Ah, Canadá!

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O mundo precisa de mais Canadá – foto tirada na Indigo bookstore do Eaton Centre.
Ontem li uma matéria no Globo.com sobre a vida dos imigrantes no Canadá. Segue o link para quem ainda não viu. Não concordo com tudo, mas cada imigrante tem uma visão e experiência diferente. Porém, concordo com a ideia principal da matéria, que é mostrar que o país nos recebe de braços abertos.

Uma ótima terça a todos!
🙂

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Que o seu dia seja maravilhoso também!

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Eu pego o ônibus das 4:33 da manhã para ir para o trabalho. E, todos os dias, quando chego ao meu destino, o motorista me deseja um “Wonderful day!” (dia maravilhoso). Certa vez eu respondi somente um “Obrigada, tenha um bom dia você também” e ele falou: “Ei, meu dia não vai ser bom não, vou ter um dia MARAVILHOSO”.
Pode parecer bobagem, mas isso faz uma diferença enorme! Ele fala de um jeito tão entusiasmado e, mesmo quando estou morrendo de sono, faço questão de falar com a mesma empolgação com a qual ele fala.
Eu não sei o nome dele, não sei onde ele mora e nem se o dia dele vai ser realmente maravilhoso. Mas a educação com a qual ele trata todos os passageiros é de se admirar.
Não importa se você sabe muito sobre a pessoa ou se esta é a primeira vez que você a encontra, ter uma atitude positiva vai fazer com que, de alguma forma, o dia dela seja um pouco melhor.
Se o meu dia será maravilhoso, isso eu ainda não sei, mas o que eu sei é que ele já começou desta forma, às 4:55 da manhã, quando cheguei ao meu destino.

🙂

Ainda sobre Montreal: as cores, os sabores e a cultura da charmosa cidade canadense

No post anterior eu não consegui dar todas as dicas sobre Montreal porque o texto já estava gigante. Mas a cidade é tão linda e tem tanta coisa bacana pra fazer que merece um segundo post!
Uma das coisas que mais chamam a atenção em Montreal é que você vai ver arte em quase todas as ruas pelas quais irá passar. Eu adoro grafite e fotografei dezenas de muros enquanto estava por lá.
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Fotografei o artista mas acabei não pegando o nome dele.. 😦

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Lindo, né?

Andar pela rua Sainte-Catherine é obrigatório durante a visita à Montreal. A rua fica no centro da cidade e é a principal área comercial, com lojas, bares e restaurantes.

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Na mesma rua fica o Place des Arts , um complexo cultural composto por cinco salões onde ocorrem apresentações, shows e exposições.

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Após caminharmos o dia inteiro pela rua Sainte-Catherine, Flor e eu decidimos conhecer uma sorveteria indicada pela minha amiga Gabi! O local se chama Les Givrès e fica na Saint-Denis. Se você ama sorvete como eu amo, deve ir nesse lugar.
A experiência gastronômica já começa antes mesmo de você entrar na sorveteria. O cheiro que vem de lá de dentro desperta a curiosidade – e a fome – até dos que não são loucos pela iguaria. É que eles preparam os cones lá mesmo! Ai gente, é bom demais!!! E o cardápio vai além da tradicional bola de sorvete no cone, o que complicou ainda mais a minha situação. Eram tantas opções tentadoras que eu acabei optando por uma das combinações de degustação para dois (mas foi só pra
mim mesma! Hahaha).

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Flor escolhendo o sabor

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Essa última foto não ficou boa, até porque eu super cara de pau fui na mesa vizinha pedir para tirar! Mas olhem o capricho da sobremesa!

