Sobre abraços apertados, sorrisos largos e a alegria do povo no Camboja

A minha jornada na Ásia ainda não chegou ao fim. Mas esta é a última semana que passo aqui em Phnom Penh, trabalhando com as crianças. Daqui, sigo para o Vietnã, último país a ser visitado por mim em uma viagem que mudou completamente a minha forma de enxergar o mundo e as pessoas que dividem o seu espaço nele comigo. 

 

Pôr do sol em Kampot, Camboja
 
 
Monges em Kampot, Camboja
 
Na Tailândia eu me encantei com a hospitalidade do seu povo. Com a generosidade de gente disposta a te dar a mão, mesmo sem entender o que você precisa. Me encantei com a beleza irretocável dos lugares pelos quais passei.

No Camboja, me encanto todos os dias com o sorriso de um povo que sofreu (e ainda sofre) tanto, mas que não se deixa abater pelos acontecimentos do passado e pela pobreza que ainda toma conta do país. Gente que carrega um sorriso largo enquanto trabalha horas a fio para ganhar em um mês o que muitos de nós gastamos em uma refeição. 

Trabalhador em um arrozal , Kampot, Cambodia
 
Pescadores em Kampot, Camboja
 

Salinas (produção de sal marinho) em Kampot, Camboja

 Aqui, todas as crianças te cumprimentam com um “Hello!” bem alto e cheio de vida, seguido pelo sorriso gostoso de quem ainda não perdeu a inocência. Nas áreas rurais, perdi as contas de quantos pequeninos acenaram para mim cada vez que passava por elas em um tuk tuk ou montada em uma motocicleta, enquanto elas me seguiam em suas bicicletas ou caminhavam descalças pelas estradas de terra num sol de 40 graus.  

Kampot, Camboja
 
 
Kampot, Camboja
 
Caminhar pelas ruas de Phnom Penh pela primeira vez foi como receber um soco no estômago. Eu já visitei lugares pobres no Brasil, sou nordestina e sei bem da triste realidade do nosso sertão. Sou bem informada quanto aos problemas que o nosso mundo enfrenta. Ainda assim, me surpreendo com a realidade aqui em Phnom Pehn e em cidades vizinhas, as quais visitei no último final de semana. 

 

Phnom Penh, Camboja
 
Não há coleta de lixo na maior parte dos lugares, as casas e ruas são repletas de entulhos por todos os cantos. Crianças brincam em valas abertas, descalças, peladas. Não há bairros de luxo. Há algumas casas de luxo rodeadas por barracos. Há carros de luxo dividindo o tráfego com milhares de motocicletas caindo aos pedaços, carregando 3, 4 pessoas. E as crianças sorriem, os adultos sorriem. 

Kampot, Camboja
  
Kep, Camboja
 

Não encontrei ao menos uma pessoa que se lamentou pela vida que leva. O povo Khmer tem orgulho do seu país, mesmo com todos os problemas que eles enfrentam. São pessoas incapazes de reclamar da pobreza que os assola, e, ao invés de lamentos, compartilham alegria. 

Na instituição de acolhimento onde realizo o trabalho voluntário falta tudo. Mas sobra amor. Sobram sorrisos com dentes falhos, abraços apertados apesar dos finos braços e apertos de mão capazes de reenergizar a nossa alma. 

Sobram crianças cheias de energia e vida, como Sopheap, esse menino lindo que na foto abaixo toca a minha orelha. Ele é cego dos dois olhos e essa é a sua forma de reconhecer quem o abraça. O irmão gêmeo de Sopheap,  Sambo, é cego de um dos olhos. Os dois foram abandonados ainda bebês. 

Sopheap toca a minha orelha e em seguida me abraça bem forte
 
 
Com Rayot, o mascote da turma que tenho cuidado
 

Eu tenho mais do que preciso. E muitas vezes reclamo. Mas muito em mim tem mudado a cada dia que vejo aquelas crianças. Já não me importo em fazer xixi de cócoras, em limpar baba e cocô incontáveis vezes e nem com o cheiro de xixi impregnado nos colchonetes em que deito para brincar com as crianças. Talvez seja mesmo verdade que a gente se acostume a tudo… 

Ainda me choco ao descobrir a história de cada uma das crianças. E reconheço que ocupo um lugar de sorte no mundo. Eu tive tantas oportunidades na vida, tanto amor me foi dado e eu mais do que nunca sou grata pela vida que me foi proporcionada. 

