Guanajuato: a cidade mais colorida e charmosa do México

Tem chovido bastante nos últimos dias em Toronto. Tá certo que o meu bastante é exagero, mas tivemos alguns dias cinzentos na semana passada. Nessas horas, quando lá fora os tons parecem se tornar monocromáticos, eu abro o meu álbum de fotos no celular e passo um bom tempo revendo os nossos registros dos dias coloridos e cheios de sol no México. Foi ai que me dei conta de que já havia passado da hora de escrever no blog o segundo post que havia prometido no texto anterior. Eu sei, tenho andado muito ausente… me sinto culpada por não postar com frequência, mas isso é assunto para um outro texto. E vamos ao que interessa!

Guanajuato: amor à primeira pesquisa

Depois de explorarmos Guadalajara, Tlaquepaque, Tequila e Guachimontones por 3 semanas, queríamos continuar viajando pelo México, afinal, o custo de vida por lá era bem mais baixo e o inverno não havia terminado em Toronto. Após umas pesquisas, decidimos montar a nossa “base” em Guanajuato, uma cidade super colorida, conhecida como o principal destino cultural do país e capital do estado de mesmo nome. Ok. Deixa eu ser bem sincera e contar a verdade. Eu simplesmente fui no Google e digitei: cidades mais coloridas do México e booom… ela apareceu! Não teve nem conversa. Ali mesmo eu me apaixonei e avisei pro Marc que o nosso próximo destino já estava resolvido. Iríamos pra lá e ponto final.

OLYMPUS DIGITAL CAMERA
Guanajuato é considerada a capital cultural do México
De Guadalajara, pegamos um ônibus ($400 pesos) super confortável e viajamos por quatro horas até chegarmos a Guanajuato. A cidade é mesmo maravilhosa! Além de super colorida, foi construída em terreno montanhoso e grande parte das ruas são ladeiras (mega íngremes, por sinal). Eu, que andava comendo muuuito mais do que deveria, adorei o fato de ter que subir e descer uma ladeira cabulosa de 700 metros todos os dias. Não era fácil não, viu?

OLYMPUS DIGITAL CAMERA

Logo que decidimos ir para Guanajuato, entrei em contato com alguns donos de airbnbs em busca de parcerias e, para a nossa surpresa, um deles estava mesmo à procura de alguém que o ajudasse a produzir conteúdo para as páginas que ele mantém. Nas três semanas que ficamos por lá, eu trabalhei algumas horas por dia, o Marc continuava trabalhando online e não pagamos pelo aluguel. Gastávamos muito menos em comida do que gastamos aqui no Canadá. Gente, o México é um sonho de barato!

A cidade é super charmosa, mundialmente famosa por sua arquitetura colonial e bastante agitada. No centro histórico – onde ficam os bares e restaurantes mais populares – turistas e moradores mais antigos se misturam aos milhares de estudantes da Universidade de Guanajuato, localizada no município.

Basílica Nossa Senhora de Guanajuato, no centro histórico

OLYMPUS DIGITAL CAMERA
Fiquei encantada com a cor dessa igreja
OLYMPUS DIGITAL CAMERA

O burburinho acontece sempre no centro histórico. Além de apreciar as delícias da cozinha mexicana, você pode acompanhar os músicos pela tradicional la callejoneada, na qual um grupo segue cantando e tocando músicas mexicanas pelas principais ruas da cidade. Em determinado momento, o público deixa de ser apenas espectador e passa a fazer parte de uma apresentação teatral com muitas brincadeiras. A atração custa em torno de 120 pesos por pessoa e pode durar até 1 hora e meia.

Músico no centro histórico de Guanajuato

A nossa rotina em Guanajuato eram bem tranquila. Além do trabalho, tirávamos algumas horas do dia para explorar museus e os charmosos coffee shops espalhados pelo centro. Visitamos o Museu e Casa Diego Riveira, o qual eu estava super empolgada para conhecer. Porém, fiquei um pouco decepcionada, já que não há muitos trabalhos do artista.

OLYMPUS DIGITAL CAMERA
Eu não me cansava da vista e nem das cores da cidade
OLYMPUS DIGITAL CAMERA

Day Trip para Dolores Hidalgo e San Miguel de Allende

A apenas uma hora e meia de Guanajuato fica San Miguel de Allende, outro destino bastante popular no México. Apesar de sermos um pouco avessos a tours, decidimos pagar por um e visitar duas cidades no estado de Guanajuato em um só dia. A primeira parada foi Dolores Hidalgo, município de grande importância para a história do país, onde se deu início a luta da independência nacional.

Estátua de Miguel Hidalgo y Costilla, padre mexicano que liderou a luta pela independência
A cidade não é agitada e não hà muitas atrações turísticas. Visitamos um pequeno museu onde aprendemos um pouco sobre personagens importantes na história do México e, principalmente, no movimento da independência.

Ficamos umas duas horinhas por lá e seguimos para San Miguel de Allende. No caminho, uma parada para almoçarmos e visitarmos algumas lojas de cerâmicas produzidas na região.

Já em San Miguel, o clima era completamente diferente. As ruas estavam cheias, apresentações de dança aconteciam na praça principal e mariachis podiam ser ouvidos de todas as esquinas. Não é a toa que dentre os destinos coloniais do México, a cidade também é uma das mais procuradas.

OLYMPUS DIGITAL CAMERA
Paróquia de San Miguel Arcángel, símbolo da cidade de San Miguel de Allende

OLYMPUS DIGITAL CAMERA
Músicos, convidados e noivos percorrem as ruas de San Miguel durante a celebração de um casamento

OLYMPUS DIGITAL CAMERA
Noivos dançam ao som dos Mariachis
Aliás, o destino é um dos preferidos dos pombinhos que desejam fugir das praias mexicanas, mas que ainda querem um destination wedding no país. Demais né?

FullSizeRender 57
Durante o tour, ficamos livres para curtir a cidade e tivemos tempo para tomar uns drinks

OLYMPUS DIGITAL CAMERA
Vendedora de artesanatos em San Miguel de Allende
Gostamos muito de conhecer San Miguel de Allende e eu queria ter passado mais um tempinho por lá. Contudo, por ser uma cidade com maior concentração de turistas, ainda preferimos o clima de Guanajuato.

O que fazer em Guanajuato

Na nossa primeira semana na cidade, visitamos os museus, galerias de arte, principais pontos turísticos e caminhamos por horas por aquelas ladeiras. Depois de alguns dias, a nossa diversão se resumia a visitar os restaurantes mais indicados pelos moradores. Infelizmente, tirei pouquíssimas fotos nas atrações turísticas e nos restaurantes, sorry! Massssss, vou deixar aqui um montão de fotos com dicas nas legendas para que vocês possam ver de que forma exploramos o local.