Para quem não sabe, a cena noturna de Montreal é super famosa. A cidade é considerada uma das melhores para a curtição por aqueles que gostam de uma boa balada. E neste verão ficou ainda melhor, já que o prefeito decidiu prolongar a last call (horário em que param de servir álcool) para às 5:30 am. O horário normal é às 3 am, uma hora a mais do que em Toronto.
Eu e a Flor estávamos super afim de curtir o dia, explorar a cidade, andar bastante. Então acabei não indo para os grandes clubs.
Na noite de sábado escolhemos dois barzinhos para jantar e drinks. O primeiro foi o Cinko, que além de uma decoração bem moderna tem o preço fixo de $5 para qualquer prato. Adoramos!
Pedi os tacos de peixe e a flor escolheu um wrap vegetariano. Estava uma delícia. Também pedi uma sangria, que deixou a desejar no tamanho (hahaha eu só gosto quando a taça é grande), mas cumpriu direitinho o seu papel no quesito sabor!

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Adorei a decoração

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Sangria!

Depois de comermos no Cinko, seguimos para o pub La Distillerie, que não serve comida mas é super famoso pelos drinks exóticos.
São três unidades em Montreal (fomos na unidade 1) e todas estão sempre lotadas! Esperamos uns 40 minutos na fila e me surpreendi com o ambiente. O bar é meio escuro e a decoração é bem simples. Os bartenders foram super atenciosos e a nossa bebida chegou rapidinho. Eles mudam o cardápio a cada 3 ou 4 meses, por isso não se surpreenda se você for pedir algo e não achar o item no menu. A Flor escolheu o Le Patriote (vodca, rum, licor de laranja, suco de limão e sprite) e eu escolhi o Nostalgie (vodca, morango, blueberry, amora, licor de ervas, suco de limão e sprite).

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O local era bem escuro e eu tirei as fotos com o celular, por isso a qualidade ruim!
Como eu disse antes, fomos para Montreal para aproveitarmos bastante o dia, então saímos de lá bêbadas direto pro hotel! Mas, se você estiver afim de curtir uma boa balada, são várias as opções. No ano passado eu fui na Velvet e amei! Outras opções são: New City Gas, Blvd44, Muzique e para quem procura uma balada gay Apollon. Pros que aguentam até o dia amanhecer, Montreal também tem os famosos afterhours clubs, e o Stereo Nightclub é considerado um dos melhores da América do Norte. A casa funciona às sextas e sábados até as 10 am. Passamos pela porta do local por volta das 11:30 da manhã e vimos algumas pessoas deixando a festa. Haja pique, hein?
Na manhã de domingo decidimos conhecer o Marché Jean-Talon, o mercadão de Montreal, tipo o Mercado Municipal de São Paulo ou o Ver-o-Peso de Belém. Eu adoro visitar os mercadões sempre que estou em uma nova cidade. Acredito que é a melhor forma de conhecer a gastronomia local, com suas frutas e verduras exóticas, produtos orgânicos produzidos em fazendas da região, tudo tão lindo e colorido. É uma experiência fantástica!
Reserve uma manhã para ir ao Jean-Talon. Vá sem tomar café da manhã e prove das frutas frescas oferecidas pelos vendedores…

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O local está sempre cheio

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Frutas frescas e bem docinhas

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Apaixone-se pelas cores…

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Surpreenda-se com coisas exóticas…

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Frutos do mar

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Quando a fome bater (isso se você não tiver provado muitas frutas), coma um crepe na Crêperie du Marché e apaixone-se ainda mais pelo lugar. O local é super famoso na cidade e todos os crepes são feitos de massa sem glúten.

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Mas, se você não estiver com vontade de comer crepe, também vai achar outros locais que vendem sanduíches, comida indiana, árabe, entre outras.

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E, caso tenha provado muitas frutas e não esteja com fome, você pode ir a uma das lojinhas que vendem queijos, geléias e outras iguarias, comprar algumas coisinhas gostosas e seguir para um dos parques da cidade.

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Piqueniques são sempre uma ótima opção para os dias de verão em cidades com parques lindos como Montreal.
Finalizamos a nossa visita com picolés de sobremesa. A dieta mandou lembranças, né?

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Na mesma noite, depois desse tour gastronômico pelo Jean-Talón, descobrimos, por um acaso, a doceria Cacao 70, que possui duas unidades em Montreal e uma em Ottawa (sorte minha que ainda não abriu em Toronto!! Hahaha). A princípio o plano era voltar na Juliette et Chocolat, a que eu comentei no outro post. Mas lá estava muito cheio e decidimos tentar a filial, na rua St Catherine. E foi no meio do caminho que achamos a Cacao 70. Uma ótima surpresa, por sinal. A nossa janta acabou sendo somente a sobremesa.

