Guanajuato: a cidade mais colorida e charmosa do México

Tem chovido bastante nos últimos dias em Toronto. Tá certo que o meu bastante é exagero, mas tivemos alguns dias cinzentos na semana passada. Nessas horas, quando lá fora os tons parecem se tornar monocromáticos, eu abro o meu álbum de fotos no celular e passo um bom tempo revendo os nossos registros dos dias coloridos e cheios de sol no México. Foi ai que me dei conta de que já havia passado da hora de escrever no blog o segundo post que havia prometido no texto anterior. Eu sei, tenho andado muito ausente… me sinto culpada por não postar com frequência, mas isso é assunto para um outro texto. E vamos ao que interessa!

Guanajuato: amor à primeira pesquisa

Depois de explorarmos Guadalajara, Tlaquepaque, Tequila e Guachimontones por 3 semanas, queríamos continuar viajando pelo México, afinal, o custo de vida por lá era bem mais baixo e o inverno não havia terminado em Toronto. Após umas pesquisas, decidimos montar a nossa “base” em Guanajuato, uma cidade super colorida, conhecida como o principal destino cultural do país e capital do estado de mesmo nome. Ok. Deixa eu ser bem sincera e contar a verdade. Eu simplesmente fui no Google e digitei: cidades mais coloridas do México e booom… ela apareceu! Não teve nem conversa. Ali mesmo eu me apaixonei e avisei pro Marc que o nosso próximo destino já estava resolvido. Iríamos pra lá e ponto final.

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Guanajuato é considerada a capital cultural do México
De Guadalajara, pegamos um ônibus ($400 pesos) super confortável e viajamos por quatro horas até chegarmos a Guanajuato. A cidade é mesmo maravilhosa! Além de super colorida, foi construída em terreno montanhoso e grande parte das ruas são ladeiras (mega íngremes, por sinal). Eu, que andava comendo muuuito mais do que deveria, adorei o fato de ter que subir e descer uma ladeira cabulosa de 700 metros todos os dias. Não era fácil não, viu?

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Logo que decidimos ir para Guanajuato, entrei em contato com alguns donos de airbnbs em busca de parcerias e, para a nossa surpresa, um deles estava mesmo à procura de alguém que o ajudasse a produzir conteúdo para as páginas que ele mantém. Nas três semanas que ficamos por lá, eu trabalhei algumas horas por dia, o Marc continuava trabalhando online e não pagamos pelo aluguel. Gastávamos muito menos em comida do que gastamos aqui no Canadá. Gente, o México é um sonho de barato!

A cidade é super charmosa, mundialmente famosa por sua arquitetura colonial e bastante agitada. No centro histórico – onde ficam os bares e restaurantes mais populares – turistas e moradores mais antigos se misturam aos milhares de estudantes da Universidade de Guanajuato, localizada no município.

Basílica Nossa Senhora de Guanajuato, no centro histórico

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Fiquei encantada com a cor dessa igreja
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O burburinho acontece sempre no centro histórico. Além de apreciar as delícias da cozinha mexicana, você pode acompanhar os músicos pela tradicional la callejoneada, na qual um grupo segue cantando e tocando músicas mexicanas pelas principais ruas da cidade. Em determinado momento, o público deixa de ser apenas espectador e passa a fazer parte de uma apresentação teatral com muitas brincadeiras. A atração custa em torno de 120 pesos por pessoa e pode durar até 1 hora e meia.

Músico no centro histórico de Guanajuato

A nossa rotina em Guanajuato eram bem tranquila. Além do trabalho, tirávamos algumas horas do dia para explorar museus e os charmosos coffee shops espalhados pelo centro. Visitamos o Museu e Casa Diego Riveira, o qual eu estava super empolgada para conhecer. Porém, fiquei um pouco decepcionada, já que não há muitos trabalhos do artista.

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Eu não me cansava da vista e nem das cores da cidade
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Day Trip para Dolores Hidalgo e San Miguel de Allende

A apenas uma hora e meia de Guanajuato fica San Miguel de Allende, outro destino bastante popular no México. Apesar de sermos um pouco avessos a tours, decidimos pagar por um e visitar duas cidades no estado de Guanajuato em um só dia. A primeira parada foi Dolores Hidalgo, município de grande importância para a história do país, onde se deu início a luta da independência nacional.

Estátua de Miguel Hidalgo y Costilla, padre mexicano que liderou a luta pela independência
A cidade não é agitada e não hà muitas atrações turísticas. Visitamos um pequeno museu onde aprendemos um pouco sobre personagens importantes na história do México e, principalmente, no movimento da independência.

Ficamos umas duas horinhas por lá e seguimos para San Miguel de Allende. No caminho, uma parada para almoçarmos e visitarmos algumas lojas de cerâmicas produzidas na região.

Já em San Miguel, o clima era completamente diferente. As ruas estavam cheias, apresentações de dança aconteciam na praça principal e mariachis podiam ser ouvidos de todas as esquinas. Não é a toa que dentre os destinos coloniais do México, a cidade também é uma das mais procuradas.

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Paróquia de San Miguel Arcángel, símbolo da cidade de San Miguel de Allende

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Músicos, convidados e noivos percorrem as ruas de San Miguel durante a celebração de um casamento

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Noivos dançam ao som dos Mariachis
Aliás, o destino é um dos preferidos dos pombinhos que desejam fugir das praias mexicanas, mas que ainda querem um destination wedding no país. Demais né?