FullSizeRender 62
Aproveite o fato da cidade ser super fotogênica e tire bastante fotos hahaha

OLYMPUS DIGITAL CAMERA
Fotos do céu…

IMG_4184
…do chão

OLYMPUS DIGITAL CAMERA
Fotos de cantinhos charmosos

OLYMPUS DIGITAL CAMERA
Prove drinks feitos com mezcal, muito confundido com a tequila, já que ambas bebidas são produzidas a partir do agave

OLYMPUS DIGITAL CAMERA
O Museu Casa Diego Rivera é parada obrigatória. Porém, não espere muito. Caso queira conhecer a fundo a história de vida de Diego e Frida, planeje uma ida à Casa Azul, em Coyoacán, Cidade do México

OLYMPUS DIGITAL CAMERA
Faça uma trilha pelas montanhas próximas ao centro da cidade. Caminhamos por uns 40 minutos e chegamos a este local, que não era super limpo, mas que tinha uma vista fantástica
OLYMPUS DIGITAL CAMERA

OLYMPUS DIGITAL CAMERA
Deixe e a preguiça e os táxis de lado e encare as inúmeras ladeiras da cidade. Você vai se encantar com o colorido das casas

OLYMPUS DIGITAL CAMERA
Caso opte por um airbnb, escolha um que tenha uma vista bacana! Os preços não variam tanto e você vai curtir muito mais

OLYMPUS DIGITAL CAMERA          Processed with VSCO with q4 preset
Não se prenda somente à culinária mexicana (não que seja difícil comer tacos todos os dias haha), mas o restaurante Habibti de comidas árabes era um dos nossos favoritos. Além de delicioso, super barato!

OLYMPUS DIGITAL CAMERA
Coma sem culpa! Porque comida Mexicana é uma das sete maravilhas do mundo!!! Não, não é. Mas bem que poderia ser, ne?

OLYMPUS DIGITAL CAMERA
Prove o churros, as nieves/helados (sorvetes) e tudo o que tiver vontade!

Processed with VSCO with s3 preset
Depois de comer todas essas delícias, corra ou caminhe até o Monumento al Pipila, famoso ponto turístico com uma vista de tirar o fôlego

OLYMPUS DIGITAL CAMERA
Visite o Callejón del Beso, o beco mais estreito e mais famoso da cidade. Filas são formadas todos os dias por pessoas que querem tirar uma foto no local. Segundo a lenda contada por moradores, uma versão mexicana de Romeu e Julieta, a trágica história de amor, ocorreu naquele lugar.

OLYMPUS DIGITAL CAMERA
Não deixe de provar as frutas vendidas nas dezenas de barraquinha espalhadas pela cidade. Além de doces, são super baratas
Uma outra atração que eu acabei deixando pra falar por último é o Museu de Múmias (Museo de Las Momias de Guanajuato). A verdade é que eu não tive o interesse em ir visitar e o Marc acabou indo sozinho. Não tenho como dizer se vale a pena, mas sei que ele voltou um pouco chocado com o que viu hahaha.

Nem preciso dizer que me apaixonei pelo México, né? Ficamos quase dois meses por lá e eu voltaria amanhã se fosse possível. É o tipo de país que combina tudo que a gente precisa para ter uma experiência completa: culinária maravilhosa, povo receptivo e sempre alegre, belezas naturais, rica história e arquitetura… tudo isso em um orçamento que não fere tanto o bolso, afinal, o peso mexicano não é tão forte quanto outras moedas.

Onde comer em Guanajuato

Café da manhã

  • Casa Ofélia (café da manhã tradicional)
  • Café Conquistador (melhor café)
  • Dolcets (o nosso preferido para omelete e crepes) é uma lojinha e café bem pequeno

Almoço e Jantar

  • Santo Café (boa variedade, bom preço)
  • Habibti Falafel (comida árabe, preço ótimo, sabor maravilhoso)
  • El Galo Pitagórico (mais chiquezinho, um pouco mais caro e delicioso)
  • Hostel Café e Bar Encounter (barato, saudável e boa variedade)
  • Casa Mercedes (caro, se comparado aos outros, mas muuuito bom)

Quer ver mais fotos do México? Dá uma olhada no meu insta que tem muitos outros clicks dessa e de outras viagens que fizemos nos últimos meses! 

@arittavaliense

 

 

 

 

 

Anúncios

México, onde um povo generoso e sua rica cultura dão as boas-vindas

Na lista de lugares que sempre sonhei em conhecer, o México estava em terceiro. O primeiro era o Camboja (conheci em 2015), em segundo está a África do Sul (ainda não conheço, quem sabe em 2018?) e então, México. Quando partimos do Canadá para os Eua, nem passava pela nossa cabeça visitar o país de Frida Kahlo em seguida. A decisão de vir pra cá, como contei em um post anterior, foi de última hora. E acabamos ficando no país por um mês e meio…

Frida em um muro na rua Coronilla, centro histórico de Guadalajara

A primeira parada foi Guadalajara, segunda maior cidade do México, localizada no estado de Jalisco, onde ficamos por 21 dias. Foi lá que tive o meu primeiro contato com a cultura mexicana, e me apaixonei por um povo que está sempre de bom humor e prestes a ajudar ao próximo. De lá, seguimos para outros locais. Visitamos Tlaquepaque, Tequila, Guachimontones, Guanajuato, San Miguel de Allende, Dolores Hidalgo e, por fim Cidade do México.

Neste primeiro post, falarei sobre Guadalajara, Tlaquepaque, Tequila e Guachimontones. Em um próximo, contarei sobre os lugares restantes, assim evitamos um post longo e pesado com tantas fotos. 

Guadalajara: o velho e o novo em um só lugar

O Centro Histórico e os casarões com portas maravilhosas
O charme de Guadalajara está no Centro Histórico. Não é uma cidade pra quem busca aventura em um lugar cosmopolita ou pra quem não tem paciência para visitar locais históricos. A cereja do bolo é a arquitetura dos prédios antigos e a sensação de estar em dois mundos ao mesmo tempo: uma cidade enorme e moderna, mas com grande ligação aos costumes antigos.

As praças – muitas, por sinal – são cheias de idosos sentados nos bancos, lendo jornais

A cidade possui 1,5 milhões de habitantes e, apesar de viverem em um ritmo um pouco mais acelerado do que aqueles que vivem no interior, eles ainda reservam boa parte do tempo para cumprimentar desconhecidos na rua e ajudar um ao outro. 


Outro grande atrativo de lá são os Mariachis – famosos grupos musicais originários do estado de Jalisco. Eles estão espalhados pelo centro da cidade, nos restaurantes, em feiras, mercados municipais e eventos diversos. Aliás, temos que concordar que o México caprichou no quesito riqueza cultural! A música é maravilhosa, a arquitetura e os artesanatos também, e a comida…..ahhh, essa ai tá lá no topo na lista das minhas preferidas.

Apresentação de Mariachi no centro de Guadalajara
Nas três semanas que ficamos por lá, não usamos o transporte público. Uber funciona super bem e é muito barato. As nossas corridas não passavam de $3 dólares. Como ficamos em um airbnb perto de muita coisa, também andávamos bastante.

Escritório no terraço do nosso airbnb

O trânsito não é tão ruim, mas os motoristas… Melhor prestar muita atenção ao atravessar as ruas em bairros que parecem super tranquilos. Em dois dias vi três batidas em locais onde acidentes de carro pareciam ser impossíveis de acontecer. Eles não diminuem a velocidade e não param em cruzamentos. 

Há pontos de aluguel de bikes espalhados pela cidade e também vias preferenciais para ciclistas. Aos domingos, algumas avenidas movimentadas são fechadas e você pode transitar de bike à vontade.

Ônibus e charretes transportam turistas no centro da cidade

Também há carrinhos vendendo comida praticamente em todas as ruas, mesmo as mais residenciais: frutas cortadinhas, refrescos, tacos, tortas (sanduíches), raspadinha… a lista é imensa!