Em menos de uma semana me despeço do Camboja e dessas crianças lindas. Levarei comigo a imagem de um povo alegre e as lembranças de um período de intenso aprendizado, onde reafirmei a minha teoria de que uma mão solidária pode não mudar o mundo, mas se ela mudar o mundo de alguém, já é um lindo começo. 

Apesar de não ser tão religiosa quanto a minha família, tenho as minhas crenças. A minha fé na humanidade e no poder do amor é grande. E como um dia disse Madre Teresa de Calcutá, “a falta de amor é a maior de todas as pobrezas”.

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Tailândia: o paraíso é aqui 

Viajei pela Tailândia por quase três semanas. Passei por Bangkok, Ayutthaya, Chiang Mai, Pai e Koh Samui. Na capital, Bangkok, onde a disparidade entre os ricos e pobres é maior, descobri que os mais pobres (e com menos dentes) sorriam mais. E que um pedido de desculpas pode ser feito com uma caixa de nuggets, por um garçom que não quer desapontar um novo cliente. 

  

Bangkok
 
Wat Pho Temple em Bangkok
 
 
Temple of The Emerald Buddha , Bangkok
 
  
Chatuchak Market, um dos maiores em Bangkok. Funciona nos finais de semana

 
Chatuchack Market , Bangkok
 
 
Tuk tuk, um dos meios de transporte mais usados no sudeste asiático
 
 
Drinks e comida boa no bar Tuba, Bangkok
 
Aprendi que atravessar a rua me dava mais frio na barriga do que me perder em um local aonde poucos me entendiam. E aprendi, também, que se quem tem boca não for a Roma, vai ao menos se virar na Ásia. 

Aprendi que dizer não para alguém que te dá até 70% de desconto só para não perder a compra é uma missão quase impossível. Aqui, não vi pedintes nas ruas. Mas todo mundo tem algo a vender, mesmo que você seja o responsável por definir o valor do produto.  

O comércio se divide entre lojas de artesanatos, casas de massagens, conveniências da rede 7/11, bares e só. Multiplique as casas de massagens por 100 a cada quarteirão. 
 

Massagens a $8 /hora
 

Em Ayutthaya, a uma hora e meia de trem de Bangkok, encontrei um motorista de Tuk Tuk (carrinhos bem pequenos usados como taxi em muitos países da Ásia) que quase não falava inglês, mas perguntou a minha nacionalidade e me entregou um caderninho onde clientes de diversas nacionalidades haviam pontuado o seu serviço. Os asiáticos também são bons em marketing. 

 

Trem Bangkok – Ayutthaya
 
 
Wat Yai Chaimongkon, templo em Ayutthaya
 
 
Templo em Ayutthaya

 
Wat Phra Mahathat , Ayutthaya
 

Fiquei apenas algumas horas em Ayutthaya. Um dia/tarde foi suficiente para conhecer todos os templos. No outro dia, peguei um trem em Bangkok e enfrentei doze horas de estrada até Chiang Mai, uma cidade onde o turismo é visto de forma mais concentrada do que na capital, por ser menor e com o comércio liderado por imigrantes europeus, australianos e americanos. 

 

Trem de Bangkok para Chiang Mai, 12 horas $35
 
 
Templo em Chiang Mai
 
  
Art in Paradise, Museu 3D em Chiang Mai

  
Em Chiang Mai eu vivi uma das melhores experiências da minha vida, quando ao invés de escolher o tour preferido pela maioria dos turistas, convenci os guias a me apresentarem a verdadeira cultura local por um tempo maior do que o de um dia sugerido no programa deles. E me joguei em uma aventura de três dias de trilhas no meio da floresta, dormindo em barracos de madeira usadas pelos trabalhadores dos arrozais, visitando fazendas que produzem grande parte dos produtos consumidos pelos moradores e fui até acolhida por um casal de lavradores que não tinha muito, mas que me preparou um dos melhores jantares que eu já tive: sopa de bambu, frango ao curry e arroz. 