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Durante o tour, ficamos livres para curtir a cidade e tivemos tempo para tomar uns drinks

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Vendedora de artesanatos em San Miguel de Allende
Gostamos muito de conhecer San Miguel de Allende e eu queria ter passado mais um tempinho por lá. Contudo, por ser uma cidade com maior concentração de turistas, ainda preferimos o clima de Guanajuato.

O que fazer em Guanajuato

Na nossa primeira semana na cidade, visitamos os museus, galerias de arte, principais pontos turísticos e caminhamos por horas por aquelas ladeiras. Depois de alguns dias, a nossa diversão se resumia a visitar os restaurantes mais indicados pelos moradores. Infelizmente, tirei pouquíssimas fotos nas atrações turísticas e nos restaurantes, sorry! Massssss, vou deixar aqui um montão de fotos com dicas nas legendas para que vocês possam ver de que forma exploramos o local.

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Aproveite o fato da cidade ser super fotogênica e tire bastante fotos hahaha

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Fotos do céu…

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…do chão

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Fotos de cantinhos charmosos

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Prove drinks feitos com mezcal, muito confundido com a tequila, já que ambas bebidas são produzidas a partir do agave

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O Museu Casa Diego Rivera é parada obrigatória. Porém, não espere muito. Caso queira conhecer a fundo a história de vida de Diego e Frida, planeje uma ida à Casa Azul, em Coyoacán, Cidade do México

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Faça uma trilha pelas montanhas próximas ao centro da cidade. Caminhamos por uns 40 minutos e chegamos a este local, que não era super limpo, mas que tinha uma vista fantástica
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Deixe e a preguiça e os táxis de lado e encare as inúmeras ladeiras da cidade. Você vai se encantar com o colorido das casas

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Caso opte por um airbnb, escolha um que tenha uma vista bacana! Os preços não variam tanto e você vai curtir muito mais

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Não se prenda somente à culinária mexicana (não que seja difícil comer tacos todos os dias haha), mas o restaurante Habibti de comidas árabes era um dos nossos favoritos. Além de delicioso, super barato!

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Coma sem culpa! Porque comida Mexicana é uma das sete maravilhas do mundo!!! Não, não é. Mas bem que poderia ser, ne?

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Prove o churros, as nieves/helados (sorvetes) e tudo o que tiver vontade!

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Depois de comer todas essas delícias, corra ou caminhe até o Monumento al Pipila, famoso ponto turístico com uma vista de tirar o fôlego

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Visite o Callejón del Beso, o beco mais estreito e mais famoso da cidade. Filas são formadas todos os dias por pessoas que querem tirar uma foto no local. Segundo a lenda contada por moradores, uma versão mexicana de Romeu e Julieta, a trágica história de amor, ocorreu naquele lugar.

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Não deixe de provar as frutas vendidas nas dezenas de barraquinha espalhadas pela cidade. Além de doces, são super baratas
Uma outra atração que eu acabei deixando pra falar por último é o Museu de Múmias (Museo de Las Momias de Guanajuato). A verdade é que eu não tive o interesse em ir visitar e o Marc acabou indo sozinho. Não tenho como dizer se vale a pena, mas sei que ele voltou um pouco chocado com o que viu hahaha.

Nem preciso dizer que me apaixonei pelo México, né? Ficamos quase dois meses por lá e eu voltaria amanhã se fosse possível. É o tipo de país que combina tudo que a gente precisa para ter uma experiência completa: culinária maravilhosa, povo receptivo e sempre alegre, belezas naturais, rica história e arquitetura… tudo isso em um orçamento que não fere tanto o bolso, afinal, o peso mexicano não é tão forte quanto outras moedas.

Onde comer em Guanajuato

Café da manhã

  • Casa Ofélia (café da manhã tradicional)
  • Café Conquistador (melhor café)
  • Dolcets (o nosso preferido para omelete e crepes) é uma lojinha e café bem pequeno

Almoço e Jantar

  • Santo Café (boa variedade, bom preço)
  • Habibti Falafel (comida árabe, preço ótimo, sabor maravilhoso)
  • El Galo Pitagórico (mais chiquezinho, um pouco mais caro e delicioso)
  • Hostel Café e Bar Encounter (barato, saudável e boa variedade)
  • Casa Mercedes (caro, se comparado aos outros, mas muuuito bom)

Quer ver mais fotos do México? Dá uma olhada no meu insta que tem muitos outros clicks dessa e de outras viagens que fizemos nos últimos meses! 

@arittavaliense

 

 

 

 

 

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Celebre o St. Patrick’s Day em Toronto 

O ano mal começou e está voando! Prova disso é que já estamos em março, o inverno já está acabando e o St. Patrick’s Day já está chegando! Para quem não sabe do que se trata, no ano passado escrevi um post explicando toda a história da tradição irlandesa que também é celebrada aqui em Toronto.

Se você está por aqui, pegue tudo que tiver a cor verde no seu armário e já deixe pronto para o fim de semana, afinal, essa é a cor do santo padroeiro da Irlanda. 



St. Patrick’s Day em 2013


Assim como no Halloween, por aqui o pessoal entra mesmo no clima da festa. Prepare-se para ver as figuras mais exóticas e engraçadas e entre na tradição. 



Foto: Pinterest

Como não é feriado na cidade, muitos celebram a data no sábado. O ponto alto da festa é a cerveja verde, servida pela maioria dos locais.