Muitos turistas visitam Guadalajara por conta dos seus mercados gigantes, onde a gente consegue encontrar de tudo: artesanatos, roupas, calçados, jóias, comidas típicas… Os mais famosos são Mercado Libertad (ou San Juan de Dios), Galeria del Calzado e Magno Centeo Joyero (o maior mercado de jóias da América Latina). 

Culinária excepcional

A comida mexicana é boa DEMAIS e merece esse demais em maiúsculo porque não teve um único lugar dentre os quais visitamos, no qual a comida fosse ruim. Desde o boteco mais simples e com fila de espera ao restaurante super charmoso, mas que estava sempre vazio. Vai entender…

Tostadas no restaurante Bruna Cocina Aberta
Carne en su jugo no Mercado San Juan de Dios
 

Fiquei surpresa no nosso primeiro jantar, quando procurei no cardápio todas aquelas comidas mexicanas que eu tanto como no Canadá e não tinha muita coisa parecida. 

Cardápio de um restaurante super simples e que vivia com filas
Pozole, uma sopa de milho maduro cozido com vegetais e carne de sua preferência
Pratos lindos e saborosos no Río Viejo, um restaurante super charmoso

Na verdade, os únicos restaurantes que serviram burritos e tacos com a mesma aparência daquela que a gente vê em restaurantes mexicanos ao redor do mundo, foram os que ficavam em locais mais turísticos e restaurantes um pouco mais sofisticados. Nos food trucks e restaurantes tradicionais eles são bem simples. 
Tacos al pastor num restaurante super tradicional chamado La Santa Cruz
 

No México, as comidas de rua são tão boas quanto as servidas nos restaurantes. Em mercadões e feiras, não deixe de provar os ceviches, coquetéis de mariscos e carne en su jugo (carne cozida afogada em um molho de feijão). Tudo será servido com tortillas.

Charmosa Tlaquepaque

A 30 minutos do centro de Guadalajara fica Tlaquepaque (você pode pegar um uber por uns $100 pesos), um dos lugares mais charmosos que visitamos. 

Artesãos se apresentam em Tlaquepaque
O município tem uma vibe bem diferente da cidade vizinha (a qual faz parte). Lá é muito mais turístico e também mais caro. Há muitas lojas de móveis rústicos, objetos de decoração e peças de arte em geral. 

Igreja em Tlaquepaque
Artesanatos são um pouco mais caro em Tlaquepaque, por ser um local mais turístico

Adoramos passar uma tarde por lá e queria ter voltado durante a noite, pois soube que a cidade fica ainda mais charmosa. Acabamos esquecendo… fica pra próxima! 

Marc e o Mariachi em Tlaquepaque

Muita gente se hospeda em Tlaquepaque e passa a maior parte do tempo lá. É, sem dúvidas, um lugar com muitos atrativos a oferecer. Vale a pena inserir no roteiro! 

Day trip para Tequila

Também bem perto de Guadalajara (+ou- 60km) fica o município chamado Tequila – isso mesmo, existe uma cidade no México com ese nome. E, adivinha o que é produzido lá e distribuido para o mundo inteiro? Tequila! 

Fechamos um tour, pois queríamos visitar as haciendas e fazer o tradicional tequila tasting. Não foi muito barato (por volta de 125 dólares por pessoa) mas foi muito divertido. O nosso guia conhecia bastante a região e todo o processo de produção, o que tornou o passeio super educativo. 

Nós em uma das haciendas de cultivo do agave, principal ingrediente da tequila
Plantação de agave

O tour durou o dia inteiro. Visitamos duas fábricas e provamos os principais tipos de tequila produzidos na região: prata, ouro, reposado, anejo (envelhecida) e extra anejo (extra envelhecida). 

Tequila tasting
Barris na hacienda Tres Mujeres
 


Depois de muuuuita tequila, famos passear pelo centro da cidade, comemos em um mercado municipal e retornamos para Guadalajara no início da noite. Adoramos a experiência! 

Pirâmides circulares em Guachimontones

Considerado um dos mais importantes sítios arqueológicos do México, Guachimontones fica a uma hora de Guadalajara (pegamos um Uber, o motorista nos esperou lá e pagamos $600 pesos ida/volta) no município de Teuchitlán. 

O local é famoso por conta das suas pirâmides circulares – as únicas no mundo – que em 2006 entraram para a lista de Patrimônios Mundiais da Humanidade, da UNESCO. 

 

A área abriga 10 pirâmides construídas pela sociedade Teuchitlán, que lá viveu entre o período de 300 a.c. a 900 d.c. 

No museu que guarda objetos e informações sobre o lugar, há um vídeo explicativo bem interessante. Não pagamos para entrar, pois às quartas-feiras a entrada é livre. 

Apesar de bem diferente e ter uma história interessante, o lugar não foi um dos nossos preferidos. As pirâmides são menores do que imaginávamos e não há muito o que fazer no local. 

Após três semanas em Guadalajara, pegamos um ônibus para Guanajuato (400 pesos/ 4 horas de viagem) e demos início à segunda fase da nossa viagem, que será contada em um próximo post! 

 Dicas e curiosidades

– A gorgeta no México é opcional, porém, a etiqueta pede que se deixe 10% do valor da conta para o garçom/garçonete. 

Tortas são sanduíches e Pasteleria é uma doceria onde você encontra bolos e tortas. Sope não é sopa, e sim uma tortilla grossa, coberta com queijo, vegetais e carne. 

– Homens e mulheres não costumam usar shorts/saias no México (em cidades grandes e históricas). Vimos alguns aqui e acolá, mas geralmente só turistas se vestem de maneira mais despojada. 

– Água natural é o que chamamos de água mineral (garrafinha) no Brasil. Água mineral é a nossa água com gás. Águas frescas são águas com sabores e açúcar, muito comum em todo o méxico. 

– Água de horchata é uma bebida mexicana à base de arroz, canela e açúcar. Água de jamaica (chá de hibisco) é servida gelada e tem sabor de chá preto com açúcar. Lembre-se: no México, todos os refrescos são preparados com açúcar, a não ser que você peça sem. 

– Ao sair de um restaurante, o mexicano deseja aos que continuam comendo “Buen provecho!”, que seria “aproveite a sua refeição ou bom apetite…”. 

Você pode acompanhar as nossas aventuras, ver vídeos e muitas fotos lindas no meu instagram: @arittavaliense 
 

 

Gente é bom demais

Centro Histórico de Guadalajara, Fev. 2017

Eu sou muito de observar, sabe? De vez em quando uso a desculpa de que isso é hábito de jornalista que quer estar a par de tudo. Na verdade, eu uso essa desculpa sempre. Balela, eu sou é curiosa ao extremo. E isso não muda nem que exista um rehab à altura daquele no qual a Britney Spears se internou em 2007, atuando na causa. 

Já que estou sendo 90% sincera, bora logo admitir que também não quero mudar. Não vejo graça em não ser curiosa. Meu instinto me diz que jamais vou mudar e que continuarei pagando pra ver – sem esperar pelo troco. Eu fico pobre, mas fico sabendo das coisas. That’s ok. 

Eu ando na rua observando as pessoas, numa pegada meio Esquadros, de Adriana Calcanhoto, mas sem temperar com toda aquela melancolia, porque ninguém merece, né? 

Eu gosto de gente. De ver gente. De falar com gente. De ouvir gente. De entender – nem que seja um pouco – gente. Das cores da gente. Da cultura. Dos hábitos. Eu gosto de saber o que faz certo tipo de gente seguir em frente e o que faria essa gente pausar. 

