Tailândia: o paraíso é aqui 

Viajei pela Tailândia por quase três semanas. Passei por Bangkok, Ayutthaya, Chiang Mai, Pai e Koh Samui. Na capital, Bangkok, onde a disparidade entre os ricos e pobres é maior, descobri que os mais pobres (e com menos dentes) sorriam mais. E que um pedido de desculpas pode ser feito com uma caixa de nuggets, por um garçom que não quer desapontar um novo cliente. 

  

Bangkok
 
Wat Pho Temple em Bangkok
 
 
Temple of The Emerald Buddha , Bangkok
 
  
Chatuchak Market, um dos maiores em Bangkok. Funciona nos finais de semana

 
Chatuchack Market , Bangkok
 
 
Tuk tuk, um dos meios de transporte mais usados no sudeste asiático
 
 
Drinks e comida boa no bar Tuba, Bangkok
 
Aprendi que atravessar a rua me dava mais frio na barriga do que me perder em um local aonde poucos me entendiam. E aprendi, também, que se quem tem boca não for a Roma, vai ao menos se virar na Ásia. 

Aprendi que dizer não para alguém que te dá até 70% de desconto só para não perder a compra é uma missão quase impossível. Aqui, não vi pedintes nas ruas. Mas todo mundo tem algo a vender, mesmo que você seja o responsável por definir o valor do produto.  

O comércio se divide entre lojas de artesanatos, casas de massagens, conveniências da rede 7/11, bares e só. Multiplique as casas de massagens por 100 a cada quarteirão. 
 

Massagens a $8 /hora
 

Em Ayutthaya, a uma hora e meia de trem de Bangkok, encontrei um motorista de Tuk Tuk (carrinhos bem pequenos usados como taxi em muitos países da Ásia) que quase não falava inglês, mas perguntou a minha nacionalidade e me entregou um caderninho onde clientes de diversas nacionalidades haviam pontuado o seu serviço. Os asiáticos também são bons em marketing. 

 

Trem Bangkok – Ayutthaya
 
 
Wat Yai Chaimongkon, templo em Ayutthaya
 
 
Templo em Ayutthaya

 
Wat Phra Mahathat , Ayutthaya
 

Fiquei apenas algumas horas em Ayutthaya. Um dia/tarde foi suficiente para conhecer todos os templos. No outro dia, peguei um trem em Bangkok e enfrentei doze horas de estrada até Chiang Mai, uma cidade onde o turismo é visto de forma mais concentrada do que na capital, por ser menor e com o comércio liderado por imigrantes europeus, australianos e americanos. 

 

Trem de Bangkok para Chiang Mai, 12 horas $35
 
 
Templo em Chiang Mai
 
  
Art in Paradise, Museu 3D em Chiang Mai

  
Em Chiang Mai eu vivi uma das melhores experiências da minha vida, quando ao invés de escolher o tour preferido pela maioria dos turistas, convenci os guias a me apresentarem a verdadeira cultura local por um tempo maior do que o de um dia sugerido no programa deles. E me joguei em uma aventura de três dias de trilhas no meio da floresta, dormindo em barracos de madeira usadas pelos trabalhadores dos arrozais, visitando fazendas que produzem grande parte dos produtos consumidos pelos moradores e fui até acolhida por um casal de lavradores que não tinha muito, mas que me preparou um dos melhores jantares que eu já tive: sopa de bambu, frango ao curry e arroz. 

 

Jantar com o s moradores que me receberam por uma noite no pequeno vilarejo
 
Tenho muitas fotos dos três dias na floresta e resolvi que contarei tudo em um post separado. Dessa forma esse aqui não fica tão longo e pesado com fotos. 

Amphoe Chom Tong, uma das muitas cachoeiras que tive a chance de ver durante as trilhas

Por sinal, eu que não era fã de curry aprendi que na hora da fome, a gente deve exigir do nosso estômago um pouco menos de frescura. 

Sopa com legumes durante o almoço à beira da cachoeira

As trilhas não foram fáceis. No primeiro dia, ao atingirmos o topo de uma das montanhas, um dos guias desmaiou. Talvez por não ter se alimentado direito. No segundo – e mais intenso dia – foram 20km de subidas e descidas em mata fechada. Se você acha que subir uma montanha é difícil é porque nunca teve que descê-la quando a terra estava molhada. 