Foto: Visual Photo

Os bares e pubs da cidade, principalmente os Irish Pubs, que por sinal são muitos, já divulgaram a programação de festas que começam no final da semana e só terminam na terça-feira (17/03), data em que o São Patrício é celebrado.

Foto: Toronto Observer
Foto: Toronto Observer

No domingo (15/03) ao meio-dia acontece a tradicional St. Patrick’s Parade. O desfile sai do Varsity Stadium, na Bloor Street bem próximo a St George Station e segue para a Nathan Philips Square,  no centro da cidade.  Os organizadores do evento sugerem que o público leve um kg de alimento não perecível, que depois será doado a uma instituição filantrópica. Apesar de não ser obrigatório, o gesto é uma ótima oportunidade de unir diversão com fazer o bem ao próximo! 🙂

Onde comemorar: 

A festa no Madison Pub começa no sábado. Porém, a grande comemoração acontece na terça, quando o famoso pub abre para os festejos a partir das 11 da manhã.  O local é um dos preferidos dos estudantes internacionais e fica lotado durante os festejos. CAD$25 cada dia. 

Grace O’Malley’s promove a festa St Patricks Day Extravaganza na terça-feira (17) a partir do meio dia. Assim como o Madison, o bar irlandês fica sempre cheio. CAD$20.

Irish Embassy Pub é o bar irlandês mais famoso de Toronto. Portanto, a festa rola durante todo o final de semana e também na terça-feira. Sugiro chegar cedo para não enfrentar filas enormes. O local oferece música ao vivo e abrirá das 11am às 2am. Valores não informados.

Do mesmo grupo que gerencia o Irish Embassy, o P. J. O’Brien também celebra a tradição de sábado a domingo. Os dois locais vão oferecer apresentações de danças típicas irlandesas. Valores não informados.

A cervejaria Steam Whistle já parece celebrar o St. Patrick’s Day durante o ano inteiro, com suas latinhas verdes bem chamativas. Neste sábado eles organizam uma festa super badalada a partir das 13h. Tickets CAD$20.  No domingo às 10:30am acontece a tradicional Achilles St. Patrick’s Day 5K Run/Walk, uma corrida de rua que ocorre há 16 anos com a finalidade de arrecadar fundos para a ONG Achilles Canada. A largada será em frente à cervejaria. Valor CAD$ 50.

House Party

Uma ótima opção para quem não quer enfrentar filas e gastar muito dinheiro, mas ainda quer reunir os amigos e comemorar a data é organizar uma house party!

Foto: Pinterest

Vá até a Dollarama mais próxima, gaste pouco e compre muitos apetrechos para decorar e distribuir pros amigos.

Foto: Pinterest

Teste receitinhas com ingredientes verdes e use corante para colorir aperitivos simples como pipoca, cupcakes, patês!  Use a sua criatividade!

🙂

O tempero do Brasil em Toronto

Semana passada fui ao restaurante de comida brasileira Sabor Brasil pela primeira vez. Eu estava louca para comer moqueca e uma amiga me indicou o local. A comida é tãaaaao gostosa que decidi voltar lá nesse fim de semana e vou compartilhar com vocês a minha experiência.
Sabe quando a sua mãe tá cozinhando o almoço e lá da sala você sente o cheiro do feijão? Foi essa a sensação que tive logo ao chegar. O local é pequeno e simples, porém aconchegante.
Enquanto pedíamos a entrada (aipim frito, também conhecido como mandioca, com picanha cortadinha e cebola), percebi que na Tv passava um dvd de Alceu Valença. Voltei no tempo, para a época em que morava na Bahia e meu tio Biá, que tem síndrome de down e uma fixação absurda por música e pelo artista pernambucano, tocava “Anunciação” e outros clássicos repetidamente em seu violão.

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No cardápio de bebidas, uma das minhas paixões: suco de caju. Gente, vocês não imaginam o quanto eu era viciada em sucos no Brasil. E a dupla caju e goiaba sempre foi a minha favorita. Obrigada, Sabor Brasil!

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A porção de cassava, como eles chamam a mandioca, chegou e, a cada garfada, o Nik repetia que aquela já era a comida preferida dele.

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Eu estava sonhando com uma moqueca desde que voltei das férias no Brasil, há um ano. Sou louca por frutos do mar e não é a toa que o nome do blog é Moqueca Canadense, em alusão a um dos pratos preferidos de nós, baianos.
Pedi a porção individual da moqueca de peixe com camarão, acompanhada por arroz e pirão. O Nik, que não é fã de peixe, pediu a picanha com queijo (da qual ele já virou fã) com arroz, feijão, farofa, vinagrete e batata-frita.
É óbvio que, por estar no Canadá, as minhas expectativas com relação a moqueca eram baixas. “Não vai ter dendê, vai ser meio sem graça”, foram os meus pensamentos. Mas gente, que mãos de FADA são essas da Claudinha? Sim, porque depois de entrar em êxtase com a minha moqueca, eu pedi para ir dar um abraço na cozinheira responsável por realizar o meu sonho. A moqueca tem dendê! Claudinha, quer ser minha roommate? Hahahaha

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Bom demais!

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O Nik nem conseguiu terminar, pois o prato e as porções são muito bem servidos (não aparece na foto mas vem com a porção de feijão e vinagrete)

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Olha a fadinha, digo, Claudinha, com a mão na massa!