Centro Histórico de Guadalajara, Fev. 2017
No Brasil, eu gostava de ficar em silêncio para ouvir o som do mar. No Canadá, ainda hoje eu paro para observar os flocos de neve cobrindo as ruas de branco, as árvores que se vestem diferente a cada estação ou paro para tomar um café, pensar na vida e observar as pessoas ao meu redor 

 Na Tailândia eu parei e fiquei em completo silêncio quando ouvi pela primeira vez o som dos bichos nos arrozais. Uma paz sem tamanho. O canto dos grilos, dos sapos e aquela imensidão de verde, mais nada. 

Chiang Mai, Tailândia, julho de 2015


No Camboja, gastei dias observando a pobreza daquele povo e como as crianças eram felizes com pouquíssimo. Não havia silêncio de dia e sim, muito barulho. Parei para observar o comportamento dos monges e a paz que eles transmitem. 

Phnom Penh, Camboja, agosto 2015

No Vietnã, apertei o botão pause quando vi a beleza das tribos que vivem em Sapa, nas montanhas. A coisa mais linda do universo. 

Sapa, Vietnã, setembro 2015

Nos Estados Unidos eu parei para observar de tudo! A loucura que é New York, a beleza do canal que corta Chicago, os sonhos que se tornam realidade na Disney, a beleza das montanhas na Califórnia. Mas o cair da noite no deserto foi o que me tirou o fôlego. Que espetáculo, putaqueopariu mermão! 

Joshua Tree, Califórnia, fev. 2017

No México, eu paro a todo instante para sorrir para as pessoas, porque elas vivem sorrindo de volta. Dá vontade de abraçar todo mundo que encontro. 

E nas minhas andanças pelo mundo, quanto mais gente eu observo, mais apaixonada pela vida eu fico. 

Se tem uma coisa que vale muito a pena nessa vida é ver gente: diferente de mim, diferente de você, diferente de todo o mundo. Gente como a gente, mas bem diferente, entende?

Gente é bom demais. 

Nós dois, duas malas e quatro países 

Depois das férias de um mês e meio que se estenderam por 9 meses no Brasil, voltamos ao Canadá no final de janeiro. Uma passagem beeem rápida pelo inverno canadense! 

Ficamos em Toronto por apenas duas semanas – tempo suficiente para resolver algumas pendências, organizar as nossas coisas, rever os amigos e perceber que não estávamos muito afim de curtir o frio. No dia 8 de fevereiro partimos para Los Angeles, Califórnia, e lá ficamos por 10 dias. Eu já sabia que ia amar aquele canto do mundo, óbvio. Quem não gosta da Califa, gente? 

Os famosos coqueiros
LACMA – vale a pena a visita ao museu
Sou daquelas que não resiste a uma parede cheia de rabiscos. Essa aqui é no Café Gratitude, um vegano maravilhoso em LA
 

Não escolhemos Los Angeles à toa. O Marc quueria participar de uma conferência de investidores que aconteceria na cidade no dia 15 e, como ainda não conhecíamos a Califórnia, saímos de Toronto com apenas a passagem de ida. 

Santa Mônica Píer
Runyon Canyon, trilha queridinha dos famosos pelas montanhas de Hollywood. A vista é sensacional!
Pink Wall na loja Paul Smith, localizada na Melrose Ave.


The Last Bookstore, em downtown de Los Angeles. Se você é louco por livros, vai morrer de amores por esta livraria

Cactos e Joshua trees

Além de explorar Los Angeles, passamos dois dias no deserto. Dirigimos por mais ou menos duas horas até Joshua Tree – o cenário durante o percurso é de tirar o fôlego! Foi uma experiência completamente diferente de tudo que já havíamos feito. Você se sente num daqueles filmes de faroeste estrelados por John Wayne! 

Pagamos $25 para entrar no Parque Nacional de Joshua Tree e o ticket dá direito a retorno por sete dias
Aritta, a rainha do deserto
O parque é imenso e oferece muitas trilhas! Fizemos uma de 6km subindo uma montanha até chegarmos numa mina desativada
Ventava bastante nesse dia e na sombra fazia um friozinho. À noite faz muito frio no deserto.
Nos apaixonamos por Joshua Tree, que fica bem perto de Palm Springs, outra cidadezinha bem famosa perto de LA. A casa na qual ficamos foi um achado, pois desde que apareceu em um editorial de moda da Vogue (só ficamos sabendo disso depois) vive ocupada. Apesar de super simples, a cabine era a coisa mais charmosa do mundo! O único problema era ir ao banheiro de madrugada, já que ele ficava do lado de fora e eu sou do tipo que morre de medo do escuro. E já que mencionei a nossa casa…

Airbnb é vida

Como faz muito tempo que não atualizo os leitores sobre o meu paradeiro, acabei nem comentando sobre o nosso vício em Airbnb. Pra quem não conhece, é um aplicativo no qual você acha quartos ou casas/apts com preços muito mais em conta do que hotéis. Você lê os comentários de quem já se hospedou nos locais e consegue ter uma boa ideia sobre a qualidade, conforto e segurança do local. Acho muito mais legal do que ficar em hotéis pois me sinto “em casa”. Além disso, para quem não se importa em se hospedar na casa de alguém, a interação entre o hóspede e o dono da casa pode ser mais uma vantagem em relação aos hotéis. 

Já alugamos somente quartos e também casas só pra nós e nunca tivemos problemas! Farei um post só sobre as nossas experiências com Airbnb no Brasil, Canadá, Estados Unidos e México. 

A nossa cabine no meio do deserto
Já pode voltar? Dêem uma olhada na vista que a gente tinha ao acordar
Posando de blogueira, né?
Me apaixonei pelos detalhes na decoração da casa
Aproveitamos que estávamos no paraíso e na manhã do dia 14 –  meu aniversário – renovamos os votos de casamento e fizemos as fotos no Parque Nacional de Joshua Tree. 

Dia super especial!
Aqui, estávamos num dos pontos mais altos do parque, de onde se tem a melhor vista. Pensem num vento frio?


Recapitulando: ao chegar nos EUA ficamos 4 dias em Los Angeles, num airbnb bem pertinho de Hollywood. No quinto dia, partimos pra Joshua Tree, no deserto californiano, onde ficamos até o dia 14. Voltamos pra LA e ficamos num airbnb em Venice Beach. 

Venice Beach
Santa Mônica

Passamos mais 4 noites em Los Angeles e seguimos pra Las Vegas (que não estava nos planos, mas eu nem lembro por qual motivo acabamos indo parar lá hahaha). Ficamos 4 dias naquela loucura (a cidade é linda, mas eu tô muito velha pra toda aquele furdunço). Fizemos um tour de helicóptero para o Grand Canyon, que estava na minha lista de lugares que eu queria muito conhecer, e eu quase tive um ataque do coração quando o Marc me disse que iríamos pra lá! É ainda mais lindo do que eu imaginava. 


 

Tequila e Mariachis 

Na nossa última noite em Vegas, discutimos sobre o que faríamos nos próximos dias e para onde seguiríamos. Não chegamos num consenso – o Marc queria seguir para Utah – e eu queria conhecer San Diego e San Francisco – então, compramos passagens aéreas para Guadalajara, no México. Tudo a ver, né? 

Grand Canyon e México: dois sonhos realizados no mesmo dia! 