Escolhi o fondue e a Flor a cheesecake. Se vocês derem uma olhada no site deles vão babar com o menu. Pizzas, crepes, sorvetes… Overdose de chocolate!

Detalhe: a boca suja de chocolate! Hahaha

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Cheesecake da Flor

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Reservamos o último dia, segunda-feira, para irmos ao Parc du Mont-Royal, uma das atrações turísticas mais famosas da cidade, que fica no topo de uma montanha, com uma vista privilegiada de Montreal.
O parque foi projetado por Frederik Law Olmsted, o mesmo responsável pelo projeto do Central Park, em Nova Iorque.
O acesso ao parque é feito através da estacão de metrô Mont-Royal. Assim que descer na estação, pegue o ônibus de número 11 e desça quando chegar no topo da montanha.
Se eu pudesse, visitaria este parque todo ano durante o outono. Esta é, sem dúvida alguma, a melhor estação para visitá-lo. Eu fiquei encantada com as cores das árvores! Parece pintura, sabe?

Olhem que lindo estava o parque quando fui no outono

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A vista da cidade

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E aqui termina o meu post sobre essa cidade que eu amo! Se você estiver vindo para o Canadá ou se já está por aqui e ainda não foi à Montreal, inclua a cidade no seu roteiro e explore ao máximo tudo de bom que você vai encontrar por lá: arte, gastronomia, cultura, paisagens lindas e muito mais!

Au revoir Montréal
😊

Montreal: como não se apaixonar?

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De antemão eu já queria avisar que vou escrever dois posts sobre Montreal. Primeiro porque eu descobri lugares fantásticos e quero muito dividir com vocês; segundo, porque fui duas vezes em épocas distintas e os cenários mudam muito; terceiro, porque quem me conhece sabe que tirei milhares de fotos e passei a maior parte do tempo explorando ao máximo cada cantinho da cidade pra poder depois contar aqui! Então, vamos lá…
Montreal, localizada na província de Quebec, fica a mais ou menos 550km de Toronto. Digo mais ou menos porque achei diversas informações diferentes. A língua oficial é o francês, mas ao contrário do que muitos dizem, nunca fui tratada com grosseria só porque estava falando em inglês.
Visitei Montreal pela primeira vez em outubro do ano passado, quando a minha irmã Alessandra veio passar um mês em Toronto. Alê é do tipo que programa tudo com antecedência, faz listas dos locais que devemos visitar, pesquisa bastante sobre o destino e já chega com a programação completa do que iremos fazer. Eu adoro viajar com ela porque sou o oposto, então me aproveito de todo o planejamento que ela faz. 🙂
Quando decido viajar faço tudo em cima da hora e não pesquiso muito. No máximo jogo “O que fazer em (nome da cidade)” no Google e saio andando pelas ruas, conhecendo o que der na telha.
Dessa vez não foi diferente. Decidi que queria ir pra algum lugar próximo a Toronto antes das aulas começarem e como a primeira ida a Montreal havia sido super rápida, decidi que seria a melhor opção.
Eu e a minha amiga Flor saímos de Toronto na sexta-feira às 1:30 pm. No ano passado eu fui de avião, mas como já expliquei antes, minha irmã havia planejado TUDO com bastante antecedência. Ela conseguiu passagens aéreas com preços razoáveis. Dessa vez tivemos que enfrentar o busão mesmo. São em média 6 horas de viagem e a passagem varia entre $45 e $80 cada trecho. Queríamos uma viagem de baixo custo, já que nós duas pagamos College este semestre e ficamos mega pobres.