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Enquanto eu conversava com a Claudinha, a proprietária do restaurante, Marlene, chegou, e eu, curiosa que sou, aproveitei para bater um papo com ela sobre o restaurante. Contei sobre o blog e que iria escrever sobre o Sabor Brasil. Ela ficou super feliz.
A Marlene me contou que é de Aimorés, cidade mineira que fica bem pertinho de Vitória, Espírito Santo, e que junto com o marido, abriu o restaurante há 4 anos. Do cardápio, ela cuidou com carinho especial, afinal, sabia que seria uma das poucas representantes da culinária brasileira na cidade. As receitas foram criadas em parceria com a irmã, Carmen e com a comadre Juliana. “A gente se preocupa muito em manter as tradições brasileiras. A moqueca é feita com ingredientes frescos e a receita já virou uma tradição que repasso a todas as cozinheiras”, contou a proprietária.
O casal não investiu em publicidade e a maior propaganda é a famosa boca a boca feita por clientes que assim como eu, visitam o restaurante sem muitas expectativas e acabam se surpreendendo.

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Marlene, Karol e Elaine

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Para fechar com chave de ouro a nossa visita ao local, pedimos a sobremesa: beijinho e brigadeiro. E eu que já estava feliz fiquei ainda mais. Porque certas comidas, por mais simples que sejam, são capazes de despertar memórias e alimentar a alma.

Restaurante Sabor Brasil
1702 St. Clair Ave. West, Toronto, ON
Tel: (647) 340-4036
Eles ainda não possuem website, mas existe uma página no Facebook com fotos e a opinião de outros clientes.

Ainda sobre Montreal: as cores, os sabores e a cultura da charmosa cidade canadense

No post anterior eu não consegui dar todas as dicas sobre Montreal porque o texto já estava gigante. Mas a cidade é tão linda e tem tanta coisa bacana pra fazer que merece um segundo post!
Uma das coisas que mais chamam a atenção em Montreal é que você vai ver arte em quase todas as ruas pelas quais irá passar. Eu adoro grafite e fotografei dezenas de muros enquanto estava por lá.
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Fotografei o artista mas acabei não pegando o nome dele.. 😦

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Lindo, né?

Andar pela rua Sainte-Catherine é obrigatório durante a visita à Montreal. A rua fica no centro da cidade e é a principal área comercial, com lojas, bares e restaurantes.

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Na mesma rua fica o Place des Arts , um complexo cultural composto por cinco salões onde ocorrem apresentações, shows e exposições.

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Após caminharmos o dia inteiro pela rua Sainte-Catherine, Flor e eu decidimos conhecer uma sorveteria indicada pela minha amiga Gabi! O local se chama Les Givrès e fica na Saint-Denis. Se você ama sorvete como eu amo, deve ir nesse lugar.
A experiência gastronômica já começa antes mesmo de você entrar na sorveteria. O cheiro que vem de lá de dentro desperta a curiosidade – e a fome – até dos que não são loucos pela iguaria. É que eles preparam os cones lá mesmo! Ai gente, é bom demais!!! E o cardápio vai além da tradicional bola de sorvete no cone, o que complicou ainda mais a minha situação. Eram tantas opções tentadoras que eu acabei optando por uma das combinações de degustação para dois (mas foi só pra
mim mesma! Hahaha).

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Flor escolhendo o sabor

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Essa última foto não ficou boa, até porque eu super cara de pau fui na mesa vizinha pedir para tirar! Mas olhem o capricho da sobremesa!

Para quem não sabe, a cena noturna de Montreal é super famosa. A cidade é considerada uma das melhores para a curtição por aqueles que gostam de uma boa balada. E neste verão ficou ainda melhor, já que o prefeito decidiu prolongar a last call (horário em que param de servir álcool) para às 5:30 am. O horário normal é às 3 am, uma hora a mais do que em Toronto.
Eu e a Flor estávamos super afim de curtir o dia, explorar a cidade, andar bastante. Então acabei não indo para os grandes clubs.
Na noite de sábado escolhemos dois barzinhos para jantar e drinks. O primeiro foi o Cinko, que além de uma decoração bem moderna tem o preço fixo de $5 para qualquer prato. Adoramos!
Pedi os tacos de peixe e a flor escolheu um wrap vegetariano. Estava uma delícia. Também pedi uma sangria, que deixou a desejar no tamanho (hahaha eu só gosto quando a taça é grande), mas cumpriu direitinho o seu papel no quesito sabor!

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Adorei a decoração

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Sangria!

Depois de comermos no Cinko, seguimos para o pub La Distillerie, que não serve comida mas é super famoso pelos drinks exóticos.
São três unidades em Montreal (fomos na unidade 1) e todas estão sempre lotadas! Esperamos uns 40 minutos na fila e me surpreendi com o ambiente. O bar é meio escuro e a decoração é bem simples. Os bartenders foram super atenciosos e a nossa bebida chegou rapidinho. Eles mudam o cardápio a cada 3 ou 4 meses, por isso não se surpreenda se você for pedir algo e não achar o item no menu. A Flor escolheu o Le Patriote (vodca, rum, licor de laranja, suco de limão e sprite) e eu escolhi o Nostalgie (vodca, morango, blueberry, amora, licor de ervas, suco de limão e sprite).

