalho com ela aqui no Ceará. Tm tô nessa fase de arriscar tudo e ir para outro país. Parabéns pelas conquistas. Teu texto é muito bacana! Vou repassa-lo, posso?

  5. Viviane Repici

    Ola! Li seu texto e no mesmo minuto me identifiquei. Moro nos EUA a 7 anos (idas e vindas) e simplesmente o texto me descreveu. Ousei traduzir o mesmo para ditar para meu marido e amigos aqui nos EUA. Com sua liecenca, irei publicar.

  6. Viviane Repici

    When to go back is not part of the plan anymore…

    It’s not easy to be courageous and leave your habits.
    It’s easy to pack your luggage, buy a ticket and go on with your journey to another country.
    It is hard to accept the new reality during this time, accept the fact you don’t belong to the place your lived most part of your life.
    Because from leaving, you need to be ready to rebuild, to accept that the “now or never” has come.
    It’s time to meet yourself and to define who you want to be as a grown up.
    It’s time to undo your frivolous habits and create strong wings to help you to make the most important flight of your life.
    You need to undo the prejudices and learn once and for all the meaning of RESPECT.
    Change your country, almost always to go away from some problems or to see yourself surrounded by another million others.
    It’s to live on a rollercoaster when you are scared of heights. The first months you have the butterflies of going up: excitement, happiness and proud to be there.
    And so.. you wake up one day and find out that to rebuild your life it is not as beautiful as you thought. It’s hard, it’s difficult and exhausting, but we are at the top; the investment was expensive your friends, your family, everybody that didn’t come with you still there watching you.
    You can’t turn the rollercoaster off, you are not brave enough to ask to get out. You smile and hide the hopelessness. You close your eyes and go… scared, not knowing if it’s going to be alright.
    Some people give up after the first hill others get used to the adrenalin and keep going, because nothing is more grateful to find out than how strong you are.
    To live in another country is knowing your limits and pushing them little by little, day by day. It’s to find out that you can go further. It’s to suffer to be noticed as one more, and know that one more is a lot for who was once no one.
    To live in another country is to shine the new “you”. It is to be your own parent. It’s to suffer to get along by yourself and to be proud of the adult you recreated.
    It’s to accept that you will never be the same.
    It’s to decide that to go back is not part of the plan anymore!

    1. Ai meu deusssss que lindo vc fazer isso! Obrigada Viviane!!! Eu nem tive tempo hj de pensar em traduzir e fico nervosa pq nem sempre consigo fazer a tradução sem perder a essência do texto!!!! Agora eu que pergunto.. Posso usar? Hahaha amei!

  7. Rubao

    Gostei muito do seu texto. Estamos aqui desde 2008 e tivemos sentimentos diferentes durante este tempo. Mas quando viemos “queimamos os barcos”, não havia volta, nunca foi uma opção. Pra muita gente, ter uma opção de volta mais atrapalha do que ajuda. Fica mais fácil desistir.
    Acho ainda que o momento da vida de cada um faz diferença nas escolhas que fazemos e como lemos os resultados. Envelhecemos, os preços de tentat ficam mais altos e as perdas, se inevitáveis, maiores. Mas dá um sabor diferente às vitórias também.
    Descobri coisas maravilhosas sobre esta terra, que me acolheu tāo bem. Mas é uma experiência pessoal, outras pessoas vem por diversos motivos e estes formam os alicerces que serão proporcionais ao esforço que terão de suportar. E nem todos se sentem acolhidos.
    Independente disso admiro os que procuram algo melhor. Mesmo os que resolvem ficar em seu pais e querem fazer o que for possivel pra mudar o que está aí.
    Também procuro entender os que não suportam e voltam e daí em diante vivem o diferente drama ter de lidar com a frustraçāo de uma expectativa e aposta que não deu certo. As vezes este sentimento se torna ainda pior do que desistir. Só sabe quem o vive.
    Mas a viver é maravilhoso Cada um descobre as fibras de que se é feito e isso por si só é uma conquista e tanto.

    1. Cada um tem que conviver com o que vem acompanhado das suas decisões. Eu também procuro entender os que voltam… Ainda que acredite que os mesmos passam um bom tempo carregando a mágoa de ter deixado para trás um outro sonho. Bom receber o seu feedback. Obrigada pelo comentário e sorte na sua jornada! 🙂

      1. Moro há 23 anos fora do Brasil. Em Portugal. Sofri um acidente e estou tetraplégica. Quero muito voltar ao Brasil, mesmo com toda crise. Aqui também há . N tenho amigos, o povo não é tão dado….n saio, porque n suporto o frio. N tenho familia mais no Brasil, mas faarei de tudo p ir. Não conheço um único brasiileiro aqui com amizades portuguesas. Qualidade de vida é muito facultativo.

    2. Paola

      Adorei sua concluSao acho que cada pessoa ve cada situacao negativa em tudo aquí lo q nao deu certo sem prestar atencao que a vida e assim mesmo!!!e levantar e dar a volta por cima e aprender e nao decistir.bjaoo

  8. karine

    Lindo texto! Parabéns por conseguir transmitir com sensibilidade e realidade o que é reconstruir a vida fora do seu país. Confesso que tem dias que tenho vontade de pedir para descer da montanha russa! Mas, entrou, não tem volta!