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Esperando o bus

A maior dificuldade foi achar a hospedagem, pois era um final de semana de feriado. Algumas pessoas nos indicaram albergues/hostels. Achamos vaga no Hostel Montreal Central e ADORAMOS.
Foi a minha primeira experiência de hospedagem em um hostel e eu me surpreendi. As únicas vagas que achamos eram em um quarto com mais quatro pessoas. Mas, como eu e Flor não temos a menor frescura e só queríamos um lugar pra deixarmos as malas e dormirmos, não nos importamos. No final, acabamos dividindo o quarto com outras meninas suuuper legais! Duas eram da Suécia, uma coreana e a outra era canadense.
O banheiro ficava dentro do quarto e era super limpo. Eles ofereciam café da manhã e os funcionários estavam sempre promovendo eventos como jogos, tours em grupo pelo centro histórico e campeonatos de beer pong para os hóspedes. A localização não podia ser melhor: ao lado da estação de metrô BERRI-UQAM que tem ligação com todas as outras 3 linhas e bem próximo às ruas St. Denis e St. Carherine, as mais badaladas da cidade.

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Hostel Montreal Central

Não é difícil andar pelas ruas de Montreal. O metrô é bem sinalizado e você não vai precisar gastar dinheiro com taxi. Compramos o cartão que dá direito a uso livre por 3 dias consecutivos e gastamos $18. Vale muito a pena!

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Mapa do metrô e cartão de passe livre por 3 dias

Chegamos no Hostel por volta das 8pm, tomamos um banho e já saímos para “bater perna” como diz a minha vó. Sentamos no mexicano Três Amigos pois já havíamos andado bastante e não achamos um bar que tivesse mesa disponível do lado de fora. Pedimos um ceviche de frutos do mar que estava divino e mojitos para as duas. O mojito não foi o meu favorito, mas o garçom era suuuuuper simpático e o atendimento foi muito rápido. Gostei do lugar! Jantar simples e gostoso, funcionários atenciosos e serviço excelente.

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Rue St. Denis e o Três Amigos ao fundo

Na mesma noite visitamos a Juliette et Chocolat, também na rua St. Denis e nos apaixonamos pelas sobremesas!! Não deixe de ir!!!! Pedi o Rocher Praliné e morri de amores. A Flor pediu um macaroon gigante e eu acabei não gravando o nome, mas também estava delicioso. É sério gente, a visita a esta doceria vale MUITO A PENA. O serviço é um pouco lento, o local está sempre cheio, mas a espera é recompensada.

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Doces na Juliette et Chocolat
Visitar Old Montreal é obrigatório. Pegue o metrô e desça em uma das seguintes estações: Champ-de-Mars ou Place-D’armes.
É lá onde fica a famosa Basílica de Notre-Dame, com sua arquitetura de tirar o fôlego. A visita custa $5, mas se você for assistir a uma das missas, não precisa pagar.

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Basílica de Notre-Dame

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Eu e Alê em outubro do ano passado, na Place d’Armes, em frente à basílica

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Old Montreal
Após visitar a basílica seguimos para a rua Saint-Paul, a mais pitoresca e popular da vizinhança. No final da rua fica a Place Jaques Cartier, a praça mais charmosa de Montreal, onde artistas de rua e pintores se reúnem para divulgarem os seus trabalhos. Visite no final da tarde e aproveite para jantar em um dos restaurantes ao redor da praça. Em um beco também alí próximo fica a Rue des Artistes, e você pode achar pinturas lindas por um preço bem bacana.

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Old Montreal

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Place Jaques Cartier

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Rue des Artistes
Decidimos caminhar um pouco mais e chegamos ao Palais des Congres, um centro de convenções localizado nas redondezas da Ville-Marie. O prédio tem um caminho subterrâneo que se conecta a mais de 4000 quartos de hotéis. Mas o que vai chamar a sua atenção é o colorido intenso da construção. Não há muito o que fazer por lá, a não ser que algum evento legal esteja acontecendo. Mas se você, assim como eu, ama fotografia, o click é válido.

