Sobre colocar o pingo nos is e a Teoria da Relatividade

   
Quando há mais de cem anos Einstein afirmou que o tempo e o espaço estão entrelaçados mas também são relativos, o mundo passou a conhecer a Teoria da Relatividade. Aprendemos nas aulas chatérrimas de física que ainda que estejamos parados, estamos nos movendo na dimensão do tempo. E ainda que você não entenda bulhufas sobre a teoria (a qual eu também não entendo), você não precisa ser muito esperto para saber que o tempo não para. O tempo não espera por você. 

O que Einstein não explicou – mas que a vida se encarregou de nos ensinar – é que tudo na vida é relativo. O que é muito bom para você pode ser ruim para outra pessoa. E a regra vale até para as excessões mais absurdas. 

Mas deixa eu ir direto ao ponto e colocar o pingo nos “is”…

Em três anos de blog o que mais me estimula a escrever é receber o retorno das pessoas que passam por aqui e ter de certa forma uma conexão com quem eu nunca encontrei mas que por ser meu leitor acaba se tornando um amigo. Só que eu preciso dar uma chacoalhada em um certo tipo de leitor: aquele que me pede respostas as quais eu jamais poderia dar.
Certa vez eu escrevi um texto sobre a minha aversão em dar conselhos. Sim, existe uma grande diferença entre dar dicas e dar conselhos. E eu posso gastar horas dando dicas sobre mil coisas diferentes. Faço com o maior prazer. Contudo, a não ser que você seja uma amiga me pedindo conselhos sobre a vida amorosa ou sobre o sapato que melhor combina com o vestido laranja, eu não vou me sentir a vontade para te ajudar. Porque eu ainda não aprendi a aconselhar as pessoas a tomarem decisões que irão mudar para sempre as suas vidas. 

Quando eu decidi me mudar para Toronto eu havia terminado um noivado há pouco tempo, já havia me formado e estava concluindo uma pós graduação, tinha um trabalho do qual eu gostava, um relacionamento maravilhoso com a minha chefe e toda a equipe com a qual eu trabalhava, havia acabado de trocar de carro, enfim, a minha vida não estava de cabeça para baixo, mas eu não estava feliz. Eu sempre soube o que faltava, mas eu seguia empurrando o meu sonho com a barriga e adiava a minha chance de ser feliz por completo. 

Conversei com os meus amigos, com a minha família, contei sobre os meus planos e, claro, ouvi a opinião de cada um. O que eu nunca fiz foi pedir para quem já havia vivido o mesmo sonho que o meu me dizer se valia a pena. Não porque eu sou teimosa e faço tudo o que quero, e sim porque eu acredito na Teoria da Relatividade. Não só na comprovada por Einstein, aquela de que o tempo não para, mas na teoria de que TUDO na vida é relativo e que foi comprovada por mim através da minha experiência. E eu poderia ouvir de alguém “Ah, não larga tudo ai no Brasil porque não vale a pena” e viveria o resto da minha vida com a dúvida e a tristeza de não ter feito o que eu gostaria de fazer. 

Cada pessoa tem uma história de vida diferente, um estilo de vida diferente e, principalmente SONHOS DIFERENTES. Eu não posso te dizer que a vida aqui é perfeita e que você deve fazer tudo o que eu fiz porque eu não tenho o direito de definir o seu destino. Eu não posso comparar o meu conceito de felicidade com o seu porque eu não sei se você ficaria extremamente feliz só em ter um pote de sorvete na sua frente. Eu fico. 

Eu gostaria muito de poder ajudar àqueles que me perguntam se devem ou não vir morar no Canadá, mas se você espera por uma resposta do tipo “Faz as malas e vem embora” eu não vou poder te dar. Até porque a maioria daqueles que pedem esse tipo de conselho sabem bem o que eles querem. O que falta nessas pessoas é coragem para aceitar a decisão. 

Tenha coragem. Esse é o único conselho que eu posso te dar. E é o que você realmente vai precisar caso decida vir ou se decidir ficar. 