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O local era bem escuro e eu tirei as fotos com o celular, por isso a qualidade ruim!
Como eu disse antes, fomos para Montreal para aproveitarmos bastante o dia, então saímos de lá bêbadas direto pro hotel! Mas, se você estiver afim de curtir uma boa balada, são várias as opções. No ano passado eu fui na Velvet e amei! Outras opções são: New City Gas, Blvd44, Muzique e para quem procura uma balada gay Apollon. Pros que aguentam até o dia amanhecer, Montreal também tem os famosos afterhours clubs, e o Stereo Nightclub é considerado um dos melhores da América do Norte. A casa funciona às sextas e sábados até as 10 am. Passamos pela porta do local por volta das 11:30 da manhã e vimos algumas pessoas deixando a festa. Haja pique, hein?
Na manhã de domingo decidimos conhecer o Marché Jean-Talon, o mercadão de Montreal, tipo o Mercado Municipal de São Paulo ou o Ver-o-Peso de Belém. Eu adoro visitar os mercadões sempre que estou em uma nova cidade. Acredito que é a melhor forma de conhecer a gastronomia local, com suas frutas e verduras exóticas, produtos orgânicos produzidos em fazendas da região, tudo tão lindo e colorido. É uma experiência fantástica!
Reserve uma manhã para ir ao Jean-Talon. Vá sem tomar café da manhã e prove das frutas frescas oferecidas pelos vendedores…

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O local está sempre cheio

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Frutas frescas e bem docinhas

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Apaixone-se pelas cores…

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Surpreenda-se com coisas exóticas…

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Frutos do mar

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Quando a fome bater (isso se você não tiver provado muitas frutas), coma um crepe na Crêperie du Marché e apaixone-se ainda mais pelo lugar. O local é super famoso na cidade e todos os crepes são feitos de massa sem glúten.

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Mas, se você não estiver com vontade de comer crepe, também vai achar outros locais que vendem sanduíches, comida indiana, árabe, entre outras.

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E, caso tenha provado muitas frutas e não esteja com fome, você pode ir a uma das lojinhas que vendem queijos, geléias e outras iguarias, comprar algumas coisinhas gostosas e seguir para um dos parques da cidade.

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Piqueniques são sempre uma ótima opção para os dias de verão em cidades com parques lindos como Montreal.
Finalizamos a nossa visita com picolés de sobremesa. A dieta mandou lembranças, né?

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Na mesma noite, depois desse tour gastronômico pelo Jean-Talón, descobrimos, por um acaso, a doceria Cacao 70, que possui duas unidades em Montreal e uma em Ottawa (sorte minha que ainda não abriu em Toronto!! Hahaha). A princípio o plano era voltar na Juliette et Chocolat, a que eu comentei no outro post. Mas lá estava muito cheio e decidimos tentar a filial, na rua St Catherine. E foi no meio do caminho que achamos a Cacao 70. Uma ótima surpresa, por sinal. A nossa janta acabou sendo somente a sobremesa.

Escolhi o fondue e a Flor a cheesecake. Se vocês derem uma olhada no site deles vão babar com o menu. Pizzas, crepes, sorvetes… Overdose de chocolate!

Detalhe: a boca suja de chocolate! Hahaha

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Cheesecake da Flor

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Reservamos o último dia, segunda-feira, para irmos ao Parc du Mont-Royal, uma das atrações turísticas mais famosas da cidade, que fica no topo de uma montanha, com uma vista privilegiada de Montreal.
O parque foi projetado por Frederik Law Olmsted, o mesmo responsável pelo projeto do Central Park, em Nova Iorque.
O acesso ao parque é feito através da estacão de metrô Mont-Royal. Assim que descer na estação, pegue o ônibus de número 11 e desça quando chegar no topo da montanha.
Se eu pudesse, visitaria este parque todo ano durante o outono. Esta é, sem dúvida alguma, a melhor estação para visitá-lo. Eu fiquei encantada com as cores das árvores! Parece pintura, sabe?

Olhem que lindo estava o parque quando fui no outono

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A vista da cidade

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E aqui termina o meu post sobre essa cidade que eu amo! Se você estiver vindo para o Canadá ou se já está por aqui e ainda não foi à Montreal, inclua a cidade no seu roteiro e explore ao máximo tudo de bom que você vai encontrar por lá: arte, gastronomia, cultura, paisagens lindas e muito mais!

Au revoir Montréal
😊

Comida brasileira, sorvete e parque: um domingo perfeito!

O verão já está quase acabando e eu tenho tentado curtir ao máximo cada raio de sol que ainda resta (olha o drama!).
Eu não caio de amores por domingo. Pra ser bem sincera, eu odeio domingo. Mas hoje o dia amanheceu lindo, um solzão do tipo que te convida a tirar a bunda do sofá e aproveitar o dia ao ar livre. E foi justamente o que eu e a minha roommate Flor fizemos!
Então, ao invés de escrever um post sobre alguma área específica ou restaurante em Toronto, vou contar um pouco sobre as nossas escolhas para curtir o dia de hoje!
Já fazia algum tempo que eu não almoçava em um restaurante de comida brasileira aqui em Toronto. Como estou sempre cozinhando em casa, não sinto falta de muitas coisas. Hoje eu acordei desejando comer carne (não sou vegetariana mas quase nunca compro carne pra fazer em casa) então resolvi ir ao Rio 40 graus que fica pertinho da rua em que moro, mas que eu raramente frequento.
O lugar está sempre cheio nos finais de semana, porém, não é difícil conseguir uma mesa. O serviço é sempre muito bom, mesmo quando o restaurante está lotado. O público quase sempre é só de brasileiros e portugueses, mas frequentado por canadenses também. A comida é boa (peço sempre a picanha com arroz, feijão, farofa e mandioca por $20) e, apesar do preço ser um pouco salgado, as porções são super bem servidas! Vale a pena!
A Flor estava comigo, mas não almoçou lá, por isso só deu pra tirar a foto do meu prato.