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Palais des Congres

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Dentro do prédio você também vai ver uma obra de arte chamada Lipstick Forest, que consiste em 52 árvores rosas, feitas de concreto pelo arquiteto canadense Claude Cormier.
Terminamos o nosso passeio por Old Montreal famintas. Seguimos a dica da minha amiga Gabi e resolvemos ir atrás da poutine mais famosa de Montreal. Se você ainda não sabe o que é poutine dá uma olhada aqui onde eu falo sobre as comidas típicas do Canadá. Pois é, ir à Montreal e não comer poutine é como ir à Bahia e não comer uma moqueca de frutos do mar (salivei) ou um acarajé!
Lá fomos, eu e Flor, com aquela fome que todo turista tem após bater perna por horas a fio atrás da famosa iguaria. O lugar se chama La Banquise e fica aberto 24h! Tivemos a sorte de chegar um pouco antes do meio dia e não esperamos por uma mesa. Mas, quando estávamos saindo, a fila estava gigantesca! São mais de 30 tipos de poutine… Hmmmm muito bom!

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Escolhi a de pulled pork com sour cream

A escolha da Flor: frango com ervilhas e queijo

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Bom, vou terminar a primeira parte do post por aqui. Já está super tarde e as minhas aulas começaram hoje! :))))
Tô super feliz e animada com essa nova fase.
Vou escrever o outro post até o final da semana, com muitas outras dicas e fotos! Ah, e perdoem qualquer erro de digitação, pontuação…Escrevi sem parar e tô caindo de sono!

🙂

Feriado prolongado no Canadá: Labour Day!

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Nesta segunda-feira (2/09) será feriado em função do Labour Day ou Dia do Trabalho, como chamamos no Brasil. É um feriado nacional e como já havia dito aqui antes, um dos motivos que me faz amar ainda mais o Canadá é que a maioria dos feriados cai nas segundas-feiras, com exceção do Canada Day, celebrado sempre em 1 de julho, independente do dia da semana.
Dei uma pesquisada na internet para saber um pouco mais sobre o Labour Day no Canadá e descobri que a primeira comemoração ocorreu em 1972 com desfiles em Ottawa, capital do Canadá, e Toronto. A primeira segunda-feira do mês de setembro, então, ficou instituída como o dia dos trabalhadores, para que estes reivindicassem melhorias nas condições de trabalho.
Um fato curioso é que ainda que no calendário o verão termine em 20 de setembro, o feriado do dia do trabalho
marca oficialmente não só no Canadá, mas também nos Eua, o fim das férias de verão e o retorno às aulas nas instituições de ensino dos dois países.
As minhas aulas no curso de marketing começam na próxima terça-feira, logo após o feriado. Estou super empolgada! Será bem cansativo, já que irei conciliar as aulas com o trabalho. Mas vou tirar de letra, como já fiz em outras vezes! 🙂
Por conta disso, resolvi viajar neste feriado para voltar renovada e iniciar este novo desafio. Chamei a minha amiga Flor e, sem muito planejamento, cá estamos a caminho de Montreal (sim, estou escrevendo o post no ônibus enquanto ela tira um sono de princesa ao meu lado).
Não será a minha primeira vez na cidade, já que fui em outubro do ano passado com a minha irmã e me apaixonei!
Farei um post com todas as dicas – e muitas fotos – quando retornarmos, mas queria deixar aqui algumas opções do que fazer para aqueles que irão passar o long weekend em Toronto.

Fan Expo Canada

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Prepare-se para ver pelas ruas de Toronto milhares de pessoas caracterizadas dos mais diversos personagens de histórias em quadrinhos, video-games, filmes de ficção científica, animes, e outros relacionados. Começa hoje no Metro Toronto Convention Centre e vai até domingo o evento Fan Expo Canadá, que pretende reunir cerca de 120 mil fãs dos gêneros. Informações sobre tickets e horários no site. A foto foi tirada hoje pela Ester Kataota, que foi conferir o evento!

CNE
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Este ano fui à CNE – Canadian National Exhibition pela primeira vez. Amei!!! O evento começou no último dia 15 e termina no próximo domingo, 1 de setembro, no Exhibition Place. Se você ainda não foi, ainda dá tempo de curtir todas as atrações que a feira reserva. A CNE é um paraíso para quem curte parques de diversões e cassinos. Prepare-se para sair de lá com, no mínimo, um ursinho de pelúcia! Hahaha
O evento fecha com chave de ouro neste final de semana e apresenta entre os dias 30/08 e 01/09 o famoso Canadian International Air Show, um dos maiores shows aéreos da América do Norte. Maiores informações no site.