  9. Ilisabete

    “Morar fora é dar luz a um novo “eu” , é ser mãe e pai de sí próprio. É sofrer para se criar sozinho e ter orgulho do adulto que você recriou. É aceitar que você jamais será o mesmo e ter coragem para decidir que voltar já não faz parte dos seus planos.”
    Tenho orgulho de você “minha menina” !!! Você foi muito corajosa!! Nas palavras dessa “cearense”, tantas outras moças se identificam! Hoje temos a Elena e uma nova Família está formada. Deus cuidou de você e continuará à frente de TUDO. Amo vocês três. (Mãe)

  10. Samuel Furlan

    Nossa, sem palavras Aritta.
    Eu e meu companheiro chegamos domingo passado aqui em Toronto.
    Parece que você escreveu tudo que estava em minha mente rsrs
    Acompanhando seu blog de pertinho, sou estudante de inglês e futuramente (se Deus quiser em setembro) College.
    Bjs

  11. Adorei seu texto!! Estou aqui há quase 6 meses e vivendo exatamente como vc falou…no começo, tudo maravilha…aí você começa a pensar nas dificuldades, nos esforços e pensar se vale a pena, principalmente porque tem gente longe de você desejando seu sucesso. No final, você percebe que o a frase pra esse momento é “quem tá na chuva é pra se molhar”, e continua em frente. Enfim, ótima reflexão e traduziu muito bem em palavras.

  12. Francesco caparelli

    Eu sei bem o que e esse sentimento já passei por muitas coisas teve momentos que dava vontade de largar tudo e voltar mais a minha vontade era bem maior e estou aqui em Toronto desde 1973 boa sorte pra você e lute com todas as suas forsas que você vai sair vencedora.

  13. Eliane Pimentel

    Amei o texto.. nove anos atras vim para os EUA sozinha com meu filho de 13 anos. Sem dinheiro, sem falar espanhol e pensando que falava ingles por ter terminado a cultura inglesa no Brasil. Mnha estoria daria um livro mas gracas a Deus nunca passamos fome ou tivemos que fazer algo que fosse em contra aos nossos principios para sobreviver. Estudante do terceiro ano de direito e vinda de uma classe media alta, a vida no Brasil ja nao me fazia feliz.. sempre me incomodava a forma como estava vivendo a minha vida sempre dependendo dos meus pais. Essa foi a melhor decisao da minha vida e apesar de tudo o que passamos ate aqui sou muito feliz com a pessoa que me transformei e com os lacos que pude estreitar com o meu filho hoje com 21 anos. Hoje tenho um trabalho que me realiza, falo ingles e espanhol fluente e ha pouco realizei o sonho da casa propria. Meu filho plantado um o seu futuro e com muito pesar nao penso em nenhum momento em voltar. Parabens pelas palavras.. bjssss

  14. Jefferson Bártolo Toffletto

    Achei seu texto muito sóbrio e carregado de sentimentos, tive essa experiência que você descreve várias vezes na minha vida, pois sou filho de pai militar. Me preparei por muito tempo para partir confortavelmente e da forma menos sofrida possível do Brasil; mas infelizmente tive de abrir mão de tudo para cuidar de uma das pessoas que mais amo, que adoeceu de forma fatal. Ao término dessa doença que previsivelmente terminou com a morte, me vejo cansado, com mais idade do que é aconselhável para um migrante e desinteressado; mas ler e compartilhar experiências e textos como o seu me permitem de alguma forma restaurar um sonho abandonado e viver um pouquinho além dos limites de minha própria vida, um grande abraço e espero que você continue permitindo que bisbilhoteiros e curiosos como eu, possam partilhar experiências como a sua. Super abraço.

  15. Mark

    A verdade é que não existe lugar perfeito. Sempre abre-se mão de alguma coisa quando se escolhe morar fora ou ficar no Brasil.

    Quando as pessoas me pedem conselho sobre morar fora minha resposta é sempre a mesma: porque não? O Brasil vai sempre estar lá do mesmo jeito (ou um pouco pior, infelizmente) para você voltar. O difícil é sair, voltar é fácil.

    E no meu caso eu não volto bem amarrado 🙂

  16. Lorena

    Caraca! Me identifiquei demais com o seu texto! Tô na Austrália a 6 meses conseguindo ser o que eu nunca fui no Brasil. No começo achava que aqui era tudo perfeito, depois de um tempo comecei a achar um pouco mais difícil e desconfortável mas nada melhor do que você olhar pra trás e entender o quanto mudou! Agora o difícil é mostrar aos outros que quem você se tornou talvez não caiba mais na vida que você tinha antes! Amei as palavras! Vou passar mais vezes aqui! 🙂

  17. Cintia McBride

    Verdadeira e perfeita sua colocacao. Seu texto expressa a minha jornada ao longo desses 8 anos nos EUA. Sempre escutei o ditado q “Aqui (EUA) é a terra q o filho chora e a mãe não ve”. Na realidade qdo tomamos a decisão não sabemos o q nos espera além do mais qdo a língua é seu pior obstaculo. Mas com tds eles hj ” voltar já não faz parte dos meus planos”.

  18. Estela de Souza Lima

    Obrigada por suas palavras, você descreveu meu coração.
    Não sou boa com palavras e ler o que você escreveu me trouxe um alívio e a certeza de que não estou só.
    Muito obrigada, que Deus te abençoe cada dia mais e que lhe conceda os desejos do seu coração.