Centro Histórico de Guadalajara
Centro Histórico de Guadalajara
Há muitas esculturas e instalações de arte espalhadas nas praças do centro histórico
Enquanto escrevo esse texto, estou sentada no terraço da casa que alugamos aqui na segunda maior cidade do México. Vejam que fofa, apesar de bem simples… 

A dona dessa casa é Canadense e se mudou pra ca há 6 anos. Alugamos a casa inteira e ficamos aqui até meados de março
Escritório

Eu sempre quis conhecer o país! Sou apaixonada pela cultura, pelo colorido e pela comida mexicana… tem coisa mais gostosa do que tacos e guacamole gente? E o preço das coisas? Tudo muuuito barato: comida, transporte, aluguel…. Chocada! 
Mercado San Juan de Dios, o maior mercado de Guadalajara. Fiquei louca com o tanto de coisa que a gente encontra lá
Carne en su jugo no Mercado San Juan de Dios
Aliás, esqueça tudo que te ensinaram sobre comida mexicana. Fiquei chocada na primeira noite que saímos para jantar! 

Eu não conhecia quase nada do cardápio além de tacos e quesadilla, que por sinal são completamente diferentes da comida mexicana que a gente come no resto do mundo. Fiquei uns 20 minutos analisando o cardápio e passei o maior sufoco pra pedir a comida. No final das contas, deu tudo certo (fora as tortillas que a gente não esperava serem suuuuuper picantes). 

Ainda não temos uma data pra voltar pro Canadá. O Marc tem a sorte de poder trabalhar de qualquer canto do mundo e, enquanto não fincamos raízes em um só lugar, continuo fazendo alguns freelas e tentando focar no blog, que anda muito abandonado. Vamos ficar aqui mais umas semanas, pelo menos até o meio de março. Quando sentirmos que é hora de irmos para outro lugar, a gente discute as possibilidades por alguns minutos e, se não chegarmos a um consenso, giramos o globo e seguimos pra onde o dedo apontar.

Sorry pelo post gigantesco!
¡Hasta luego! 

Não, dessa vez não foi a bunda virada pra lua


Dizem por ai que quem grita aos quatro ventos que é muito bom naquilo que faz é convencido. Ou que adora se exibir. E a gente se acostuma a esconder muito do nosso orgulho, não o orgulho desdém, mas aquele que nos faz dar dois pulinhos em frente ao espelho do quarto, enquanto estamos sozinhos, depois de termos passado em um exame, sermos promovido ou após qualquer outra conquista, só pra que não nos chamem de “nada modestos”.
A gente canta vitória só com os amigos mais chegados, ou nem mesmo com eles, pois tem sempre um que fala sobre a tal da energia negativa e da inveja. “Ih, pare de falar sobre o seu sucesso, tem gente que vai se morder de inveja”, nos dizem.

E com isso a gente se esquece até de dar os pulinhos em frente ao espelho, porque o tal do costume em internalizar a felicidade torna a comemoração do nosso sucesso cafona, arriscada e desnecessária.

Esquecemos também das qualidades que a gente tem, porque quase nunca falamos sobre elas. Já percebeu o quanto é difícil fazer o seu próprio currículo? E porque a gente precisa praticar tanto para uma entrevista de emprego, se tudo que a gente precisa fazer é falar sobre as nossas qualidades e competências?

Demorou uma eternidade, mas certo dia me dei conta de que passei muito tempo sem reconhecer o quanto havia conquistado. E que eu nunca pulava em frente ao espelho e quando vibrava o fazia sem muita empolgação, pois sempre achava um motivo para atribuir as minhas conquistas a outros fatores e não à minha capacidade. É a chamada Síndrome do Impostor, descoberta lá pelos anos 80 e que atinge 70% da população, principalmente as mulheres.

E sabe porque a síndrome leva esse nome? Pois com as conquistas, muitas vezes vem o sentimento de “fraude” e de que a qualquer momento alguém vai descobrir que não somos tudo aquilo que os outros pensam.

A gente se convence de que os elogios e o reconhecimento dos outros pelo nosso sucesso nem sempre são merecidos, e atribuímos as nossas conquistas à sorte, a um empurrãozinho dado por alguém ou, sei lá, ao horóscopo do dia.

Demora um bom tempo para que a gente deixe de lado a vergonha de se exibir, de assumir que se tem talento e a não ter medo de dizer que não, não foi porque você é aquariano nascido no terceiro decanto ou porque Saturno está em Sagitário que você se formou com louvor, conseguiu o emprego dos seus sonhos ou foi promovido. Você conquistou tudo isso porque merecia. Porque fez a sua parte.

Mas e a sorte, mulher? Não tem gente que nasce com a bunda virada pra lua? Ih, ô se tem. A sorte ajuda sim. E muitas vezes. Mas eu disse A-J-U-D-A. Pois a sorte não te dá o emprego dos sonhos, não te transforma num aluno exemplar e não tem influência alguma no quanto os outros vão admirar o seu trabalho. O nome disso é talento, força de vontade e persistência. O nome disso é VOCÊ. E ninguém vai tirar o seu mérito.

Agora vai ali na frente do espelho e dê dois pulinhos pra comemorar uma conquista recente. Não, relaxa que você não vai parecer que é bobo. Bobagem mesmo é não reconhecer que você é capaz de conquistar o mundo. Ou que já conquistou e ainda nem percebeu.

 
*Aritta Valiense era jornalista e achava que não tinha talento algum até criar asas e coragem para desbravar o mundo. Foi viver no Canadá, onde descobriu que não só tem talento, mas também capacidade para fazer um monte de coisas legais. Acaba de se formar com louvor em Marketing e nas horas vagas gosta de dar pulos de felicidade para comemorar todas as suas conquistas. 

Estudar no Canadá… Vale a pena?

Foto: Patrick Tomasso

Em dez dias completo o meu curso de Business Marketing no George Brown College, em Toronto, no Canadá. Foram dois anos que passaram voando, apesar das noites em claro, do estresse, exaustão e das crises de choro quando achava que não conseguiria chegar ao final. 
Parece exagero, eu sei. Mas, para aqueles que se doam por inteiro e mergulham de cabeça nos seus sonhos, a vida vem mesmo temperada com uma pitada a mais de drama. E põe drama nisso…
Eu nunca quis ser uma aluna medíocre. Comecei o curso com o foco em ser uma das melhores. Tive muita dificuldade com as matérias de exatas, e essas foram as que me fizeram chorar. Mas eu meti a cara nos livros e superei o meu trauma com os números.

E ai, valeu a pena?

Muita gente me escreve perguntando se vale a pena vir fazer um college no Canadá. E hoje, às 11 da noite, após um dia super cansativo, com reuniões de projetos finais, uma prova e uma dor de cabeça daquelas, sentei na minha cama rodeada por papéis, resumos e anotações das oito matérias que estou cursando e decidi escrever para desabafar. Eu tô uma pilha, pronta para desabar. Mas, vou fazer aquilo que mais gosto: escrever.

  
Vale a pena todo o esforço, dinheiro e tempo investido?

Eu diria que vai sim, valer a pena, se você levar em consideração alguns fatores… 

Prepare o bolso: O investimento é alto. O semestre no college irá te custar uma média de 8 mil dólares. Multiplica por dois e, em um ano você vai ter gasto, no mínimo, 16 mil dólares só com o valor do curso. Você ainda terá que investir em livros, que, novos, custam em média $120 dólares cada (por baixo, pois já paguei $160 em um único livro). Em outros cursos, como arquitetura, eles são ainda mais caros e você desembolsa entre $200 e $350 por livro. 