Uma ótima semana para todos! 

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Por um mundo com menos domadores de sonhos

 

Quando é que as pessoas param de te dizer “Você ainda é nova, vai ter tempo de fazer isso tudo”?

Parem. É assim que a gente empurra os sonhos com a barriga. E as velas se multiplicam, os sonhos se multiplicam… Mas os dias continuam tendo 24 horas. 

Você não precisa de alguém que calcule o seu tempo, que construa gráficos para medir o tamanho dos seus sonhos versus o seu tempo de vida. Você não precisa de alguém que te estimule a esperar, a deixar pra depois, a aguardar uma melhor hora. Até porque, sinto muito em te decepcionar, mas esses provavelmente serão os mesmos que dirão “Você está velho demais para isso” quando aos 50 você decidir visitar a Disney. 

Um certo livro de auto-ajuda diz que você é do tamanho dos seus sonhos. Eu prefiro acreditar que você tem a idade dos seus sonhos. E, assim como nós, os sonhos envelhecem, perdem a virilidade, a energia, tornam-se opacos e menos ferozes. 

Por um mundo com menos domadores de sonhos. E mais sonhos que não possam ser domesticados. 

P.s: Depois de morar fora e aprender uma outra língua, um dos meus grandes sonhos sempre foi conhecer o sudeste asiático (Tailândia, Vietnã e Camboja) e durante a viagem, ser voluntária em um desses países. Em 2014 eu me inscrevi em um programa de voluntariado e fui aceita, porém, precisei abrir mão deste sonho por outro que também me acompanhava: cursar uma faculdade aqui. Prometi que não desistiria e não desisti mesmo. Pedi para que o meu processo fosse reaberto e viajarei para o Camboja em agosto, onde serei voluntária por duas semanas em um orfanato e nas outras duas semanas viajarei pela Tailândia e Vietnã. 

Faça o bem, mesmo que você olhe a quem 

  

Um senhor indiano frequenta todos os dias a mesma cafeteria. Vez ou outra os funcionários observam ele trocar duas palavras com alguém na fila e, ao chegar a sua hora de fazer o pedido, ele paga o café de quem ele acabou de conhecer. Não tem dia certo, hora certa, mas ele faz. 

Seu Ahmed pede todos os dias o seu chá preto com leite, adoçado com uma versão sem açúcar de xarope de baunilha. É diabético e os funcionários do local foram avisados que a sua bebida jamais deve ser feita com o xarope normal. Alguns, porém, por vezes esquecem. Seja pelo cansaço, pela quantidade de bebidas que precisam ser feitas ou por falta de atenção. 

Numa certa manhã, a supervisora da loja observava um dos funcionários enquanto ele preparava o chá do seu Ahmed. Viu que ele usou o xarope  com açúcar e, apesar da quantidade de gente que aguardava na fila, ela parou o que estava fazendo e foi lá, discretamente, avisar ao rapaz que o chá deveria ser feito novamente. Seu Ahmed provavelmente nem percebeu, já que lia o jornal encostado ao balcão.

Certo dia, a mesma supervisora saiu da loja chorando. Dois funcionários não tinham ido trabalhar, a loja atende uma média de 800 clientes a cada duas horas, ela tinha começado o turno às 5 da manhã, iria sair às 11 pois tinha uma prova ao meio-dia, mas não conseguiu. Saiu às pressas, às 11:40 sem ao menos trocar o uniforme que carregava o cheiro forte de café. Chorava no percurso, pois além do cansaço do trabalho – havia dormido pouco mais de 3 horas, pois precisou estudar -, estava tensa com a prova, chateada pelos funcionários que estavam sempre faltando e por não ter tido a chance de sair mais cedo. 

No caminho para o ponto de ônibus, encontrou seu Ahmed. Ele, sempre muito educado, a cumprimentou e notou que ela chorava. Perguntou o que estava acontecendo e ela disse que estava apenas “tendo um dia daqueles”. Ele disse algumas palavras de conforto, falou que tudo iria ficar bem e continuou a caminhar. 