  19. Alessandro

    É engraçado porque estava falando minha mãe pelo skype que não tenho planos de voltar pro Brasil e que caso não dê certo o Canadá, vou procurar outro país. Ela não gostou muito desta notícia e quando encerrei a ligação, vi um post deste texto numa comunidade de brasileiros em Toronto e cliquei para lê-lo. O texto fala extamente do que tinha acabado de fazer, assumir para mim mesmo e pra pessoas que amo que voltar não faz mais parte dos meu planos. Parabéns Aritta. Os melhores textos são aqueles que tocam os corações das pesssoas, especialmente quando os leitores se enxergam naquilo que estão lendo.

    1. Oi Alessandro!
      Dificil falar sobre a nossa permanencia com a familia, nao e? A gente fica com medo de magoar, de deixa-los tristes…mas eu acredito que no fundo o que mais importa pra eles e que estejamos felizes! Obrigada pelo feedback. Desculpa a falta de acento…Boa sorte por aqui! 😉

  20. Cristiane

    Olá, adorei seu texto e me enxergo nele…..faltam 3 meses para eu deixar o Brasil e ir para Vancouver viver nessa montanha russa de sentimentos e sensações e espero tbém chegar o dia em que vou dizer com toda a segurança que “voltar não faz parte dos planos”. Parabéns pelo blog!

  21. Pingback: Muito obrigada!  | Moqueca Canadense

  22. raquel

    tÔ querendo voltar de qualquer jeito, são 2 meses morando na Alemanha que parece uma eternidade, não tô dando conta de tanta saudade!!! Parabéns por toda sua coragem!

    1. Oi Raquel! Nossa, eu sei bem como a saudade deixa a gente morrendo de vontade de voltar…nem me fale! Mas jaja vc vai estar de volta e nada impede que um dia vc se aventure pelo mundo afora novamente. 🙂 Obrigada!

  23. mledes@gmail.com

    Gostei muito do seu relato que li tanto na versão original, como na traduzida além de todos os excelentes comentários. No meu caso por diversos fatores os quais prefiro nem comentar, acabei não conseguindo conquistar meus planos de morar fora e olha que tive bastante vontade, principalmente porque gosto de idiomas e não somente pelo desejo de crescimento financeiro, reconhecimento, etc. No entanto apesar dos esforços, não vi as portas se abrirem para mim de uma maneira segura, mesmo tentado um certo tempo com mais foco neste objetivo, porém chegou o dia que eu acabei desistindo, no entanto agora ao ler o seu post me parece que o sonho volta a tona na minha mente como se este sonho estivesse sido descongelado de repente reapareceu do nada, eu penso até hoje que gostaria de estado pelo menos um tempo nesta montanha russa, para ver e sentir como é. Sei que iria mudar muito no processo, como você mudou. Porém só não sei se teria ainda agora a mesma disposição e coragem que eu tinha a alguns anos atrás e por isto eu acabei me reprogramando de certa forma a evitar este assunto e tenho focando em alguns sonhos bem antigos, até mesmo muito mais antigos do que a minha vontade de morar fora do Brasil que só surgiu na verdade muito mais forte e mais tarde quando começei a conseguir bons resultados em me comunicar com maior fluência no Inglês e isto foi em meados de 2008. Alguns destes sonhos mais antigos que foram desempacotados, estão pouco a pouco se realizando atualmente e novos sonhos também, apesar de todas as dificuldades e adversidades que temos enfrentado aqui como nação, mas sei também que no exterior mesmo em países muito mais prósperos as dificuldades encontradas não são poucas e até mesmo questões financeiras estão bem propensas a ocorrer fora do Brasil, isto colocando tudo na balança me faz refletir ainda mais profundamente se teria sido mesmo bom eu ter ido? Estou certo de que nunca terei realmente esta resposta de forma concreta como gostaria, pois a expectativa e experiência de cada Brasileiro tem morando no exterior trás consigo as suas particularidades e desafios muito específicos. Não é bom ficar se comparando. O que me fez identificar com o seu post, mesmo nunca tendo morado no exterior e estarem contexto bastante diferente e até diria de certa forma previlegiado, é de certa forma que eu já imaginava que fosse mais ou menos assim como você descreveu muito bem descrito por sinal e eu buscava inconscientemente, de certa forma este tipo de sensação, só que não a obtive. Nunca parei de estudar Inglês nem pretendo e invisto bem sério para manter sempre uma fluência natural da melhor forma possível mesmo sabendo que nunca irá se comparar como é viver em outro país, e penso em sempre independente de qualquer situação continuar a estudar idiomas e aprender mais sobre culturas diferentes, enfim evoluir nos estudos de maneira geral, independentemente de qualquer que seja a área de interesse que eu esteja envolvido, não somente idiomas. Não sei onde vou chegar com meus novos planos, e mesmo muitas vezes tentando abafar lá no fundo dos meus pensamentos, quando penso em evolução de qualquer projeto que estou envolvido, sempre fica aquela curiosidade de saber como seria a vida no exterior e lendo o seu post foi bom para mim por alguns instantes de saber que meu antigo sonho idealizado, não era na verdade tão fora de foco assim. Confio em Deus e sei que Ele sempre tem e quer o melhor para nós independente de onde estamos, então é por isto que li seu post com admiração, empolgação, mas ao mesmo tempo com os pés no chão e muita paz no coração. Só que resolvi compartilhar meus sentimentos, para contar aqui para os interessados em saber de como é o lado daqueles que “quase foram”, e que agora já não sabem mais se querem ou não viver experiência de montanha russa. Te desejo muito sucesso onde quer que estejas!