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Logo após o almoço chamei a Flor para ir comigo numa loja na Ossington Ave., pois eu tava louca para comprar uma camiseta que tem a palavra “Turonno” na frente, fazendo graça da maneira como os canadenses pronunciam Toronto. Enfim, agora eu tenho a minha também, viu Ester? Hahaha

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O que aconteceu no caminho até a loja foi o que mais me deixou feliz no dia de hoje. Quem me conhece sabe da minha PAIXÃO por sorvete. Eu não sou fã de nenhuma outra sobremesa, mas basta colocar um pote de sorvete na minha frente e eu sou capaz de acabar com ele em uma horinha.
Passamos por uma fila gigante e eu curiosa que sou perguntei logo o que estava acontecendo. Quando a moça disse: “É UMA SORVETERIA” a Flor já sabia o que isso significava. E lá foi ela (que também adora um sorvete) esperar comigo na fila de um pouco mais de meia hora. O lugar se chama Bang Bang Ice Cream and Bakery (93, Ossington Ave), mas deveria se chamar “PARAÍSO”. Gente, eu já havia ouvido falar sobre os sanduíches de sorvete de lá, mas nem sei porque não dei muita importância. O local abriu no início do verão e é simplesmente fantástico!!!! As filas são sempre gigantes, isso eu confirmei com algumas pessoas que estavam lá. Não há mesas, apenas alguns banquinhos na calçada. Mas a espera é recompensada.

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Cookies, waffles, donuts, macaroons… Você escolhe como montar o seu sanduíche. A boa notícia é que eles têm várias opções dairy-free. Os sabores mais pedidos são london fog – nome dado a um drink feito de chá preto com leite e baunilha- , muito popular aqui no Canadá; burnt toffee que tem sabor de marshmallow torrado e raspberry. Escolhi este último e, pra acompanhar, um donut recheado com hazelnut. O resultado foi este:

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A Flor escolheu o cone de waffle com sorvete de banana…

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APROVADOS!!! Voltarei lá antes que eu seja capaz de queimar todas as calorias que ganhei hoje! Hahaha

E logo após a nossa fantástica experiência gastronômica, decidimos caminhar em direção à Queen Street e aproveitar o final da tarde. Paramos no Trinity Belwoods Park localizado entre a Queen St e a Dundas e um dos meus parques favoritos aqui em Toronto.
Como em todos os fins de semana de verão, o parque estava bem cheio. Diferentes tribos se espalhavam pelo gramado, fazendo piqueniques, tocando e cantando músicas, cachorros, crianças, enfim, um mix de gente que gosta de aproveitar dias de sol.

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Avistamos um grupo de pessoas que praticava slackline, um dos nossos mais recentes vícios, ainda que eu seja péeeeeessima. Nos aproximamos e descobrimos que grande parte do grupo era formada por brasileiros. E foi aquela festa. Passamos horas batendo papo com o pessoal e nem percebemos que já passava das 7pm quando decidimos voltar pra casa. O tempo passou voando.

Brasileiros e canadenses

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Ken praticando slackline

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Este foi, sem dúvidas alguma, um domingo sensacional! E é justamente isto que mais amo em Toronto: você vai sempre achar uma forma de se divertir e se surpreender, mesmo sem gastar muito dinheiro ou precisar planejar com antecedência. Basta deixar a preguiça de lado, tirar a bunda do sofá e explorar o que existe lá fora.

🙂

Saindo da rotina: comida persa em Toronto

Oi gente!

Sei que meu último post fala sobre comida e já estou de volta para falar sobre a mesma coisa, mas não podia deixar de dar a dica sobre o restaurante de culinária persa que visitei ontem durante o almoço.
O The Pomegranate fica na Bathrust com a College, sem placa muito grande e uma portinha que já dá a entender que o local é pequeno, com capacidade para cerca de 40 pessoas. Chegamos lá, eu e o Marc, por volta das 4:30PM para um late-lunch-quase-jantar e descobrimos que só abriria às 5PM. Decidimos dar uma volta e retornar logo em seguida.
A moça que nos recepcionou (fomos os primeiros a chegar) já foi logo perguntando se tínhamos feito reserva (e não tínhamos). Escolhemos uma mesa e ela perguntou se terminaríamos antes das 7 pois já estava reservada. Assim que sentamos fiz logo o comentário pro Marc: -O lugar vazio e ela vem com caderno para checar se tem mesa vaga?
– Deve encher jajá. – ele disse.
E encheu rapidinho.
Foi a minha primeira experiência com comida persa e confesso que gostei muito mais do que achei que iria gostar.
O local é aconchegante, o atendimento é ótimo, preço razoável e a comida chegou bem rapidinho.
Como não conhecíamos nada sobre a culinária, pedimos a sugestão da garçonete para duas entradas e dois pratos principais.

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Mesas pequenas e decoração típica

Escolhemos os seguintes appetizers: zeitoon parvardeh ou caviar vegetariano, um patê feito de azeitonas verdes, nozes, alho e romã. Muito bom!!!