Alguns dias se passaram e ela cruzou novamente com seu Ahmed. Dessa vez ele deu o seu cartão e pediu para que no outro dia ela passasse em seu escritório, pois ele gostaria de conversar com ela. Ela foi. Ao chegar, seu Ahmed abriu uma gaveta e tirou de dentro uma sacola azul. Ela percebeu que se tratava de chocolates e disse que ele estava sendo muito generoso. “Tem algo mais”, ele disse, enquanto estendia um envelope branco. “Seu Ahmed, é muita generosidade da sua parte, mas não posso aceitar”, ela respondeu ao perceber que dentro havia dinheiro. 

“Há alguns meses eu vi que um dos rapazes não deu nenhuma atenção à minha bebida e isso ocorre com mais frequência do que você imagina. Mas eu também vi você sair de onde estava e pedir para que ele refizesse o meu chá. Eu ajudo a muitas pessoas, mas eu ajudo principalmente àquelas que de alguma forma fazem parte do meu dia a dia. Esse envelope é para que você pague parte da sua faculdade. Eu ouvi você reclamar com uma outra funcionária que a sua anuidade é alta. Você é muito esforçada e está sempre de bom humor mesmo às 5 da manhã. Não precisa agradecer e por favor, aceite. É um presente de natal de um amigo que você nem sabia que tinha”, ele explicou. “Só te peço uma coisa em troca: passe a bondade adiante. Não precisa ser em dinheiro, pode ser em gestos. Faça o bem. Se não puder fazer o bem a todos, ao menos faça àqueles que fazem parte da sua rotina”, completou. 

Eu sai do escritório do seu Ahmed aos prantos. Abri o envelope e vi que continha mil dólares. 

Contei a história para algumas amigas próximas e para o meu namorado. Isso aconteceu no ano passado e, depois disso, ouvi uma colega de trabalho comentar que o seu Ahmed deu um computador ao filho de um dos seguranças que trabalha próximo ao seu escritório. 

Ele continua vindo todos os dias tomar o seu chá. Nunca me tratou melhor do que aos outros funcionários e jamais mencionou o dinheiro ou os chocolates.  

Eu não sou a pessoa mais generosa do mundo, mas eu sempre acreditei na lei do retorno. Eu acredito sim que a gente colhe aquilo que a gente planta e, acredito mais ainda, que o mundo esteja cheio de pessoas boas.

Você pode não ter tempo para fazer trabalhos voluntários, para distribuir agasalhos nas ruas ou iniciar campanhas que vão mudar o mundo. Mas, você precisa achar tempo para se preocupar ao menos com quem de alguma forma faz parte da sua vida. Seja os seus amigos, a sua família, clientes, funcionários, ou a moça que serve o seu café. 

Você não precisa dar dinheiro. Aliás, você é rico de alguma forma e talvez nem saiba. Ache aquilo que você tem de sobra dentro de você e compartilhe com os outros. O mundo precisa de gente que faça o bem, mesmo que seja olhando a quem. 

P.s: Eu alterei o nome do senhor que me ajudou para que a sua identidade seja preservada. 

Almost there, Aritta! 

Toronto Harbourfront

Vim aqui para compartilhar essa foto linda e mostrar mais uma vez o porquê do meu amor por essa cidade. Eu sou tipo mãe coruja, namorada apaixonada, melhor amiga, sabe? Toronto é linda, é a melhor e ponto final. E ai de quem disser que não! Hahaha 

E sabe o que mais? Amanhã é o último dia de provas na facul e depois disso eu vou poder perambular pela cidade, do jeito que eu amo. Mal posso esperar!

E, por falar em amanhã, vou aproveitar o embalo da conversa e pedir que vocês cruzem os dedos, façam uma corrente positiva, rezem para um milagre, rezem pro padroeiro da contabilidade (se é que tem um) e me desejem boa sorte.. Pois eu vou precisar de tudo isso quando tiver fazendo a prova de amanhã. 