    1. Nossa, muito obrigada por passar aqui e nao so ler o texto (desculpa a falta de acento, estou usando o teclado americano), mas tb compartilhar a sua historia e os seus sonhos. Boa sorte na sua jornada, seja no Brasil ou quem sabe um dia em outro lugar do mundo! 🙂

  24. Safira Sgier

    Adorei o texto. É emocionante ver a semelhança que há entre as histórias – o que mais me marcou foi essa passagem: “Morar fora é dar luz a um novo “eu” , é ser mãe e pai de sí próprio. É sofrer para se criar sozinho e ter orgulho do adulto que você recriou.”
    No meu caso se encaixaria melhor “criou” no final. Fui sozinha para a Suíça aos 15 anos de idade, era uma menina que ainda brincava de boneca, para passar no máximo 1 ano fora. Antes de partir, na hora de se despedir no aeroporto de Fortaleza, dei um abraço apertado na minha mäe e disse: “Mäe, vai dar tudo certo, eu te prometo”. Tive que aprender cedo a ser minha mäe e meu pai. Me adaptei à cultura, à língua, tive grandes conquistas, dignas de muita garra, e também necessárias derrotas, as vejo como uma forma de aprendizado. Hoje, quase 9 anos depois, me deixa sem palavras “ver” a mulher adulta que eu mesma criei…

    1. Oi Safira!
      Que bom saber que vc se identificou com o texto! Muito obrigada pelo elogio e por dedicar um pouquinho do seu tempo a deixar um comentario aqui! (queria escrever mais, so que esse teclado sem acentos me deixa maluca hahaha fico agoniada sem poder escrever as coisas corretamente). Tenha uma otima semana!!! 🙂

  25. Virna

    Nossa adorei o seu texto! Me identifiquei muito, pois estou em um momento em que estou querendo mudar a minha vida, até estou pensando em imigrar para o Canadá, pois como você deve estar acompanhando as coisas aqui no Brasil estão bem dificeis….Parabéns pela sua coragem de ir em busca do novo!

  26. Mhileizer

    Excelente texto. Adorei.. me identifiquei totalmente… sou Venezuelana, e tenho no País dois anos,, por motivos de estudos… e cada dia fico surpresa com o que sou capaz de fazer!
    Parabéns!

  27. mledes@gmail.com

    Gostei muito do seu post, tanto que acabei lendo na versão original, como na traduzida além de ler atentamente todos os excelentes comentários. No meu caso por diversos fatores os quais prefiro nem comentar, acabei não conseguindo conquistar meus planos de um dia morar fora do Brasil e olha que tive bastante vontade e dedicação nesta meta, por vários fatores: porque gosto de idiomas, pelo desejo de crescimento financeiro em outro tipo de atividade, por reconhecimento pessoal e profissional, etc. No entanto apesar dos esforços, não vi as portas se abrirem para mim de uma maneira que esperava e não me senti mais seguro, mesmo tentado durante um certo tempo, cheguei a conhecer Montreal pessoalmente quando estava com mais foco neste objetivo, porém chegou um dia que eu acabei desistindo da idéia. No entanto hoje ao ler o seu post me pareceu o sentimento de que o sonho volta a tona na minha mente como se este sonho estivesse sido descongelado de repente reapareceu do nada, obviamente eu penso até hoje que gostaria de estado pelo menos um tempo nesta montanha russa que você se refere, para ver e sentir na pele como é. Sei que eu iria mudar muito durante o processo. Porém só não sei se teria ainda agora depois de anos a mesma disposição e coragem que eu tinha e por isto mesmo eu acabei inconscientemente, me auto-reprogramando de certa forma a evitar trazer de volta este assunto e fiquei focando em alguns sonhos e projetos adormecidos, bem antigos, até mesmo muito mais antigos do que a minha vontade e curiosidade de morar fora do Brasil vontade esta que só surgiu na verdade muito mais forte quando comecei a me sentir mais seguro comunicar com melhor fluência no Inglês e isto foi em meados de 2008. Alguns destes sonhos mais antigos que foram desempacotados, estão pouco a pouco se realizando, apesar de todas as dificuldades e adversidades que temos enfrentado aqui como povo Brasileiro, na nossa nação pátria amada Brasil, mas sei também que no exterior mesmo naqueles países mais prósperos as dificuldades encontradas não são poucas e até mesmo as questões financeiras estão bem propensas de ser um grande problema a se enfrentar fora do país que nascemos, isto tudo colocando na balança, me faz refletir ainda mais profundamente: “Será que teria sido bom mesmo eu ter ido?”. Estou ciente de que nunca terei realmente esta resposta de forma concreta como gostaria, pois a expectativa e experiência de cada Brasileiro obtém, morando no exterior trás consigo as suas particularidades e desafios muito específicos de cada um. Não é bom ficar se comparando. O que me fez identificar com o seu post, mesmo eu nunca tendo morado fora é de certa forma que eu já imaginava que fosse mais ou menos assim como você descreveu a propósito, muito bem descrito e por sinal eu buscava a mesma coisa de forma inconscientemente, de certa forma este tipo post me faz ter esta sensação. Nunca parei de estudar Inglês e nem pretendo parar e invisto bem sério para manter uma fluência boa e natural da melhor forma possível, mesmo sabendo que nunca irá se comparar com viver em outro país, sempre serei um Brasileiro falando Inglês com o sotaque bem carregado por mais que eu me esforce e além disto eu penso que sempre independentemente de qualquer tipo de situação é essencial continuar a estudar idiomas e aprender mais sobre culturas diferentes e sempre evoluir nos estudos de maneira geral, independentemente de qualquer que seja a área que eu esteja envolvido ou atraído, não somente idiomas. Não sei onde vou chegar com meus novos planos, porque mesmo tentando abafar e esquecer do assunto eu sei que lá no fundo deep inside of my heart, quando penso em evolução de qualquer projeto que estou envolvido seriamente, sempre fica aquela curiosidade de saber em como seria a vida no exterior e execução deste projeto fora do Brasil e agora lendo o seu post com atenção, foi bom para mim saber que meu antigo sonho idealizado e não realizado, realmente era na verdade parte dos sonhos de vários outros Brasileiros como eu. Confio plenamente em Deus e sei que Ele sempre tem e quer o melhor para nós independente de onde estamos, então é por isto que eu li o seu post com admiração, empolgação, mas ao mesmo tempo com os pés bem no chão e muita paz no coração. Só que resolvi mesmo dissertar e compartilhar meus sentimentos, para contar para todos, como é o lado daqueles que “quase foram”, e não mais estão certos ou seguros se querem ou não viver a sonhada experiência da “montanha russa”. Finalmente o que desejo é muito sucesso para você, onde quer que estejas!