Livros usados são vendidos por uns $60-$80. Alguns professores exigem que você compre materiais novos, pois eles trazem um código para atividades online que só pode ser usado por um aluno. São 6 a 7 matérias por semestre. Faz a matemática, pois como eu falei antes, tô exausta.

Você vai ter que ESTUDAR MUITO: Os semestres aqui são mais curtos. Se as aulas começam em janeiro, terminam em abril. Se começarem em setembro, terminam em dezembro. Ou seja, você tem 4 meses para frequentar as aulas, fazer mil trabalhos, apresentações, projetos em grupo, testes e provas finais. Uma coisa que eu aprendi durante os meus dois anos de college é que você não precisa ter um inglês perfeito e não precisa ser super inteligente para se dar bem nas aulas. Você precisa mostrar interesse, responsabilidade e organização. O aluno que frequenta as aulas, não se atrasa, pergunta, participa das discussões, entrega os trabalhos em dia e envia e-mails aos professores sempre que tiver dificuldades nas aulas, é aquele que os professores reconhecem e podem ajudar no futuro. 

Reconhecimento dos professores VALE OURO: Quando digo que dei o melhor de mim durante os dois anos de faculdade aqui, algumas pessoas acham que eu me esforcei demais sem necessidade alguma. Tinha necessidade, sim. O college é, para muitos de nós, estudantes internacionais, a chance de reconstruir uma carreira. É um recomeço. Não se trata apenas do dinheiro investido, pois muitos não ralam tanto, tiveram a sorte de ter condições financeiras para arcar com tudo sem doer tanto no bolso. O que muitos não percebem é que viemos para um país no qual a maioria da população é formada de imigrantes que, sedentos por uma vida melhor, correm atrás de qualificação, cursos, especializações e etc. Tem muita gente qualificada.

Em entrevista de empregos, uma carta de referência é super importante. Além disso, os professores que te reconhecem como um bom aluno, te convidam para participar de eventos com profissionais da sua área e te ajudam muito nos primeiros passos para encarar o mercado de trabalho. Quando você estiver escolhendo as suas aulas, vale a pena visitar alguns sites nos quais os professores são avaliados pelos alunos e escolher aqueles com as melhores pontuações.

Preocupe-se com o seu GPA: O GPA (Grade Point Average) é a sua média em cada curso. Ao final de cada semestre você recebe um transcript (boletim) com todas as médias e o seu GPA final. Você pode alcançar no máximo 4 pontos no seu GPA e os alunos que alcançam 3.5 ou mais do que isso, entram na lista do Dean (reitor). O Dean te envia uma carta parabenizando pelo seu desempenho e por ter entrado na lista dos melhores alunos, com um GPA superior a 3.5. Nem todas as empresas irão perguntar pelo seu GPA, mas muitas perguntam. E ter no seu currículo que você se formou com honra – GPA final superior a 3.5 – é um extra.

Esqueça o famoso “jeitinho brasileiro”: Aqui não tem mimimi nem chororô. Perdeu a data de entrega de um trabalho, o professor pode até te liberar para entregar no outro dia. Mas, vai descontar uns 20% da sua nota. Você pode inventar que estava internado no hospital, pode “matar” parente distante, dizer que houve uma inundação no seu banheiro, que foi atropelado por uma bicicleta, que o seu projeto foi comido pelo seu urso de estimação… Nem adianta. Os trabalhos devem ser entregues no dia, ou pontos serão descontados. 

Porém, se você for um bom aluno e se der mal em um trabalho ou prova, não deixe de pedir uma segunda chance. Há poucos dias eu tirei 6 em uma prova, escrevi para o professor explicando que a nota era muito baixa comparada às outras e que gostaria de ter uma segunda chance, pois eu não aceitava nada abaixo de 8. Claro, eu me “vendi” no e-mail, pontuando todas as minhas qualidades como aluna, a minha participação nas aulas e porque eu merecia uma segunda chance. Ele é o meu professor de Vendas, então eu usei as técnicas aprendidas em aula para escrever o e-mail. 

O professor ficou super impressionado com a minha coragem e com a forma com a qual eu usei os conceitos das aulas para me vender como uma aluna que merecia uma segunda chance. Ele disse que apenas eu e mais um outro aluno haviam pedido uma segunda chance, apesar da maioria da sala ter se dado mal. E que ele jamais esquecia dos alunos esforçados. Para a minha felicidade, ele me deixou refazer a mesma prova uma semana mais tarde.

Enfim…

Eu poderia escrever um texto gigante com muitos outros pontos que devem ser levados em consideração caso você decida estudar aqui no Canadá. Porém, a verdade é que tudo que escrevi ai em cima se resume a uma só frase: sem dedicação, o seu investimento não vai te trazer retorno algum. E isso não é apenas para aqueles que vão estudar no Canadá, mas em qualquer lugar do mundo.

Se você vai pagar um preço alto e se matricular no College apenas para dar entrada nos papéis da imigração, eu acho que você está desperdiçando a chance de adquirir conhecimento, se profissionalizar e construir uma carreira de sucesso no país que escolheu morar. Passar nas matérias não é difícil. Mas, de que adianta passar se você não vai ter as qualificações necessárias para conseguir um bom emprego?

É um investimento alto? É. E põe alto nisso. 

Mas, eu prometo que, se você se dedicar e colocar na caixola que você quer fazer a diferença e não apenas ser “só mais um imigrante tentando ganhar a vida em outro país” os seus esforços serão reconhecidos. E, quando isso acontece, você se torna ainda mais forte e mais seguro de que fez a escolha certa. Você se sente tão orgulhoso pelas suas conquistas que todo o investimento, tempo, esforço e dedicação farão sentido.

Você colocou uma mochila nas costas, deixou para trás a família e amigos, saiu da sua zona de conforto e enfrentou o mundo. E o mundo te mostrou que para enfrentá-lo, você precisava enfrentar a si mesmo e redescobrir os seus limites. É nessa batalha entre você e o mundo que você descobre que os seus limites vão muito além do que você imaginava. Basta você se esforçar. E dar o melhor de você aonde quer que você vá. O resto? Ah! O resto o mundo se encarrega de te presentear. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Vietnã: o charme da agitada Hanói e as belas montanhas de Sapa

Oi pessoas,

Voltei! Bom, já cheguei há alguns dias. Porém, retornei bem no comecinho das minhas aulas no college e gastei alguns dias reorganizando a minha vida após viajar por 5 semanas.

Durante a viagem eu não tive muitas chances de escrever com calma aqui no blog. Além de estar sempre na correria, na maioria das vezes eu só conseguia wifi nos restaurantes e hotéis – e nesses lugares, ou eu tava faminta, ou muuuito cansada.

Depois de viajar por 18 dias na Tailândia e por duas semanas no Camboja, segui para o Vietnã, onde fiquei por apenas uma semana – o suficiente para que eu morresse de amores pelo povo e pelas paisagens do país.

Primeiro contato com o Vietnã: o patriotismo explícito nas bandeiras e o vai-e-vem de motos em Hanói

Peguei um voo de Siem Reap, no Camboja, para Hanói, capital do Vietnã. O voo entre os dois países custou $160 e teve a duração de menos de duas horas. Passei um sufoco no aeroporto e quase fiquei sem embarcar. Aqueles que me acompanham no face devem ter lido o meu relato. Eu não fiz a minha pesquisa antes de comprar a passagem e achei que o visto para o Vietnã fosse emitido no próprio aeroporto, como é feito no Camboja (brasileiros não precisam de visto para entrar na Tailândia, mas precisam mostrar a carteirinha de vacinação com a vacina de febre amarela em dia).

