Tailândia, Camboja e Vietnã: a viagem dos sonhos

 

Eu sempre quis ser voluntária em uma viagem de longa duração. Eu também tinha o sonho de visitar o sudeste asiático, como contei em um outro post.

Tailândia, Camboja e Vietnã estavam na lista que eu nunca fiz – mas que poderia ter feito caso gostasse de listas – de lugares que eu morria de vontade de explorar sozinha. Sim, porque eu adoro viajar sozinha, ter um tempo só para mim, ter a chance de me conhecer ainda mais e explorar uma nova cultura no meu próprio ritmo. É claro que também adoro ter a companhia do namorado, amigas ou familiares. Mas viajar sozinha tem uma magia que eu ainda não sei explicar. 

Viajo no dia 4 de agosto. Estou indo através da International Volunteer HQ que oferece programas de trabalho voluntário em 30 países. 

Eu me inscrevi há algum tempo e eles são muito organizados! Após ser aceito e pagar as taxas do programa, você passa por alguns treinamentos online e segue as instruções para se preparar para a viagem. Na última semana eu resolvi algumas pendências como vacinas e verificação de antecedentes criminais (necessário para quem vai trabalhar com crianças). 

O meu programa só terá início no dia 17 de agosto e o meu voo é de Toronto para Bangkok, capital da Tailândia, com uma paradinha de váaaarias horas em Tóquio (eu vou amar explorar um pouquinho a capital do Japão). Portanto, antes de trabalhar no Camboja, passarei uns dias na Tailândia.

O trabalho voluntário é de segunda a sexta-feira em período integral. Ainda não recebi a localização exata do orfanato em que irei trabalhar, pois eles só nos enviam com duas semanas de antecedência. Eles nos dão alimentação e acomodação. E é por isso que pagamos uma taxa para a organização. 

Faço parte de um grupo no Facebook onde pessoas que já foram ou estão indo para o Camboja pela mesma organização compartilham informações, relatam experiências e trocam contatos. Ajuda bastante! 

Após duas semanas de trabalho voluntário, sigo para o Vietnã por alguns dias e retorno para Bangkok, onde pego o voo de volta para Toronto. 

Aceito dicas, sugestões de roteiros, lugares para visitar… Mal posso conter a minha ansiedade e felicidade em realizar um dos meus grandes sonhos. 

🙂 

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Tudo aquilo que aprendi com os cafajestes

 
Não adianta negar. A maioria de nós, mulheres, já chorou pitangas (e todas as outras frutas) por causa de um cafajeste. E eu, apesar de parecer bem espertinha e dar uma de rainha-do-sabe-tudo, não fico atrás, não. 

Perdi as contas de quantas noites eu passei em claro, seja soluçando de tanto chorar ou afogando as minhas mágoas em algumas doses de vodca, como se o álcool pudesse esterilizar as feridas do meu pobre coração. 

E hoje, passado algum tempo desde que abandonei os relacionamentos que transformavam a minha vida em verdadeiros dramalhões mexicanos, percebi que aqueles caras não me ensinaram somente a chorar sem borrar o rímel; ou a tirar selfies super produzida para mostrar que estava feliz, enquanto forçava um sorriso que se transformava em choro com o toque de uma pena; ou que comida se transformava facilmente no meu melhor amigo e pior inimigo. 

Os cafajestes te ensinam que, por mais que você seja a melhor namorada, a mais compreensiva, companheira e a que topa tudo na cama, se o cara é do tipo que trai, você nunca será suficiente. Não porque você não é boa, talvez você seja boa até demais. Mas, porque ele mesmo não se basta. 

Uns não querem assumir um relacionamento sério, mas esquecem de te contar esse pequeno detalhe. E você só descobre quando essa é a desculpa que ele usa para justificar o desrespeito. Outros, sofrem da Síndrome do Preciso Provar: provar mulheres diferentes, provar pros amigos que eles continuam sendo garanhões e provar para eles mesmos que podem ter a mulher que quiserem. E tem aquele que trai só porque sim. Porque se acha no direito de fazer o que bem entender com o bilau que possui. 

Aprendi que a maioria dos homens que me traíram tinham inseguranças maiores do que as minhas. E, apesar de eu ter saído dos relacionamentos me sentindo um lixo, aprendi, também, que ao forçar a barra e tentar acreditar em quem só me machucava não me posicionava em uma categoria muito diferente das mulheres que se automutilam. Eu sangrava, sarava e dava a minha cara – e a alma – ao tapa. Uma espécie de masoquismo disfarçado de “eu era cega”. Mas eu não era. 

