A dor 

  
Ela não tinha caído e ralado o joelho como tantas outras vezes. Não havia o menor sinal de machucado, nem mesmo um pedacinho de carne roxo que pudesse justificar a maldita dor. Procurou minuciosamente em cada parte do corpo por pistas que pudessem explicar aquele desconforto maldito. Não encontrou. 

Resolveu tomar um banho morno, a fim de se lavar – e livrar – do incômodo. 

Foi justo quando os primeiros pingos d’água tocaram a sua espinha que ela encontrou a resposta que tanto procurava: a dor doía na alma.

E, pra dor de se tornar gente grande, não há analgésico que dê jeito… 

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