 

Jantar com o s moradores que me receberam por uma noite no pequeno vilarejo
 
Tenho muitas fotos dos três dias na floresta e resolvi que contarei tudo em um post separado. Dessa forma esse aqui não fica tão longo e pesado com fotos. 

Amphoe Chom Tong, uma das muitas cachoeiras que tive a chance de ver durante as trilhas

Por sinal, eu que não era fã de curry aprendi que na hora da fome, a gente deve exigir do nosso estômago um pouco menos de frescura. 

Sopa com legumes durante o almoço à beira da cachoeira

As trilhas não foram fáceis. No primeiro dia, ao atingirmos o topo de uma das montanhas, um dos guias desmaiou. Talvez por não ter se alimentado direito. No segundo – e mais intenso dia – foram 20km de subidas e descidas em mata fechada. Se você acha que subir uma montanha é difícil é porque nunca teve que descê-la quando a terra estava molhada. 

Pensei em desistir assim que levei o primeiro tombo e resolvi me proteger apoiando as mãos em um tronco cheio de formigas vermelhas. As coceiras – de picadas de mosquito, formiga, calor – incomodam mais do que o cansaço. Mas as paisagens e o cheiro da natureza fazem tudo isso e muitos outros empecilhos desaparecerem. É incrível a capacidade que o nosso corpo tem de se adaptar a ambientes diferentes…
No terceiro dia de trilha eu já nem fixava o meu olhar no chão, como fazia nas primeiras horas, morrendo de medo de encontrar uma cobra. 

  
Mesmo com todo o desconforto de ter que fazer xixi e cocô no meio do mato, comer comidas estranhas, acordar no meio da noite com uma aranha tentando subir na minha perna, cair, me arranhar, ter dores na ponta dos dedos do pé de tanto descer ladeiras íngremes, ter dores no quadril após caminhar por 8 horas (com paradas para banheiro e comida), nunca irei esquecer a sensação de ver o pôr do sol sentada em um barraco no meio de um arrozal, ouvindo apenas o canto dos pássaros e o barulho dos girinos. 

Apreciando a natureza em uma barraca usada pelos trabalhadores dos arrozais

Três horas após começarmos a trilha eu disse a Tom, o guia tailandês de 23 anos, que estava com fome, e ele me entregou um pacote de noodles, ou miojo como chamamos no Brasil. Sem entender como eu comeria aquele pacote de miojo sem ter uma panela e muito menos um fogão, Tom logo me mostrou que eles comem o mesmo cru, como tira-gosto. E eu comi com a mesma felicidade com a qual comeria uma coxinha. 

Em Chiang Mai também realizei um dos meus sonhos: ter contato direto com elefantes. Gastei horas pesquisando sobre locais confiáveis, onde os elefantes são bem tratados e não apenas usados como forma de arrecadação de dinheiro. Não queria vê-los sendo mal tratados. E a experiência foi literalmente emocionante.

 

Dando banho nos elefantes

Também contarei tudo em um post separado. Porque os elefantes merecem um espaço só pra eles! E porque a minha wifi está péssima! 

Apesar de terem as suas peculiaridades, as cidades turísticas na Tailândia seguem o mesmo padrão. Algumas, como Pai, recebem um maior número de australianos e europeus. 

O meu último destino no país foi a ilha de Koh Samui. Peguei um voo em Chiang Mai e segui para o paraíso em busca de sol e banhos de mar. Foram quatro dias em um lugar que, se não for o paraíso, fica bem pertinho dele. 

 

Crystal Beach, Koh Samui
 
  
Paraíso!!
 

Anthong National Marine Park

  
 

A Tailândia é o tipo de destino que te surpreende a cada dia. E se você tiver tempo e disposição, consegue, em uma só viagem, desfrutar de diversos tipos de turismo. Sol e praia, Aventura, Metrópole… 

Os Tailandeses me conquistaram. Eles são especiais. É um povo que está sempre de alto astral e bem receptivo. Te cumprimentam mesmo sem te conhecer e são, na maioria das vezes, solicitos e muito humildes. Claro que é preciso estar atento com aqueles que tentam se aproveitar da distração do turista. É preciso manter os olhos bem abertos e não vacilar com os pertences. E para que o turista esteja sempre atento, há avisos do tipo em vários pontos turísticos. 