Recebi ontem a minha média final em Matemática Financeira e passei com 90. Orgulho de mim pois eu ralei MUITO! Agora me expliquem… A pessoa aqui não sabia nada, nem álgebra lembrava, mas perdeu noites estudando e aprendeu tudinho de matemática. Dai ela descobre que vai ter contabilidade e pensa “Vai ser moleza, tô craque com os números, acho até que vou desistir do blog e dar aulas de matemática”. Só que uma coisa não tem naaaada a ver com a outra. Primeira prova de contabilidade: 30 de 100. Se desespera, chora igual adolescente que não quer terminar o ensino médio, quer desistir da matéria, mas lembra que deu a volta por cima em matemática, lê mil frases de superação, ouve dos amigos que depois melhora e então decide não desistir e estudar muito para recuperar. Então, aqui estou eu, ao final do curso! E se vc esperava eu dizer que “me superei e aprendi tudo” se enganou. Continuo sem saber bulhufas de nada. E só mesmo um milagre pra me ajudar amanhã. 

Mas, deixa eu parar de bater papo e voltar a estudar porque a esperança continua sendo a última que morre, né? 

Quase lá, Aritta, quase lá…. 

🙂 

Saudade nem sempre é saudade

A gente não sabe muito bem o que é saudade. Aliás, saudade já virou mesmo nome para qualquer sentimento desconhecido. 

Nem toda lembrança é saudade. Nem toda tristeza é saudade. E há dores que doem apenas no cotovelo, mas a gente procura remédio pro coração…

Há saudades que chegam – e que também vão embora – com uma dose de álcool. Há outras que pioram quando a cachaça passa. 

Há saudades que viram ressaca. E essas a gente promete nunca mais sentir…mas sente. A gente perde a fome. E insiste em confundir o vazio do estômago com vazio no coração. E eu digo: menina, o seu coração ainda transborda. Tenha calma. Tudo se ajeita. 

Tem saudade que é carência. E ela insiste em dizer que é bem resolvida. Tem saudade que é dependência. Mas você diz que aprendeu a se virar sozinha. Saudade é também teimosia, e você claro, diz que não é. 

Tem saudade que é insistência. E você nem ao menos sabe se quer mesmo esquecer. 

Tem saudade que é só vaidade. É você que não sabe perder. 

Saudade nem sempre é saudade. Às vezes é só você sem saber o que sente. Aceita e deixa doer. 

Domingo de sol, ai que felicidade! 

Sabe o que eu mais gosto quando o inverno se despede e a primavera começa a trazer os primeiros dias de sol? É a mudança no humor e na energia das pessoas aqui em Toronto. 

Ontem tivemos um dia lindo com 16 graus e as ruas estavam cheias, os restaurantes e bares reabriram os pátios e a alegria dos canadenses se torna visível! 

 

 

Apesar da temperatura estar melhorando, abril é um mês de bastante chuva em Toronto. Nada como Vancouver, famosa pelas chuvas constantes, mas temos um mês meio “indeciso”. Começa ainda com neve, chove e até tem trovoadas, mas o sol também aparece trazendo dias bem quentes.  Difícil decidir o que vestir. Mesmo nos dias mais quentes, sugiro carregar um casaco, porque pode mudar bem rapidinho. 

Dias de sol

Pela foto do meu aplicativo da previsão do tempo, dá pra perceber que a temperatura nesta semana vai ser bem maluca.  

Adoro caminhar no Harbourfront

E para quem está por aqui durante esta época, recomendo passear pelo Harbourfront, ir a um dos bares com vista pro lago e apreciar a vista. A cidade ainda não está florida, mas em breve vamos ver cores por todos os lados. 

Eu, que andava estressada e reclamando da minha falta de tempo para organizar os meus estudos e compromissos, ontem consegui fazer tudo que havia planejado e ainda sobrou tempo para ir no niver de uma amiga e depois dar uma volta com o Nik.  

Quem precisa de filtro com um dia lindo?