  28. Felipe Cypriano

    Muito bom esse texto. Está de parabéns!
    Faz 1 ano que mora fora e ultimamente a minha única tristeza é saber que daqui a 3 meses terei que voltar para o Brasil.
    Sempre fui muito “cabeça aberta” e de fácil adaptação, por isso acredito que não tive muitos problemas aqui, mas vejo no texto uma grande inspiração pra quem ainda não teve coragem de sair do país e motivação para aquelas pessoas que saíram e estão enfrentado alguns problemas. Perfeita análise. Vou enviá-lo para alguns amigos que tem o receio de saírem do país.
    Mais uma vez parabéns. Excelente texto.
    Continue escrevendo. Nao conhecia seu blog. Vou passar a te acompanhar.
    Beijão!

  29. E isso ai Aritta, tb ja passei pela mesma montanha russa… fecho o olho e vou, pq depois de toda a adrenalina, da tudo certo! rs
    Vi seu texto rondando pela net.. parabens!! belas palavras. sou irma de Leo de porto tb. e vi no face dele que vc que tinha escrito esse texto, um parabens maior ainda!! 🙂

  30. Lisa

    Muito bom seu texto! Se eu fosse escrever tudo o que pudesse expressar minha própria experiência de migrante, terminaria com o espaço destinado aos comentários. Pra quem saiu de “casa”( Brasil) há 25 anos, ler aqui o texto e comentários é “refrescar a memoria” do vivido e sentido! No final do seu texto me “espetou” a frase ( tb foi ela que me trouxe aqui, porque ao lê-la no FB achei q era importante ler o texto completo) : “voltar já não faz parte dos seus planos”… Depois de construir uma vida fora, brigar diariamente com todos os “meus fantasmas” – no ínicio eu colocava a culpa na Nação, na política, na inflação, sim tenho DNA (data de nascimento antiga)hehe, saí em plena hiper inflação no início de 90 e talvez vc nem tivesse nascido… Aprendi que a gente só sai porque quer e que não há culpados nesta decisão, muito menos vale pôr a culpa no país onde nos criamos. Talvez pelos anos que levo fora , pelas coisas que perdi enquanto dava voltas na montanha-russa, seria incapaz de dizer , hoje, depois de 25 anos longe, que “voltar já não faz parte dos meus planos”! Até acho que agora este verbo “ronda” mais do que deveria a minha cabeça, mas deixo ao Universo esta decisão! Veja bem, minhas filhas são daqui ( sul da Espanha) e tenho um desejo secreto ( ou nem tão secreto) de que elas façam algum dia o caminho contrário… Mas também sou consciente de que este é “meu desejo” e elas devem viver o desejo “delas”. Muita sorte na sua jornada e continue escrevendo, com certeza será muito útil esta leitura pra quem estiver vivendo o dilema do “subir ou não na montanha-russa”! Parabéns!

  31. lucia

    Sem palavras …uma vez que todas ja
    foram ditas por voce.
    Moro na Asia ha 25 anos, todas estas sensacoes me foram bem familiares, principalmente pela diferenca cultural,porem voltar, ha muito tempo ja nao faz parte dos meus planos.
    Boa sorte a voce e todos os que como nos se encontram em terras estranhas.