Hoje sigo para o Camboja, onde iniciarei as duas semanas de trabalho voluntário. Eu tenho milhares de fotos para postar, histórias para contar… Mas a internet é bem lenta e fico à mercê do pouco tempo que passo nos hotéis para poder postar aqui no blog. 

Irei dividir o meu roteiro nesses quase vinte dias no país de forma mais organizada e postarei assim que tiver a chance.

🙂 

Como Planejar um Intercâmbio

Desde que criei o blog recebo ao menos uma mensagem por dia aqui nos comentários, na página do blog no Facebook ou e-mails de pessoas que desejam fazer um intercâmbio, mas que não sabem por onde começar a pesquisa e como planejar a viagem. Então, para tirar as dúvidas de quem tá morrendo de vontade de colocar a mochila nas costas e sair para explorar um outro país, hoje vou fazer um post completo com todo o meu processo antes de chegar ao Canadá e as dicas mais importantes para você aproveite ao máximo a experiência de estudar fora.  Vamos lá… 


Defina as suas metas e depois o destino

primeiro passo para quem deseja fazer um intercâmbio é definir quais são as metas a serem alcançadas no outro país. Você quer ir apenas para aprender uma outra língua? Você também deseja trabalhar? Pretende fazer um outro curso além do de idiomas? 

O objetivo do seu intercâmbio vai influenciar muito na escolha do destino. Isso porque nem sempre aquela cidade que você sonhava morar vai ser a melhor opção quando você colocar as suas metas na balança.  

Escolha uma agência confiável

Leia bastante, pesquise e não tenha vergonha de fazer mil perguntas
 

Após definir o objetivo da sua viagem, procure uma agência que tenha boas referências. 

Quando eu decidi fazer um intercâmbio, ainda não havia escolhido o país no qual eu iria morar. Visitei dezenas de agências em Salvador e até que numa dessas minhas visitas, eu conheci a Thais Pinheiro, que atualmente é Diretora da ETC Intercâmbio Salvador localizada na capital baiana e em outras três capitais brasileiras: Belo Horizonte, São Paulo e Vitória (ES). 

A Thais foi uma fada madrinha em todo o meu processo de intercâmbio. Foi ela quem me convenceu de que Toronto seria uma ótima opção, pois ela já havia morado aqui. E eu tenho certeza que não poderia ter escolhido um lugar melhor e mais a minha cara do que Toronto. Obrigada, Thais!

 

Thais, diretora da ETC Intercâmbio
 

Ela tirou todas as minhas dúvidas e sempre foi super paciente. É por isso que criar uma relação de confiança com a pessoa que está organizando o seu processo de intercâmbio é fundamental. Eu enviava uma média de cinco e-mails semanais para a Thais e ela me ajudou bastante mesmo quando eu já havia chegado aqui em Toronto. 

ETC Intercâmbio existe desde 2006 e não só a Thais, mas toda a equipe da agência sabe muuuuuito sobre intercâmbio. A agência irá te apresentar diversos orçamentos para escolas diferentes e dará todas as informações necessárias. 

Quanto custa?

Os custos de um intercâmbio para quem vai estudar uma outra língua incluem: curso de idiomas + seguro de saúde obrigatório + taxas da escola e da agência + taxas do visto + acomodação + passagem aérea. Ufa! Não vou listar cada valor, pois eu fiz tudo isso há três anos e os preços já mudaram. Esses são os gastos que você terá antes de sair do Brasil e a forma de pagamento pode variar de parcelamento no boleto, cheque, cartão ou à vista. 

Por conta dos altos custos e da demora em algumas etapas como marcar entrevistas para vistos (quando necessário), consultas médicas e reunir toda a documentação, eu sempre aconselho as pessoas a planejarem um intercâmbio com no mínimo 6 meses de antecedência, mas hoje é possível programar seu intercâmbio com 1 ano de antecedência, assim aqueles que não puderem pagar à vista podem começar a parcelar bem antes e viajar com tudo quitado. Dessa forma você  acaba pagando menos (levando em consideração que os valores e a moeda estrangeira podem subir) e evita algumas dores de cabeça. Já pensou se o visto for negado? Com antecedência, dá para reaplicar ou tentar uma outra alternativa. 