O cafajeste não te obriga a estar com ele. É você que insiste, que não entrega os pontos, não dá o braço a torcer e acha que desistindo da relação estará deixando para trás aquele que poderia ser o homem da sua vida. É você que sozinha põe a mão no fogo uma, duas, três vezes como se tentasse se acostumar com a dor. 

O cafajeste nem sempre está fingindo te amar. Alguns amam sem nem saber que aquilo é amor. E se desesperam quando você resolve jogar a toalha. Porque eles também odeiam perder. E sofrem. 

É nessa hora que a gente se divide entre o “quero que ele vá pro inferno” e o “mas ele parece mesmo arrependido, talvez eu devesse acreditar”. E você não sabe se deita na cama em posição fetal, fecha os olhos bem forte e espera alguém vir cortar o cordão umbilical com o qual você alimentava um relacionamento que só existia porque você o nutria, ou se vai para a rua se jogar nos braços do primeiro que aparecer. Como se uma noite na cama com um desconhecido fosse mudar a sua convicção de que os homens não são de marte, ao contrário do que dizem, mas mereciam sim, serem mandados para lá… 

Os homens cafajestes nem sempre têm a intenção de te magoar – ainda que tenham despedaçado o seu coração com a habilidade de um açougueiro. Os cafajestes também se arrependem. Alguns se esquecem que se arrependeram com a mesma velocidade com a qual cometem os erros. E seguem errando… Porque não importa quantas mulheres incríveis ele há de conhecer. Ele vai continuar sendo cafajeste, até se cansar da vida bandida e decidir que é hora de mudar. Ou não. 

E você aprende que esquecer um cafajeste dói em dobro. Pois você precisa esquecer não só o cara que te magoou, mas também aquele que vivia nos seus sonhos, o namorado perfeito, o cara que nunca existiu. Mas você o esquece, dá a volta por cima e, o mais importante: passa a reconhecer de longe quando um outro cafajeste se aproxima. E pode escolher entre estar sozinha ou viver novamente um amor bandido. 

Um dia você decide que é chegada a hora de parar de brincar com fogo. Que você merece mais. Você aprende a reconstruir a sua auto-estima quando entende que os erros dele não foram causados por falhas suas e que estar sozinha ou ter alguém que te respeite vale muito mais do que insistir em um relacionamento fadado ao fracasso. 

Instagram: arittavaliense

O colorido da Arte de Rua em Toronto 

Eu não sei vocês, mas eu amo arte de rua. Quem me acompanha no Instagram vê que eu estou sempre postando paredes e muros coloridos. Adoro passar por ruas que tenham grafites e pinturas e estou sempre pesquisando espaços com intervenções artísticas. De vez em quando eu pego o metrô, ônibus ou streetcar e saio em busca das famosas paredes coloridas. 

Se você, assim como eu, é do tipo que adora murais e grafites, prepare as pernas e tenha sempre a câmera (ou o celular) em mãos, porque existe sim, MUITA arte de rua em Toronto. 

E eu resolvi reunir em um post os meus locais preferidos para explorar o mundo dos grafites e das pinturas em paredes da cidade. Afinal, antes ARTE do que nunca, né? 🙂 

Kensington Market 

Um dos redutos preferidos dos hipsters e artistas de Toronto. Há arte espalhada por toda a área do Kensington Market que abrange o norte da College St., Spadina Ave ao leste, Dundas St. ao sul e oeste da Bathurst. 

Big Fat Burrito no Kensington Market
Beco no Kensington Market
Grafiteiro Angel Carrillo no Kensington Market

No verão é comum encontrar um artista bem no meio do seu processo criativo. 

Aproveite para explorar as galerias, lojinhas e bares da área. Há muita coisa bacana para se ver no Kensington Market. 

Graffiti Alley 

Localizado no chamado Fashion District   de Toronto, no meio da famosa Queen Street West, o Gaffiti Alley consiste em um quilômetro de muros com intervenções vibrantes e cheias de expressão.  
 

Graffiti Alley, um dos meus favoritos

Os grafites começam ao sul da Queen Street West, entre a Spadina Avenue e a Portland Street. 
Todos os anos, durante o verão, um grupo chamado Style in Progress, com a autorização da prefeitura, passa 24 horas no local para criar novos grafites. 
 
Graffiti Alley na Spadina com a Portland
 
Um tesouro para os amantes da arte de rua

Queen Street West

 

Sim, Toronto é o paraíso!