Para pegar o visto vietnamita, você precisa preencher um formulário online com alguns dias de antecedência, pagar uma taxa de mais ou menos $20 e esperar dois dias por uma carta de aprovação. Essa carta deve ser entregue no desembarque, com o pagamento de mais uma taxa de $45 para que você receba o visto. Eu não tinha a carta e depois de muito chororô e confusão, paguei uma taxa altíssima de $180 e saí do Camboja já com o visto no meu passaporte. Portanto, não faça como eu. Pesquise tudo antes de ir de mala e cuia pro aeroporto crente que está pronta pra entrar no país dos outros hahaha.

Fiquei em um hotel chamado Madame Moon Guesthouse, bem simples, mas muuuito bem localizado. Fica no centro de Hanói, no chamado Old Quarter, onde ficam as lojas, bares e restaurantes badalados da cidade. A diária custou 20 dólares.

A influência francesa, fruto da ocupação do país pela França no século 19, predomina na arquitetura de Hanói. As ruas estreitas com sobrados cobertos pelo vermelho da bandeira do Vietnã, são tomadas por milhares de motocicletas, carros e bicicletas que disputam espaço com pedestres e comerciantes. Atravessar a rua é uma verdadeira aventura.

Prepare-se para um post super longo! Não consegui conter o meu entusiasmo ao contar sobre a minha experiência no Vietnã e nem maneirar na quantidade de fotos! Sorry, mas eu quis reunir tudo em um só lugar.

Rua no centro de Hanói, capital do Vietnã

Quando ainda estava no Camboja, um amigo me contou sobre a Hanoi
Kids, uma organização que oferece guias de turismo sem cobrar valor algum. O principal objetivo é dar a oportunidade a crianças e adolescentes vietnamitas de praticarem inglês com os turistas e, assim, terem mais chances de conseguirem bons empregos no futuro. Enviei um e-mail e reservei a manhã no meu primeiro dia em Hanói para visitar o Museu de Etnologia  (entrada custa uns $2 e há desconto para quem tiver carteirinha de estudante).

Museu de Etnologia em Hanoi, vale super a pena visitar!

Fiquei encantada com o profissionalismo de Lê Minh que, com um inglês perfeito, me deu uma verdadeira aula sobre a história dos seus ancestrais e dos diversos grupos minoritários vietnamitas. Após o nosso tour pelo museu, ela me levou no Cong Caphe, uma cafeteria super charmosa, onde a decoração e o coconut coffee, um café com gostinho de coco, são as grandes estrelas do local. Ainda que você não seja fã de café, o que é o meu caso, super recomendo a visita. O país é famoso pelo seu café forte, encorpado e cremoso. Ahhhh, e no lugar do leite, na maioria das vezes eles usam o leite-condensado. Perdição!

À tarde dei uma volta pelo Old Quarter e enlouqueci com o preço dos produtos. É tudo muito barato! A conversão me dava a maior dor de cabeça, principalmente depois de ter passado pela Tailândia e pelo Camboja. Quando eu estava lá, $1 (dólar americano) valia VND 22.000 (dong vietnamita). Imagina alguém te falando que algo custava meio milhão de dongs…

Uma boa refeição com cerveja custava uma média de $6.

Táxis também são super baratos, mas em dias de muito trânsito você vai cogitar pegar um mototáxi, ou não vai chegar a lugar algum. No Vietnã, não vemos tuk-tuks como na Tailândia e no Camboja. Alguns rapazes oferecem te levar num carrinho puxado por eles numa bicicleta, mas eu não usei o serviço.

Principal meio de transporte dos vietnamitas
Hoan Kiem Lake, localizado no centro histórico de Hanói

Existe um mundo à parte nos vilarejos das montanhas de Sapa 

Como eu queria muito dividir o meu tempo no Vietnã entre Hanói e os pequenos vilarejos localizados nas montanhas, na mesma noite peguei um trem para Lao Cai (mais ou menos $35) e, após 7 horas, cheguei na pequena cidade, de onde uma van me levou para o meu tão esperado destino: Sapa.

Durante o tempo em que fiquei na Tailândia, os locais em que mais aprendi e mais tive contato com a cultura do país foram as cidades pequenas e os vilarejos por onde passei. Eu queria ter a mesma experiência no Vietnã e não poderia ir embora sem conhecer o dia a dia de quem vive nas montanhas.

Antes de partir para a minha aventura em Sapa, fiz uma pesquisa em busca de opções seguras e acessíveis para mulheres que viajam sozinhas pelo Vietnã. Por indicação da Kiersten, do blog The Blonde Abroad, entrei em contato com a Hong, que ficou comigo nos três dias e me levou nos lugares mais lindos, fazendo com que a minha experiência  no local fosse a mais proveitosa possível.

Hong, a minha guia em Sapa, e as suas filhas

No primeiro dia passeamos pelo centro da cidade e fomos em algumas feirinhas, onde eu tive o primeiro contato com vietnamitas das tribos Black H’mong e Red Zao. Você os vê o tempo inteiro pela cidade, com suas vestimentas exóticas e bem coloridas. Podem ser facilmente identificados pelos acessórios e cores dominantes nas roupas. A primeira tribo veste-se de preto, enquanto a segunda usa lenços e bandanas vermelhas.

Uma mãe da tribo Black H´mong vende mel com o seu bebê em uma pracinha de Sapa
Os bebês são carregados sempre dessa forma e até quando as mães acompanham os turistas na trilhas, os pequenos vão grudado nas costas
Frutas, verduras, carnes e artesanatos são vendidos nas feiras ao ar livre em Sapa
Vendedoras de sticky rice, ou arroz grudado, famoso no Vietnã. O colorido é feito com corantes naturais extraídos de plantas. Come-se com recheio de manga ou com farelo de amendoim
Açougue a céu aberto

Depois de fazer um tour pelo centro de Sapa, montamos na motocicleta de Hong e subimos as montanhas em busca das cachoeiras da região.

O cenário é de tirar o fôlego…

Hong parava a moto nos melhores pontos para tirarmos foto com esse cenário que mais parece uma pintura
Morrendo de medo de cair da pedra haha
Thac Tinh Yeu, também conhecida como “Love Waterfall”
Paramos para comer espetinhos de porco com folhas de chuchu. Uma delícia!
No trajeto para as cachoeiras a gente encontra barracos como esse onde os nativos vendem artesanatos ou comidas



Homestay com famílias locais

No final da tarde do meu primeiro dia em Sapa, Hong me levou para a homestay onde eu passaria uma noite com uma família da tribo Red Zao, no pequeno vilarejo chamado Ta Phin. No percurso para o local, eu não parava de pensar no quanto eu era sortuda em ter a chance de ver e viver tudo aquilo. As fotos podem comprovar o quanto as paisagens são lindas, mas a energia do local é indescritível.

Homem caminha pelas montanhas carregando cesto que é usados para transportar artesanatos, comidas e até crianças
O verde dos arrozais muda de acordo com as estações e a quantidade de chuva na região. Eu fui na época de chuvas, quando as plantações estão cheinhas
Casal trabalha na colheita do arroz, abundante em toda a região

A casa de No May, a moça que me recebeu por uma noite, era bem simples, como todas as outras que ficam na mesma região. Mas, a generosidade e a atenção que ela, o marido e a filha Mayun dedicaram à mim naquele dia, foram maiores do que eu esperava.