  32. Manuela

    Nacionalidade: Estrangeiro
    Pode ser bem frustrante sentir-se estrangeiro no pais onde mora E também no pais de origem. Quem vive “fora” por muito tempo sabe o que é isso. Por outro lado, esse estatuto trás uma imensa liberdade. Liberdade de SER graças à “soltura” das amarras sociais, culturais e familiares que, muitas vezes, nos limitam e nos impedem de simplesmente “ser”. As amarras não partem, elas afrouxam. Ganhamos novas “lentes” para enxergar o mundo e escolher aquilo que nos corresponde. Integramos à nossa identidade novos elementos que passam a nos definir. O passaporte faz cada vez menos sentido. Viver no exterior é, na verdade, uma das experiências mais interiores que eu busquei!

    Curti o teu texto, Aritta! Faz praticamente 10 anos que moro na França mas pouco tempo que consegui “assumir” a minha escolha de não ter planos para voltar.

  33. Carly

    Tô na mesma situação, com o mesmo coração apertado e cheio de expectativas e sonhos que ainda não sei se irão se concretizar. Uma amiga do Brasil me mandou o link e eu me identifiquei demais . Amei o texto! Virei fã do blog. ❤️👏

  34. regina

    Muito lindo seu texto Aritta. Pra quem fica, como no meu caso e de tantos pais que tem filhos em intercambio, a ausência é também muito estranha…pensar que nossos filhos irão viver e experimentar uma historia que a gente não faz parte mais…ou faz?! Continuamos com nossa caminhada e descobertas!! isso é que vale.

  35. Isabela Gama

    Resolvi comentar porque também sou baiana e estou morando fora, e apesar de tantas coisas que só vemos na Bahia me fazerem tanta falta, sei como é não querer voltar pro mesmo por não ser mais a mesma. Me tocou muito a parte que falou que temos que ser fortes e fingir que estamos bem, mesmo não estando, porque todos estão observando e “cobrando” que estejamos bem por ser uma oportunidafe incrível, mas que hoje em dia é nosso dia a dia. Muito bom o texto, pegou várias facetas do intercâmbio.

  36. Ana Gabriela

    Oi Aritta,que lindas suas palavras. Moro na Australia ha 6 anos e sei bem o sentimento e passei pelas situacoes que vc tao perfeitamente descreveu. So passando pela experiencia para poder entender quao dificil eh o desafio de estar longe de casa. A gente vai se acostumando,but doesn’t get any easier…hahaha. Muitos beijos e vou te acompanhar aqui na net.

  37. Deise

    Oi Aritta! Suas lindas palavras me tocaram de verdade, fiquei emocionada! Parabéns pela sua coragem de olhar para trás e seguir em frente. Que Deus ilumine o seu caminho. Beijos

  38. Fabiana

    Ola, moro fora tambem. Tudo o que voce escreveu esta correto, realmente nos vivemos todas essas fases aqui fora. Eu me vi dentro desse texto.

  39. Sergio Junger

    Excelente sua exposição no texto. Quero colaborar dizendo que maior “montanha russa” que o Brasil não conheço. Tenho restaurante e uma pequena fábrica de massas italiana e não consigo viver bem, gerando empregos no meu país. Quer pior que isso? Com formação superior, tudo que temos disponível para estudar eu fiz, até já fui professor universitario. Isso aqui não é mais pra mim.

  40. Luciana de Fátima João

    Aritta, muito bom vê-la feliz, plena, realizada, abençoada em novos caminhos. Mudar, de um modo geral, não é nada fácil. Mas, as mudanças são para o nosso melhor, ainda que não o vejamos no instante exato em que elas ocorreram. Aritta, sou Oficial de Justiça há quase 30 anos. Vida de formalidades, pressões, tumultos psicológicos, sobrecarga de trabalho, etc. Em 11 de março fiz 50 anos. Resolvi me presentear de uma maneira diferente. Fui atrás de um roteiro distante, sonho que virou realidade, conhecer Fernando de Noronha. Lá, Aritta, eu desafiei e abandonei o medo(rezei um ano antes pedindo as bênçãos do céu e de Yemanjá). Mergulhei a 12 m, nas águas profundas do mar. Experiência que me abriu a mente, por isso, foi a melhor viagem, o melhor passeio, o melhor presente que me dei. O que me chamou a atenção foi sua foto. Olhar o mar, contemplar o Divino em nós, ver a Criação(do Criador para criatura), e por fim, entender quão simples pode ser viver. Noronha, tem merecidamente, o título de “paraíso ecológico”. Aritta, pretendo estudar oceanografia, morar temporariamente em Noronha, nadar no mar todos os dias, fazer um curso de mergulho, andar de havaianas, sem intervalo. Ter até uma mais fashion, para o caso de uma baladinha! Ainda não posso fazê-lo, meu tempo de trabalho não está cumprido. Mas falta pouco. Parabéns pela sua coragem, Aritta. “Viver o novo é permitir-se ser seduzido pela vida, que se anuncia nova a cada instante”, diz uma grande Amiga.

  41. Luana

    Lindo texto…

    Morar fora é para os fortes mesmo…no meu caso foram 11 anos na Suécia…voltei ao Brasil e apareceu uma proposta de trabalho para o Peru , país que eu sempre tive fascínio….não sou ovelha desgarrada, pelo contrário minha família é tudo para mim…mas a vida vai nos levando e dando oportunidades…fui fugindo de casar, ter filhos…mas hoje minha vida pessoal é prioridade e por isso não estou tão preocupada com a decisão de levantar a vela e navegar até o pacífico …até Julho decido se vou ou não.Boa Sorte e que Deus abençoe a todos nós.