  

Os bares que eu gosto, em frente ao lago, estavam todos com fila de, no mínimo, uma hora! Então tomamos uma cerveja em um bar perto da casa dele. Em 2013 eu fiz um post pequeno com alguns dos lugares que gosto de frequentar durante a Primavera e o Verão. Preciso atualizar a lista – que cresceu MUITO nos últimos dois anos! Prometo postar em breve!

 

Os dias já estão mais longos também. O sol se põe por volta das 7:30-8 da noite. Parques como o Trinity Bellwoods que eu cito aqui e o High Park que aparece nesse meu post suuuuper antigo já estão ficando movimentados. 

Passamos também pela Sugar Beach que no meu post de março aparecia cheia de neve… 

  

Pra terminar, uma foto tirada às 7:40 da noite… E o sol ainda não havia se despedido. 

Quase 8 da noite e ainda estava super claro

É por causa de dias como este que eu digo que morar numa cidade com um inverno rigoroso vale a pena. A gente sofre com o frio, mas também aprendemos a apreciar com muito mais intensidade os dias de sol. Além disso, é muito bom morar em um lugar que te apresenta um novo cenário para os mesmos locais a cada quatro meses.  

Sinal de fumaça

 

Passei aqui para deixar um sinal de fumaça, para agradecer as mensagens fofas e a todo mundo que começou a seguir o blog. Também passei pra desabafar…

Tenho andado meio incomodada com a minha dificuldade em organizar o meu tempo. Falta uma semana pras aulas acabarem e eu não vejo a hora de estar de férias. Tenho estudado muito, mas ainda menos do que gostaria. Tenho tido dificuldade em conseguir um A em contabilidade e isso me deixa frustrada pois eu estudo, estudo e não assimilo. Enfim, eu me cobro demais e tenho tentado relaxar um pouco, porque sei que não me faz bem. Mas, sabe quando você se dedica, vê resultados e se empolga? Aconteceu assim comigo no semestre passado. E então, nesse semestre eu vi que nem sempre vou conseguir manter o ritmo. Nem sempre vou ver os resultados que espero. E preciso aceitar algumas das minhas limitações.

Hoje no café da manhã eu perguntei pro meu namorado o que ele mais admirava em mim. E eu que esperava ouvir “você é dedicada”, “você é pontual, não me deixa esperando” ou “você não dá chilique por ciúmes” ouvi: – Você está sempre feliz. Mesmo quando fica triste, começa a rir da situação 30 minutos depois. 

E eu fiquei surpresa. E parei pra pensar no que ele me disse. E percebi que sim, tenho jogado o Jogo do Contente há muitos anos e parece ter funcionado. Mas eu acho que o meu medo de “estar triste” é preocupar quem está por perto e então eu acabo por procurar mil motivos que me ajudem a pensar positivo. Eu converso com as amigas, faço um drama básico, escrevo e passa. 

Mas nem todo mundo é assim. Nem todo mundo sabe lidar com a tristeza, com os altos e baixos da vida, com as frustrações. E eu fico inquieta, fico agoniada, quero abraçar a causa, quero mostrar que não tá tão ruim, que vai melhorar, que a gente cresce assim. Eu esqueço que sou muito pequena para carregar tanta gente embaixo da minha asa… 

Enfim, eu tenho recebido mensagens de pessoas que estão triste, outras não precisaram enviar mensagem, mas eu sei que estão tristes. E eu sei que soa absurdo, um pouco irreal da minha parte, talvez, mas eu sou aquele tipo de pessoa que acorda querendo mudar o mundo. E se tem algo que muita gente não sabe é que ouvir, abraçar, conversar, tentar entender a tristeza de alguém próximo a nós ajuda – e muito – a construir um mundo melhor. Pode não mudar o seu mundo mas pode mudar o mundo de alguém que parece estar de ponta cabeça. 

Ouça mais, esteja atento ao problemas dos outros, ajude. Vamos ser mais atentos à tristeza do outro antes que seja tarde demais pra tentar ajudar? 

Boa noite! 

🙂