May prepara o nosso jantar
Mayun, de 7 anos, observa a mãe
No jantar daquela noite, arroz , tofu frito, chuchu, porco e salada
May adoça com mel uma dose de “happy water” ou água feliz, bebida alcólica caseira feita de arroz e super comum no sudeste asiático. O gosto é forte como o da cachaça

Após o jantar, No May me perguntou se eu gostaria de tomar um banho de ervas preparado por ela. É uma tradição da tribo Red Zao para ”limpar o corpo das energias negativas”.

Caldeirão onde May ferveu a água com cerca de 15 tipos de ervas
Caldeirão onde ferveu a água com cerca de 15 tipos de ervas

Segundo ela, eu deveria entrar no barril com o banho de folhas e lá ficar por mais ou menos 20 minutos. Fui avisada de que a maioria das pessoas sente uma tontura ao sair do banho. Curiosa e sem acreditar que um simples banho me faria sentir algo diferente, entrei no barril e lá fiquei por mais ou menos 25 minutos.

O barril em que tomei o banho de ervas
O barril em que tomei o banho de ervas

A sensação é a mesma de estar em uma sauna, já que a água é bem quente. Não senti nada enquanto estava imersa no banho, porém, comecei a sentir muita tontura assim que saí do barril. Para vocês terem noção, eu não consegui me vestir e fui do banheiro pro quarto enrolada na toalha e com o corpo super cansado, pedindo cama. Dormi igual a um bebê por oito horas seguidas, o que era raro nos meus dias na Ásia, principalmente em áreas como aquela, onde o canto dos galos te acorda às 5 da manhã.

Mãe da tribo Red Dao caminha com o filho pelo pequeno vilarejo
Mãe da tribo Red Dao caminha pelos arrozais com o filho nas costas
As crianças brincavam com milho quando me viram e pediram para que eu as fotografassem
As crianças brincavam com milho quando me viram e pediram para que eu as fotografasse
É comum vermos crianças cuidando dos animais e trabalhando com os pais nos arrozais
É comum vermos crianças cuidando dos animais e trabalhando com os pais nos arrozais

Na manhã seguinte, Hong me buscou na casa em que eu estava e me levou para um vilarejo chamado Lao Chai, do outro lado da montanha. Eu iria passar uma noite na casa de pessoas da tribo Black H´mong e teria contato com os costumes de um dos mais conhecidos grupos minoritários existentes em Sapa.

O vilarejo era bem mais agitado do que o anterior. Na casa em que fiquei, por exemplo, haviam outros quatro turistas, além da família que lá morava. A maioria dos moradores vive do turismo, seja recebendo turistas em suas casas ou guiando-os em trilhas pelas montanhas.

Na casa em que fiquei, a matriarca oferecia cursos de batik, a técnica de coloração e pintura em têxtil. No quintal funcionava uma pequena fábrica e na frente da casa, a lojinha onde eram vendidos os produtos produzidos pela família.

Máquina onde os fios de linho são entrelaçados
Matriarca ensina a técnica do batik aos turistas
Tecidos são tinturados…
….e depois expostos ao sol

Eu acabei esquecendo o nome de uma das irmãs que me levou para uma trilha de 4 horas nas montanhas. Como essa era a minha última semana na Ásia e eu já havia feito dezenas de trilhas, quase morri de cansaço com o sol a pino e o sobe e desce das ladeiras.

Caso decida visitar Sapa, prepare-se para explorar o local com os pés no chão. Programe-se para fazer trilhas, pois é muito mais divertido do que em motocicletas. E vale super a pena!

Apesar do cenário ser tão lindo quanto o do primeiro vilarejo em que fiquei, a enorme quantidade de turistas e a agressividade dos vendedores que, literalmente, te empurram os artesanatos, fez com que eu me decepcionasse um pouco com o local. Acho válido pesquisar os vilarejos onde a quantidade de turistas não é tão grande. Mas como o sudeste asiático é ainda um dos destinos mais baratos para visitarmos, vai ser cada vez mais difícil achar lugares ainda pouco explorados.

A quantidade de crianças nesse vilarejo era enorme
Algumas vezes elas irão te seguir, oferecendo produtos , ou melhor, implorando para que você compre algo. Sugiro que não compre nada, pois assim evitará que elas te sigam por todos os cantos e também que deixem de matar a aula para seguir os turistas
Menina estuda na porta de casa

Um bate e volta para conhecer Ha Long Bay 

Pra vocês terem uma noção do quão corridos eram os meus dias (só pra garantir que eu voltaria pra casa após ter visto todos os lugares que gostaria de ver), peguei um trem noturno de volta para Hanói às 9 da noite. Cheguei na capital por volta das 5 da manhã e, às 8 já estava em uma van que levaria para a cidade de Ha Long.

Foram quase 4 (!!!) horas de estrada com um grupo de turistas e depois um barco que nos levaria até a famosa baía onde ficam as enormes rochas no meio da água. O tempo não estava dos melhores, mas eu estava tão cansada de sol e com a pele tostada de tantas caminhadas sem protetor, que não me importei.

O local é mesmo lindo, mas já virou uma daquelas atrações turísticas que estão sempre lotadas de gente
Mesmo com o dia nublado, o cenário era lindo

Para visitar Ha Long Bay você tem duas opções: o passeio de um dia ou os cruzeiros nos quais você dorme no barco por dois ou três dias. Se você tiver tempo, ótimo. Mas, apesar de cansativo, acho que apenas algumas horinhas no local são suficientes.  É o tipo de lugar fotogênico, mas sem muito o que fazer.

O barco para em uma área onde podemos alugar caiaques ou essas jangadinha, guiadas por um dos nativos. Eu escolhi a segunda opção e o passeio deve ter durado uns 20 minutos

Ficamos na baía por mais ou menos umas duas horas e depois seguimos de volta para Hanói.

O passeio, que custa por volta de $30, inclui transfer do hotel até a cidade de Ha Long, almoço no barco e visita a uma caverna que fica em uma das ilhas

No meu último dia no Vietnã, pesquisei um bom restaurante na área em que estava hospedada e acabei indo no Green Tangerine, um restaurante francês-vietnamita suuuuper charmoso que fica ali no Old Quarter, onde tudo acontece.

Foi uma das melhores experiências gastronômicas da viagem. Escolhi um combinado de entrada + prato principal + salada por mais ou menos $25 e amei tudo que pedi! O local fica em uma casa colonial com pátio pavimentado e decoração que mistura toques orientais e europeus.

Lasanha de peixe ao molho de vinho branco. No topo, mousse de parmesão, frutas vermelhas e manjericão

Os pratos, apesar de bem mais caros do que o normal no Vietnã, são lindos e deliciosos…

Crepe de mousse de chocolate com lichia e caramelo

O Vietnã é, com certeza, um país com uma vasta riqueza cultural e que oferece uma infinidade de opções para quem deseja explora-lo. Apesar de ter sido o meu último destino na viagem e, por conta disso, estar bem cansada, consegui ver tudo que desejava ver e me encantei com as pessoas e os locais que conheci em Sapa e em Hanói. Eu tive muita sorte de ter cruzado apenas com pessoas do bem que fizeram com que a minha viagem fosse ainda mais especial.

Voltarei em breve, Vietnã!