É importante também verificar os bancos disponíveis no seu destino. E se você for receber dinheiro dos seus familiares enquanto estiver viajando, pesquise qual é a melhor opção. Eu coloquei o meu dinheiro em um cartão de crédito pré-pago. 

Se você deseja cursar um College ou Universidade no Canadá, os valores serão outros e o planejamento é ainda maior. 

Moradia 

 

Peça referências sobre o bairro, proximidade dos meios de transporte públicos e segurança
 

A agência vai te dar a opção de um mês ou o período completo de acomodação na casa de uma família, chamado de homestayVocê tem direito a um quarto – algumas vezes compartilhado com outro estudante – , e as refeições podem ser duas ou três, vai depender da sua escolha. Pode ser que você tenha problemas com a família. Eu tive muita sorte! Mas tenho vários amigos que passaram por situações inusitadas. Caso algo desagradável aconteça, você tem o direito de ir para outra homestay. A agência de intercâmbio vai te passar todas essas informações e a escola vai te encaminhar para uma outra casa depois de analisar a sua reclamação. Se você escolher ficar na homestay por um mês, após esse período terá que achar um apartamento para dividir com outras pessoas. 

Eu sempre sugiro que a pessoa venha com dois meses de homestay pagos, porque um mês passa muito rápido e achar um lugar para morar não é tão fácil quanto parece. Eu quase surtei e só achei outro lugar uns três dias antes do meu contrato com a homestay acabar. 

Se você tiver algum conhecido no país de destino, peça ajuda na hora de achar sites confiáveis para buscar por moradia. 

Uma dica importante: evite morar com outros brasileiros logo no início do seu intercâmbio. É um erro muito comum dos estudantes. Você vai acabar falando português o tempo inteiro e, como consequência, o seu nível de inglês não vai melhorar tão rápido. Não tenha medo ou receio de dividir casa com pessoas de outras nacionalidades, lembre-se que fazer intercâmbio é também conhecer mais sobre outras culturas e aprender a respeitar as diferenças. E tenha paciência. 

Depois da parte burocrática, é hora de arrumar as malas 

Você já escolheu o seu destino, já achou uma agência de confiança, resolveu a parte burocrática de vistos, exames médicos e pagamentos, agora é hora de passar horas e horas sonhando acordado e ….arrumar as malas! Eu comecei a arrumar as minhas malas um mês antes do meu embarque. Trouxe duas, já que eu ficaria por um ano. Fiz várias pesquisas sobre o clima de Toronto e descobri que aqui fazia muuuuito calor durante o verão, então eu já vim preparada. Não deixe de trazer os remédios que você está acostumado a tomar. Lembre-se de estar com a receita em mãos na hora da viagem, caso você esteja portando remédios controlados. 

Não caia na besteira de levar pouquíssimas roupas para comprar tudo quando chegar lá. Traga roupas suficientes para não precisar se preocupar em gastar. Economize a grana para fazer viagens nos finais de semana e explorar ao máximo cada cantinho da cidade em que estiver morando.

Além das roupas, sapatos e remédios essenciais, não esqueça de levar na mala três peças de independência, dois pares de coragem e muita, muita curiosidade. Vale lembrar que os seguintes itens não são permitidos pela alfândega: preconceito, intolerância e o desrespeito ao próximo. Ah, frescuras só se forem doses pequenas, porque você vai acabar deixando-as para trás.

Seja bem-vinda, Primavera 

Gente, como assim eu postei mais cedo no blog e esqueci de mencionar um detalhe importantíssimo? Hoje começa a primavera no hemisfério norte! Aeeeeeeee!!! Finalmente, depois de dias frios que mais pareciam intermináveis, a estação das flores chegou. Pode até não tá tão quente, mas eu já cheguei num ponto em que qualquer coisa acima de 0 graus já é digno de comemoração. 

O início da primavera é também quando ocorre o equinócio (lembram das aulas de Geografia?) e os dois hemisférios posicionam-se igualmente em relação ao sol, recebendo a mesma quantidade de luz. Com isso o dia e a noite têm a mesma duração. 