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O menor é o zeitoon parvardeh e o maior é o kashk-e bademjaan

E o kashk-e bademjaan, uma pasta de berinjela, alho, nozes, cebola caramelizada e um creme branco chamado de kashk ou persian whey -, azedinho e parecido com sour cream que a gente vê em comida mexicana. Pensem num negócio bom? Amei!
As duas entradas são acompanhadas por uma cestinha de pão com massa bem levinha. Fiquei em dúvida entre qual foi a minha preferida e o Marc gostou mais do caviar vegetariano. 😊
Na hora de escolher o prato principal recorremos novamente à ajuda da garçonete que, super atenciosa, explicou direitinho os pratos e alguns ingredientes com nomes totalmente desconhecidos por mim. O Marc acabou por optar por uma das especialidades do dia que não consta no cardápio: carne de carneiro cozida com quiabo e tomates, arroz e salada.

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A escolha do Marc

Eu como não sou fã de carne que não seja de boi ou frango, não arrisquei e escolhi o fesenjaan, cubos de frango cozido com um molho de romã e nozes, acompanhado de arroz e salada. Confesso que o molho tem a aparência meio estranha, lembra galinha ao molho pardo (que eu não como), mas o sabor meio doce meio azedo me conquistou. É forte e diferente de tudo que já tinha provado, mas o arroz branco e a salada de folhas verdes casam perfeitamente com o sabor marcante do frango.

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Fesenjaan

A nossa refeição (duas entradas e dois pratos principais) saiu por $40 sem a gorjeta. Eu não consegui terminar o meu prato, pois havia comido as entradinhas e a porção é bem servida.
Como esta foi a minha primeira vez em um restaurante iraniano, não posso comparar com outros locais, mas a minha experiência foi super prazerosa e saí de lá com vontade de retornar em breve para conhecer ainda mais a culinária persa.

Curiosidades:

– Os persas são descendentes de tribos que ocupam uma região na Ásia Central há cerca de 3 mil anos. Em sua maior expansão, o território persa estendeu-se por uma área hoje ocupada por nações como Usbequistão, Turcomenistão, Afeganistão, Turquia, Paquistão, Iraque e Irã. Os iranianos são descendentes diretos dos persas e o país se chamou Pérsia até o século passado. (Fonte: Revista Mundo Estranho)
– Segudo o censo de 2006 (não achei um mais recente na internet) Toronto abriga uma população de aproximadamente 47 mil imigrantes iranianos. (Fonte: Wikipedia)
– A culinária persa ou iraniana é rica em verduras, ervas, frutos secos, iogurte, carne de cordeiro e sopas. Pães e arroz (plano e amarelo chamado tah-chin) são indispensáveis.

E vocês, salivaram com as fotos e descrição dos pratos ou fizeram cara feia?

😊

Até mais!

Aritta

E quando a fome bate… O que se come em Toronto?

Oláaaaa!

Como prometido, estou de volta ao blog e super entusiasmada! E já que não tenho dado dicas sobre Toronto há algum tempo, resolvi falar sobre algo muitíssimo importante pra mim: COMIDA! Porque sou do tipo que aprecia uma boa culinária e estou sempre em busca de lugares novos com comidinhas saborosas.
Toronto é uma cidade multicultural. Em cada esquina você encontra um restaurante de uma outra nacionalidade. E quando se trata de comidas tradicionais do Canadá não adianta se empolgar achando que irá encontrar uma diversidade de iguarias tipicamente canadians.
Por ser uma cidade que abriga gente de todos os cantos do mundo, Toronto acaba por não possuir uma forte tradição quando se trata de culinária local. É um mix de temperos e opções para todos os gostos e bolsos.
Mas temos por aqui a Poutine! O prato, criado na parte francesa do Canadá, nada mais é do que uma batata frita coberta com molho gravy e queijo. Você pode encontrar em diversos bares e restaurantes da cidade.

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Além da Poutine, o que também é super popular no Canadá é o maple syrup, uma espécie de xarope parecido com mel, feito da seiva da árvore de Maple, que no Brasil é chamada de bordo. O xarope geralmente é consumido no café da manhã com waffles, panquecas, french toast e outras delícias.
As pessoas costumam comparar muito a alimentação canadense com a americana, e realmente aqui existe bastante fast food, mas a impressão que tenho após quase dois anos morando no país é que os canadenses são mais preocupados em manter uma dieta saudável. Lembro que logo que cheguei fiquei impressionada com a quantidade de pessoas que mantém uma dieta vegetariana, vegan e afins. Tem muuuuita gente! E eles são bem rigorosos.
Mas como já disse, aqui você vai achar de tudo um pouco. Vou dar a dica de alguns lugares bacanas (saudáveis ou não tão saudáveis) que costumo frequentar.

Terroni

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Spaghetti in Cana a Mare

Eu amo comida italiana! Aprecio muito uma boa massa com ingredientes frescos. E no Terroni além de degustar uma autêntica massa italiana, você também pode levar para casa os ingredientes já que no restaurante também funciona uma loja com tudo que você precisa para preparar uma massa deliciosa.
Localizado em três diferente pontos da cidade: Queen St, Adelaide St e Yonge St. O preço é meio salgado – um prato custa em média $16 – mas o ambiente é super charmoso, perfeito para um jantar especial.