  42. Juliana Acerbi

    Olá, adorei seu texto e resolvi deixar um comentário por ter me identificado muito. Estou indo daqui a 2 dias para o Canada com meu marido. Um dos maiores sonhos da minha vida, mas também uma das maiores aventuras que vivi. Sei que não vai ser fácil, mas tenho medo de me iludir com a falsa sensação de que lá tudo é melhor que no Brasil! Gostei de ler seu texto e vou acompanhá-lá a partir de agora! Obrigada e sucesso!

  43. Sergio santana

    Arita que legal isso que vc escreveu. Se toda essa clareza se fez brilhar vivendo essa experiencia. Isso me traz mais motivaçao para fazer esta viagem. Em breve estou indo para australia, estou pesquisando bastante.
    alguns amigos que moram fora, outros ja moraram na australia, outros dizem que posso me decepcionar. mas de tanta decepção que ja tive nessa vida, só posso pensar que é cada vez mais um oportunidade de saborear aumentando do saber. com suas palavras me confirma o que eu imaginava. o novo me excita.

    obrigado

  44. Daniela Bisan

    Me vi em genero, numero e grau! Eu nunca consegui descrever o “morar fora” para ninguem, parabens pelo texto!
    Hoje vivo em Sao Paulo, decidi que ja estava na hora de voltar, e nao me arrependo! Decidi que aos poucos vou conhecendo o Mundo e novas culturas, aprendendo linguas e expandindo a mente.
    Gosto de estar perto da minha familia, falar a minha lingua, comer feijoada no boteco, rir alto, “falar com as maos”, beijar e abracar os amigos sem censura, falar dos problemas do meu pais e do povo.
    Descobri que tenho muito orgulho de ser brasileira, mesmo me envergonhando de muitas de nossas condutas.
    Descubri que ser eu mesma e especial. Para descubrir tudo isso, tive que passar pela montanha-russa que voce descreveu com tanta excelencia!

  45. Oi Aritta, parabéns pelo texto! Estou indo em setembro fazer um curso de um mês de inglês para negócios em Vancouver, mas vou aproveitar para dar uma olhada na cidade e tentar fazer alguns contatos para depois voltar e tentar ficar por um período maior. Meu sonho hoje é fugir do Brasil por uma série de fatores, e claro, viver com uma boa qualidade de vida (porque aqui em sp tá difícil!!). Espero ter coragem de seguir e lutar pelo meu sonho! Seu texto foi inspirador, obrigada! bjs

  46. Camila

    Adorei o texto!! Passei um mês no Canadá estudando e agora quero ir pra morar por um tempo! Acho que voltar pode não fazer parte dos meus planos também… Mas só saberei quando estiver por aí! Vou seguir seu blog… Alguma dica pra quem ainda ta se organizando pra morar no Canadá?!

  47. Leila

    Aritta, me vi em seu texto…sou uma soteropolitana morando no Canadá na província de Alberta.
    Levei um certo tempo pra decidir morar aqui, pois desfazer as amarras e deixar tudo aquilo que foi conquistado pra trás, minha profissão, além de deixar meu bem maior que é a minha família, não foi fácil e ainda sofro com a distância.
    Mas, hoje estou me acostumando com a minha realidade, a razão pra eu estar morando aqui foi o AMOR…
    Conheci meu marido canadense há 5 anos atrás em Salvador, ele estava de férias por lá e nos conhecemos através de amigos em comum.
    Jamais pensei que daria certo, pois sempre corri de namoro à distância e sair de Salvador não estava nos meus planos. Decidi morar com ele após 1 ano e meio de relacionamento…em 2011 cheguei no Canadá.
    O saldo foi positivo! Todo o esforço valeu a pena! Estamos juntos e com nossa filhinha de 3 meses 🙂
    Porém, ser imigrante não é fácil MESMO…
    Beijo e parabéns pelo texto!

  48. Jakson

    Gostei do texto é um pouco parecido com a minha realidade, porém não mudei pra outro país e sim para outro estado. Tive que me adaptar a uma nova vida a uma nova realidade…

    Parabéns pelo texto.

  49. Vanusa

    Lindo texto Aritta.
    Depois de muitos anos sonhando, em outubro embarco para os USA com sonhos e vontades de uma vida diferente e melhor que a que levo aqui. Sei que não será fácil, mas se não tentarmos nunca saberemos o saldo, não é mesmo? Vou com a coragem de aprender e ser uma pessoa melhor. Em todos os sentidos.
    Espero depois de uns dias por ai, ter a coragem de dizer a mim mesma… agora não é a hora de voltar.
    Vou me lembrar de cada palavra sua neste texto.
    Obrigada por compartilhar com a gente o que vive fora do Brasil.
    Beijos

  50. Excelente reflexão. Acabo de comprar minhas passagens para mudar definitivamente pra Québec (ou outra cidada, vai saber) e desde então venho falando pra minha esposa que o sentimento é de ter acabado de entrar na fila da maior montanha russa de nossas vidas. Adorei o exemplo da montanha russa.

  51. Pingback: When going back is not part of the plan anymore  | Moqueca Canadense

  52. Rosangela Cotait

    A minha filha e marido moram em Vancouver. É duro demais não participar ou ajudar aliviar os momentos ruins que eles passam.
    O seu depoimento nos mostra que não temos mais a nossa filha.
    Esta totalmente mudada.
    Felizmente a duras penas, voces criaram uma nova vida a qual não fazemos mais parte.
    Fazemos parte hoje, somente pelos laços e lembranças que se Deus quiser não se apagaram nunca.
    Um gde abç.