Bom, deixando essa aula sobre equinócio de lado, porque eu bem sei que vocês não devem tá muito interessados nisso, vamos ao que interessa: hoje temos 4 graus, isso mesmo, QUATRO graus positivos. Tirei uma foto agorinha, às 6:30 da noite para mostrar como os dias já começam a ficar mais longos. 



A primavera já chegou linda



O lago Ontario está descongelando

Foi um presente para a minha pessoa ir caminhar na orla e ver esse dia lindo quando voltava do College, depois de uma aula chatérrima de contabilidade. Agora, dá licença que eu vou ali tomar uns drinks porque eu acabei de decidir que mereço relaxar um pouquinho. 

Beijocas 🙂 

Celebre o St. Patrick’s Day em Toronto 

O ano mal começou e está voando! Prova disso é que já estamos em março, o inverno já está acabando e o St. Patrick’s Day já está chegando! Para quem não sabe do que se trata, no ano passado escrevi um post explicando toda a história da tradição irlandesa que também é celebrada aqui em Toronto.

Se você está por aqui, pegue tudo que tiver a cor verde no seu armário e já deixe pronto para o fim de semana, afinal, essa é a cor do santo padroeiro da Irlanda. 



St. Patrick’s Day em 2013


Assim como no Halloween, por aqui o pessoal entra mesmo no clima da festa. Prepare-se para ver as figuras mais exóticas e engraçadas e entre na tradição. 



Foto: Pinterest

Como não é feriado na cidade, muitos celebram a data no sábado. O ponto alto da festa é a cerveja verde, servida pela maioria dos locais.

Foto: Visual Photo

Os bares e pubs da cidade, principalmente os Irish Pubs, que por sinal são muitos, já divulgaram a programação de festas que começam no final da semana e só terminam na terça-feira (17/03), data em que o São Patrício é celebrado.

Foto: Toronto Observer
Foto: Toronto Observer

No domingo (15/03) ao meio-dia acontece a tradicional St. Patrick’s Parade. O desfile sai do Varsity Stadium, na Bloor Street bem próximo a St George Station e segue para a Nathan Philips Square,  no centro da cidade.  Os organizadores do evento sugerem que o público leve um kg de alimento não perecível, que depois será doado a uma instituição filantrópica. Apesar de não ser obrigatório, o gesto é uma ótima oportunidade de unir diversão com fazer o bem ao próximo! 🙂

Onde comemorar: 

A festa no Madison Pub começa no sábado. Porém, a grande comemoração acontece na terça, quando o famoso pub abre para os festejos a partir das 11 da manhã.  O local é um dos preferidos dos estudantes internacionais e fica lotado durante os festejos. CAD$25 cada dia. 

Grace O’Malley’s promove a festa St Patricks Day Extravaganza na terça-feira (17) a partir do meio dia. Assim como o Madison, o bar irlandês fica sempre cheio. CAD$20.

Irish Embassy Pub é o bar irlandês mais famoso de Toronto. Portanto, a festa rola durante todo o final de semana e também na terça-feira. Sugiro chegar cedo para não enfrentar filas enormes. O local oferece música ao vivo e abrirá das 11am às 2am. Valores não informados.

Do mesmo grupo que gerencia o Irish Embassy, o P. J. O’Brien também celebra a tradição de sábado a domingo. Os dois locais vão oferecer apresentações de danças típicas irlandesas. Valores não informados.

A cervejaria Steam Whistle já parece celebrar o St. Patrick’s Day durante o ano inteiro, com suas latinhas verdes bem chamativas. Neste sábado eles organizam uma festa super badalada a partir das 13h. Tickets CAD$20.  No domingo às 10:30am acontece a tradicional Achilles St. Patrick’s Day 5K Run/Walk, uma corrida de rua que ocorre há 16 anos com a finalidade de arrecadar fundos para a ONG Achilles Canada. A largada será em frente à cervejaria. Valor CAD$ 50.

House Party

Uma ótima opção para quem não quer enfrentar filas e gastar muito dinheiro, mas ainda quer reunir os amigos e comemorar a data é organizar uma house party!

Foto: Pinterest

Vá até a Dollarama mais próxima, gaste pouco e compre muitos apetrechos para decorar e distribuir pros amigos.

Foto: Pinterest

Teste receitinhas com ingredientes verdes e use corante para colorir aperitivos simples como pipoca, cupcakes, patês!  Use a sua criatividade!