Famoso

Eu já fui tanto neste lugar que não podia deixar de fora da minha listinha. Para os amantes de uma boa pizza assada no forno a lenha, o Famoso é uma ótima opção. A verdade é que logo que cheguei aqui costumava reclamar das pizzas já que na maioria das grandes redes de pizzaria encontradas em Toronto (você encontra Pizza Pizza, Pizzaiollo, Pizza Nova e muitas outras em todas as esquinas da cidade) o forno é o convencional e o sabor eu particularmente não gosto.

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Clique feito pelo meu namorado enquanto eu devorava uma pizza de quatro queijos

O legal da Famoso é que o preço é razoável e eles sempre oferecem algum tipo de promoção. Nas duas últimas vezes que fui lá ganhei cupons no valor de $10 após postar uma foto no instagram com o nome do restaurante na hashtag. Bom, é por isso que tenho tanta foto de pizza no meu instagram! Hahaha

Mariachi’s

Apesar da localização não ser tão boa (Yonge e Eglinton) o Mariachi’s é sempre a minha primeira opção quando quero comer comida mexicana. Os pratos são bem servidos e o tempero é uma delícia! Sempre que vou com o meu namorado, pedimos a Parillada para dos ($38)e na maioria das vezes nem conseguimos terminar o prato que é um mix para duas pessoas com 4 tortillas e porcões de carne, frango e porco, mais arroz, feijão, salada e guacamole. Caso sobre algum espacinho para a sobremesa, peça o fried ice cream (sorvete frito). Bom demais!!!

Playa Cabana

Na primeira vez que tentei almoçar no local desisti após ser informada de que a espera por uma mesa duraria 30 minutos. Na segunda vez ligamos para fazer uma reserva e descobrimos que não havia mesa disponível. Foi ai que fiquei ainda mais curiosa e morrendo de vontade de visitar o lugar (111, Dupont St.). Algumas semanas depois conseguimos uma mesa para jantar e foi ai que eu tive uma das melhores experiências gastronômicas da minha vida, sem exagero! Pedi o Burrito de Mariscos ($16) e me apaixonei!

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A apresentação do prato é fantástica, o tamanho não deixa a desejar e o sabor é delicioso. Vale a espera por uma mesa!

Chipotle

Bom, barato e rápido. Segundo a minha irmã, o Chipotle é o restaurante mais barato e de qualidade, que consegue matar aquela vontade de feijão com arroz que todo brasileiro tem quando chega por aqui. A rede americana de fast food mexicana (tá certo isso?rsrs) oferece burritos tradicionais e bowls (todos os ingredientes de um burrito sem a tortilha, numa cestinha aberta, como um prato feito), tacos, saladas e nachos. O preço fica em torno de $9 e a porção é bem servida. Em Toronto, se não me engano, existem umas 4 lojas e essa é uma das poucas redes de fast food que não me deixa com dor na consciência depois de uma refeição, já que consumo feijão, arroz, salada e um tipo de carne. E vamos fazer de conta que eu não adiciono guacamole, queijo e o sour cream…. 🙂

Big Smoke Burger

Não sou de comer hambúrguer com muita frequência, já que minhas curvas avantajadas não permitem tamanha extravagância, mas quando bate aquela vontade incontrolável, eu corro pro Big Smoke Burger e peço o meu favorito: Blue Burger.

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O sanduíche vem com um autêntico hambúrguer (bem grosso), gorgonzola, uma pasta de abacate (já falei que canadense usa abacate em quase tudo? Salada, sanduíche, sushi e etc), alface, tomate e um molhinho de alho. Vale as prováveis mil calorias que o acompanham!!!

Spring Sushi

Se você ama a comida japonesa encontrada no Brasil, logo no início vai estranhar a comida japonesa encontrada por aqui. Esqueça aquelas combinações criadas pelos brasileiros e aprecie sushi preparado com outros ingredientes como o abacate, por exemplo. A boa notícia é que ir a um restaurante japonês aqui é muito mais em conta do que no Brasil. E você vai ver muuuuuitos espalhados por toda a cidade.
O all you can eat (rodízio)no Spring Sushi (em frente ao Eaton Centre) custa $15,99 no almoço e $23,99 no jantar. O ambiente é amplo e bem legal, com ipads em cada mesa para que você faça o pedido sem precisar chamar o garçom. Prepare-se para sair de lá passando mal de tanto comer – se você, como eu, é do tipo que não sabe se comportar em rodízio.

Freshii

A minha opção sempre que deixo de levar almoço pro trabalho durante a semana. O cardápio varia entre diferentes lojas e a que costumo frequentar também mudou o menu recentemente, por isso ainda não decorei as opções oferecidas agora. Mas se você quer fazer uma refeição rápida e super saudável, este é o lugar ideal. Saladas, sanduíches, sopas, bowls e burritos (os meus favoritos!) feitos com ingredientes bem fresquinhos e super light! Super recomendo!

Gente, existem muitos outros restaurantes legais e eu iria passar horas escrevendo. Mas sei que o post já tá longo e acaba ficando chato e cansativo. Eu ia escrever sobre os restaurantes brasileiros, mas vou fazer um outro post sobre eles e explicar onde encontrar mercados que vendem produtos made in Brazil. Então, vou ficando por aqui porque falar tanto sobre comida acabou me deixando faminta. Em breve darei mais dicas sobre onde achar comidinhas e restaurantes bacanas em Toronto.

😊

Até mais!

Aritta