Pensei em desistir assim que levei o primeiro tombo e resolvi me proteger apoiando as mãos em um tronco cheio de formigas vermelhas. As coceiras – de picadas de mosquito, formiga, calor – incomodam mais do que o cansaço. Mas as paisagens e o cheiro da natureza fazem tudo isso e muitos outros empecilhos desaparecerem. É incrível a capacidade que o nosso corpo tem de se adaptar a ambientes diferentes…
No terceiro dia de trilha eu já nem fixava o meu olhar no chão, como fazia nas primeiras horas, morrendo de medo de encontrar uma cobra. 

  
Mesmo com todo o desconforto de ter que fazer xixi e cocô no meio do mato, comer comidas estranhas, acordar no meio da noite com uma aranha tentando subir na minha perna, cair, me arranhar, ter dores na ponta dos dedos do pé de tanto descer ladeiras íngremes, ter dores no quadril após caminhar por 8 horas (com paradas para banheiro e comida), nunca irei esquecer a sensação de ver o pôr do sol sentada em um barraco no meio de um arrozal, ouvindo apenas o canto dos pássaros e o barulho dos girinos. 

Apreciando a natureza em uma barraca usada pelos trabalhadores dos arrozais

Três horas após começarmos a trilha eu disse a Tom, o guia tailandês de 23 anos, que estava com fome, e ele me entregou um pacote de noodles, ou miojo como chamamos no Brasil. Sem entender como eu comeria aquele pacote de miojo sem ter uma panela e muito menos um fogão, Tom logo me mostrou que eles comem o mesmo cru, como tira-gosto. E eu comi com a mesma felicidade com a qual comeria uma coxinha. 

Em Chiang Mai também realizei um dos meus sonhos: ter contato direto com elefantes. Gastei horas pesquisando sobre locais confiáveis, onde os elefantes são bem tratados e não apenas usados como forma de arrecadação de dinheiro. Não queria vê-los sendo mal tratados. E a experiência foi literalmente emocionante.

 

Dando banho nos elefantes

Também contarei tudo em um post separado. Porque os elefantes merecem um espaço só pra eles! E porque a minha wifi está péssima! 

Apesar de terem as suas peculiaridades, as cidades turísticas na Tailândia seguem o mesmo padrão. Algumas, como Pai, recebem um maior número de australianos e europeus. 

O meu último destino no país foi a ilha de Koh Samui. Peguei um voo em Chiang Mai e segui para o paraíso em busca de sol e banhos de mar. Foram quatro dias em um lugar que, se não for o paraíso, fica bem pertinho dele. 

 

Crystal Beach, Koh Samui
 
  
Paraíso!!
 

Anthong National Marine Park

  
 

A Tailândia é o tipo de destino que te surpreende a cada dia. E se você tiver tempo e disposição, consegue, em uma só viagem, desfrutar de diversos tipos de turismo. Sol e praia, Aventura, Metrópole… 

Os Tailandeses me conquistaram. Eles são especiais. É um povo que está sempre de alto astral e bem receptivo. Te cumprimentam mesmo sem te conhecer e são, na maioria das vezes, solicitos e muito humildes. Claro que é preciso estar atento com aqueles que tentam se aproveitar da distração do turista. É preciso manter os olhos bem abertos e não vacilar com os pertences. E para que o turista esteja sempre atento, há avisos do tipo em vários pontos turísticos. 

Hoje sigo para o Camboja, onde iniciarei as duas semanas de trabalho voluntário. Eu tenho milhares de fotos para postar, histórias para contar… Mas a internet é bem lenta e fico à mercê do pouco tempo que passo nos hotéis para poder postar aqui no blog. 

Irei dividir o meu roteiro nesses quase vinte dias no país de forma mais organizada e postarei assim que tiver a chance.

🙂 

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4 comentários sobre “Tailândia: o paraíso é aqui 

  1. Caio

    Muito legal seus relatos!!! Estou indo para a Tailandia no próximo mês e gostaria de fazer a mesma trilha de três dias que fez em Chiang Mai. Por acaso você poderia me dar mais informações, por favor? Quem são os guias, ou como achá-los? Como explicar que gostaria de fazer a mesma coisa que você fez. E, por curiosidade, qual foi o custo disso?

    Muito obrigado! Beijos

    1. Oii! Obrigada! O nome da agência é Something Different Tours. É bem pequena, mas eles são ótimos! Não é difícil achar, não… Põe no google quando tiver lá e pega o endereço. Eu não lembro qto custou, mas acredito que os três dias com todas as refeições preparadas na floresta por eles, ficou em torno de $100 (dólares)… Pode ter sido um pouco mais… N tenho certeza, pq fechei vários pacotes juntos e ai não dá pra saber…
      Espero que curta bastante!

      Beijos

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