🙂

O inverno já está se despedindo

Quem leu o meu post sobre aplicativos úteis em Toronto há algum tempo sabe que a primeira coisa que faço quando acordo é checar a temperatura lá fora. E olha só que maravilha:



O inverno tá se despedindo!!! Para quem mora no calor de 40 graus do Brasil vai achar que é loucura comemorar quando a temperatura está negativa, mas acreditem: depois de um tempo, você se acostuma com o frio e começa a sentir calor mesmo com temperaturas baixas como a de hoje. Óbvio que não saio na rua e começo a suar, mas os casacões de inverno já estão guardados e caminhar do lado de fora já é bem mais prazeroso. 

A primavera chega em 8 dias (ebaaaa!) e eu mal posso esperar por dias quentinhos, cidade florida e as botas de volta ao armário. 

Para quem me pergunta, o inverno em Toronto é rigoroso sim, mas é também inconstante. Temos dias de temperaturas baixíssimas e outros em que o frio está mais ameno.  Mas como você vive, Aritta? Alguns perguntam. Gente, tendo a roupa certa, eu não deixo de fazer nada aqui. Continuo saindo para me divertir,  vou para a academia, acordo às 4 da manhã num frio de -20 pra trabalhar e, apesar de não ser a minha estação favorita, eu acho o inverno lindo. 

Ah, super importante: muita gente se preocupa com os casacos e esquece dos pés. Não dá para usar qualquer bota no inverno daqui. Na hora de comprar, verifique se é a prova d’água, se é antiderrapante e, claro, confortável. Dias atrás inventei de colocar a minha botinha de outono para sair e levei o maior tombo no meio da rua. O Nik ia andando na minha frente e quando virou eu estava espatifada no chão, imóvel. Hahaha 



Camada fina de gelo conhecida como black ice


Existe algo chamado black ice ou clear ice que é um dos vilões do inverno. Trata-se da camada bem fina de gelo que se forma nas calçadas e no asfalto e que escorrega demais se você não estiver calçando uma bota antiderrapante. Apesar de transparente, essa camada é geralmente chamada de gelo preto pois é quase imperceptível no solo. Por isso a gente escorrega! 

Um bom dia e uma ótima quinta para todos! 

🙂 

Feliz Aniversário, Toronto! 

Confesso que eu não sabia que hoje a cidade completa 181 anos, até porque não é feriado. Mas, o meu amigo Mateus (thanks Teu) postou uma foto hoje cedo em homenagem ao aniversário da cidade, e eu resolvi fazer também a minha homenagem a esse lugar tão lindo que há quase 3 anos se tornou a minha casa.  

Toronto, a maior cidade do Canadá, possui aproximadamente 2,8 milhões de habitantes, sendo quase metade da população (49.9%) imigrantes. São cerca de 140 línguas diferentes faladas todos os dias na metrópole que também é o centro financeiro do país e possui uma das economias mais diversificadas da América do Norte. 

Em 2014 a polícia reportou 57 homicícios, mantendo a média que desde 2010 não passa de 63 casos. 

Por esses e tantos outros motivos, em 2015 Toronto foi escolhida pelo The Economist a melhor cidade do mundo para se viver. 

A cidade não só acolhe os imigrantes, como oferece infraestrutura, segurança e oportunidades. E para mostrar como Toronto fica linda em qualquer estação do ano, eu resolvi postar fotos da cidade em diferentes épocas! 



Foto tirada no verão de 2012 na Toronto Island

Verão de 2012 foto tirada durante um passeio de barco

High Park primavera de 2013



Toronto primavera de 2013


Toronto outono de 2014


Maple Leaves lindas durante o outono

Verão 2014 na Woodbine Beach

Verão 2014 Toronto Island

Sugar Beach verão 2013

Verão 2014 downtown Toronto



Inverno de 2013/2014

Flatiron inverno 2015


Sugar Beach inverno 2015




Yorkville inverno 2015


Humber Bay bridge inverno 2015


Feliz Aniversário, Toronto! Obrigada por tratar os seus moradores tão bem.  Sou muito feliz por ter a oportunidade de viver em uma cidade fantástica como esta!! 

🙂