    1. Obrigada pelo comentário, Rosangela! Acredito que todos nós, quando escolhemos mudar de país, estamos indo em busca de algo que nos trará mais felicidade. E se a sua filha está feliz, tenho certeza que vc tb está. A saudade dói, mas se faz necessária quando os caminhos escolhidos por nós e por aqueles que amamos são diferentes.

      Beijo

  53. Luana Schiavenin

    Amo esse texto, ja tinha lido umas 50 vezes, até que decidi comentar. Espero que tu me responda,viu!? Hehehehe.
    Vim morar na Austrália a dois meses e meio e tenho 19 anos, estou me sentindo muito vazia aqui. Iria voltar só em Abril para o Brasil, mas não vou aguentar. Agora vou ficar aqui até final de dezembro, que é quando que acaba meu curso de inglês. Abandonei minha faculdade, que estava na dúvida se continuaria ou escolheria outro curso, e aqui descobri que estou no rumo certo, mas eu que estava perdida. Aqui agora também estou perdida, pois me sinto vazia e parece que estou aqui presenre só de corpo, que minha cabeça ja voltou pra Brasil, pu talvez nem tenha saíde de lá. Estou louca para reencontrar a Luana que eu deixei no Brasil. E sem contar que a saudades apertaaaaaa e dói..

    Obs: sem contar a depressão que me deu, mas estou tomando remédio agora.

    1. Oi Luana,

      Eu entendo o que você está vivendo. Não é fácil abandonar tudo e ir morar em um outro país. A gente precisa matar um dragão por dia e o maior deles se chama saudade.
      Faça o que o seu coração mandar. Se tiver que voltar, volte… Há um mundo gigante lá fora esperando por nós. Não se assuste com as dúvidas, eu também tenho as minhas.
      Espero que tudo dê certo… Seja ai, no Brasil ou em qualquer outro lugar.
      Se cuida e muito obrigada pelo comentário.

      Beijo

  54. KRJ

    Quanto mais tempo vc passa fora do seu país natal, menos vc passa a se identificar com ele.

    Com a minha experiência, já estando há mais de 20 anos fora do Brasil (embora passe férias aí com frequência), posso dizer que a gente se sente um estrangeiro no país adotivo mas também no Brasil.

    A percepção das coisas muda com o tempo bem como os parâmetros.

    Por um lado, já não aceitâvel o descaso com a imensa população de pobres daí, um ensino e sistema de saúde públicos quase que inexistentes.

    Por outro, sempre vou sentir falta da calorosidade do povo brasileiro, da sua informalidade e, naturalmente, da família.

    Enfim, pus tudo isso na balança e fico por aqui mesmo. Só volto a passeio.

  55. Pingback: Morar fora: Quando voltar já não faz parte dos planos. - Lore Reis

  56. Que texto lindo, minha nossa!
    Isso impacta um pouco no pensamento de quem ainda não foi mas sua partida está próxima como é o meu caso.
    Diversas incertezas e sentimentos ainda não reais, só realmente revelados quando se passa por tudo isso.
    Continue esse ótimo trabalho.

  57. Bella

    Good literature for someone who’s looking for a better place to be. People have to understand that the grass aint always greener, but your choice may show you much better oportunities hadn’t you been so discouraged to go forward. Living 15 years abroad, can’t regret a second. Take care.

  58. Elaine Rodrigues

    Bossa me identifiquei muitocom este texto “lindo” e verdadeiro…Vivo na espanha ja faz 10 anos dói muito deixar sua terra e principalmente a família…

  59. Mi

    Estou no início desse turbilhão de emoções. Daqui a precisamente 19 dias estamos embarcando rumo a Toronto. Essa semana já deixo meu trabalho, meus filhos a escola e meu marido suas amarras também. Medo? Muito. Mas ele é menor do que a minha fé e esperança. Seu texto é lindo. Espero daqui algum tempo ter essa sensação, de que o passado ficou pra trás e uma nova vida já é evidente.

  60. Emilia Prillwitz

    Vivo há 11 anos na Alemanha e tenho pesadelos quando me imagino de volta. Agora sei que viver no Brasil é infinitamente mais difícil que viver fora dele. Além da família sejamos honestos o que realmente existe de bom por lá ? um povo sofrido , com valores destorcidos das coisas, políticos que afundam o país e um povo que nao reage a esta realidade. Por este motivo sugiro aqueles que tem chance, tentem, saiam, aprendam como deve ser um país de respeito e se quiserem voltar, entao voltem e ensinem um pouco do que aprenderam, quem sabe assim possa contribuir para que o Brasil seja também um país de destino sonhado.

  61. Pingback: Morando fora – Vivendo como Imigrante

  62. Pingback: Um dia eu sonhei com tudo isso – Moqueca Canadense

  63. Olá Aritta,

    Agradecemos o belíssimo texto que compartilhou aqui. Fizemos um video falando sobre seu texto. (os devidos créditos foram dados).

    Obrigado e sucesso em sua jornada!

  64. Pingback: Os nossos novos amigos de infância – Moqueca Canadense

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