Um Feliz Ano Novo

  
Que no próximo capítulo deste livro incrível chamado Vida, eu tenha mais coragem para fazer as pazes com aqueles que magoei ou que me magoaram. Com aqueles que discordaram das minhas ideias e aqueles aos quais eu chamei de irracionais. 

Que eu tenha mais chances para distribuir e arrancar sorrisos e que os únicos incômodos no peito sejam causados por abraços demasiadamente apertados. E que estes sejam muitos…

Que eu tenha mais determinação para fazer as pazes com a balança, com o meu corpo, com os meus defeitos e aprenda a amar ainda mais cada pedacinho de pele que me cobre. 

Que eu tenha mais maturidade para fazer as pazes com a saudade e aceitar que, ou aprendemos a conviver juntas, ou ela irá me sufocar – ainda mais. 

Que eu tenha mais tolerância para respeitar o que eu não compreendo e para entender que nem sempre o que faz bem para mim fará bem ao outro. 

Que eu tenha mais humildade para reconhecer os meus erros e sabedoria para consertá-los o quanto antes. Que eu não me crucifique durante os tropeços e que não demore tanto a fazer as pazes comigo mesma. 

Que eu seja mais paciente e não brigue tanto com o tempo, aquele que por vezes se adiantou ou se atrasou demais para trazer o que eu esperava. E o que ainda espero…

E que ele, o tempo, esse senhor velhinho que a gente não vê, mas que não nos larga nem mesmo por um segundo, não leve de mim a inocência e o otimismo de quem sempre acredita em um amanhã muito, mas muito melhor do que o ontem. 

2016, mal posso esperar para te conhecer! 
Feliz ano novo!

Anúncios

A dor 

  
Ela não tinha caído e ralado o joelho como tantas outras vezes. Não havia o menor sinal de machucado, nem mesmo um pedacinho de carne roxo que pudesse justificar a maldita dor. Procurou minuciosamente em cada parte do corpo por pistas que pudessem explicar aquele desconforto maldito. Não encontrou. 

Resolveu tomar um banho morno, a fim de se lavar – e livrar – do incômodo. 

Foi justo quando os primeiros pingos d’água tocaram a sua espinha que ela encontrou a resposta que tanto procurava: a dor doía na alma.

E, pra dor de se tornar gente grande, não há analgésico que dê jeito…