Você já sente o cheiro de arte a partir do momento em que pisa na Queen Street West, outra rua bastante frequentada pelos descolados e ligados em arte e design em Toronto. Não é a tôa que o local é chamado de Art and Design District. 
Em meio às lojas de grandes marcas como Zara, H&M e GAP, a Queen St. abriga preciosidades como brechós, lojas com decorações modernas, estúdios de tatuadores famosos, livrarias, além de bares e restaurantes cheios de charme. 

Campanha da Koodo em um muro da Queen Street West

Como citei um pouco acima, é lá onde fica o Graffiti Alley. Porém, há outros murais espalhados pela área como esse acima, criado pelo artista Mike Perry para a campanha “Choose Happy” da companhia de telefonia Koodo. E também o “This is Paradise”, um dos preferidos dos turistas. 

Alexandra Park 

Esse parque fica bem próximo à minha casa e eu sou apaixonada pelo muro enorme e colorido de um grafite que chama a atenção de todos que passam pelo local. Pesquisei sobre a obra de arte e descobri que foi realizada pelos grafiteiros Elicsr, bem conhecido pelos amantes da arte de rua e por Troy Lovegates “Other”, que nasceu em Toronto, mas atualmente mora em  São Francisco, Estados Unidos. 
 

Tem como não se apaixonar por esse muro?
 

Regent Park

Essa área eu descobri por um acaso, quando conferia o trabalho de alguns grafiteiros no instagram. Um dos grafites me chamou a atenção e acabei por descobrir que a dupla de artistas era formada pelo brasileiro Bruno Smoky e a chilena Shalak Attack. 

 

Um dos meus preferidos até hoje
 

Infelizmente havia uma construção bem em frente ao mural e eu não pude tirar uma boa foto dele inteiro… Mas consegui uma meio de lado e dá para vocês verem como a dupla é talentosíssima. 

O mural fica na lateral de um prédio na Sumach St. com a Dundas

Foi nessa área também que eu me apaixonei pela exposição Faces of Regent Park do artista Dan Bergeron. 

Faces of Regent Park

São 12 imagens em 6 painéis grandes, retratando a diversidade dos moradores da comunidade. Achei o trabalho incrível e, após descobrir que as fotos retratavam pessoas que ali vivem, fiquei ainda mais encantada.   

Amei a ideia do artista em retratar moradores

Faces of Regent Park
 
Painéis fotográficos no Regent Park
 

O parque fica no lado leste da cidade, um pouco afastado do burburinho do centro e não há muito o que fazer ao redor. Mas o centro comunitário tem servido de espaço para diversas intervenções artísticas, ganhando o colorido dos murais, grafites e painéis fotográficos. Vale a pena conferir. 

Ossington Lane Way 

Grafite feito pela artista Erica Balon, conhecida como EGR

O Lane Way Art Project fica próximo a intersecção da Ossington e Queen St. West. Eu passei a frequentar bastante a área depois de me apaixonar por uma sorveteria que fica por ali. Depois, decidi explorar as lojinhas da redondeza e me encantei com alguns “achados” que você jamais encontra em shoppings e lojas tradicionais. 

O projeto de transformação da viela em uma galeria pública de arte foi realizado em 2012 e envolveu 20 artistas locais, alguns já renomados e outros que ainda estavam aprendendo a grafitar. 

 

Grafite criado por Li-Hill
 
Arte criada por Troy Lovegates
 
Traços fortes e cores vibrantes enfeitam a viela

A maioria dos grafites foi feita em portas de garagens e paredes do fundo de alguns estabelecimentos comerciais. 

 

Autor Patrick Thompson
 
  

Mais arte por aqui

Por Elicsr e Erica Balon (EGR) na Victoria com a Shulter St.
Roncesvalles , autoria desconhecida
Roundhouse Park

Ossington e Queen St. West
 
  

Boa segunda-feira, boa semana, bom junho pra todos!!! 

  

Eu AMO segundas-feiras! Tem coisa melhor do que o primeiro dia da semana? É o dia oficial dos recomeços! Seja da dieta, seja para colocar antigos (e novos!) planos em prática, definir novas metas e refazer o que não deu certo!  

Tem uma semana novinha em folha esperando para ser usada da melhor forma por todos nós. Se vai ser boa ou não, vai depender da sua forma em encarar os desafios e obstáculos. 
Um bom dia pra todos,

Beijo,
Aritta