Cirque du Soleil

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Começa hoje em Toronto e vai até o dia 26 de outubro o novo show da companhia circense mais famosa do mundo. Intitulado Kurios – Cabinet of Curiosities o novo show, segundo as críticas, marca o retorno das grandes apresentações do Cirque du Soleil após alguns anos de fracasso. Bom, eu já assisti a dois espetáculos do Cirque e não vi nenhum defeito. Mas, se eles dizem
que está ainda melhor, é mais um motivo pra gente morrer de vontade de ir, não é? Informações e tickets no site oficial.
A foto eu retirei da internet!

Pedestrian Sundays in Kensington Market

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De maio a outubro, sempre no último domingo do mês, as ruas do Kensington Market ficam bloqueadas para automóveis, sendo permitida apenas a passagem de pedestres. Se você estará de bobeira e procura alguma atração sem custo algum para este domingo, não deixe de ir! Como falei aqui num post recente, a área é uma das minhas favoritas em Toronto. Visite o site para conferir a programação deste domingo.

Estes são os eventos que consegui achar, mas tenho certeza que muitas outras coisas irão acontecer neste fim de semana, não só por ser um long weekend mas porque no verão a cidade nunca para! Bares, restaurantes e baladas na King Street e na Queen Street; piqueniques no High Park e Trinity Bellwoods Park; pegar um bronze com os amigos em uma das praias mais próximas (Cherry Beach, Woodbine e Sunnyside); andar na beira do lago no Harbourfront; passar o dia na Toronto Island… Ih, gente… Vou passar o dia inteiro dando dicas do que fazer na cidade. Tá na hora de terminar o post, porque a bela adormecida que está aqui ao meu lado acabou de acordar e não para de falar um minuto!!! Hahahaha
Aproveitem MUITO o final de semana!

🙂

Dois anos no Canadá

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Dois anos. Não sei se posso dizer que esse tempo passou num piscar de olhos ou se quando olho para trás e lembro de tudo que já vivi e aprendi por aqui me parece uma eternidade. Dois anos em uma vida que eu de certa forma imaginava – e desejava.
Lembro de folhear revistas em uma dessas brincadeiras de criança com a minha prima Carlinha. A diversão era olhar as fotos e propagandas e escolher o que “pertencia” a mim e o que pertencia a ela. Um ator bonito em uma página seria o meu futuro marido e o da outra página seria o dela. Eu dizia que iria morar no exterior, em uma casa sem muro, com um gramado bonito. Carlinha seria a minha vizinha e os nossos filhos seriam melhores amigos, como nós fomos um dia.
Ela casou, hoje espera um bebê e vive feliz com a família no Brasil. E eu, acho que de certa forma acabei vindo viver aquele sonho da infância.
Dizer que a vida de quem escolhe morar fora e recomeçar do zero é fácil me soa como conversa de argumento fraco, sem fundamento algum.
Cheguei há dois anos como uma estudante de intercâmbio que a princípio passaria um ano em Toronto. De certa forma já sabia que a minha estadia seria prolongada. Eu me conheço muito bem. O que eu não sabia é que enfrentaria tantas dúvidas e que a persistência se tornaria a minha companheira diária.
A gente vive um conto de fadas nos primeiros meses. Tudo lindo, organizado, um país multicultural, novas amizades. Até que a adrenalina que te acomete durante o início dá lugar a uma sensação de insegurança. Vale a pena abrir mão de tudo que deixei no Brasil e recomeçar literalmente do zero? Eu ainda não sei a resposta. Mas resolvi seguir a minha intuição e o meu coração.
Apesar da enorme saudade que sempre senti da minha família e dos amigos, tinha muito medo de retornar ao Brasil, ainda que de férias. Eu achava que retornar me traria ainda mais dúvidas e que eu ficaria dividida entre a vida que eu tinha (e que nunca foi ruim) e a nova vida que eu estava levando.
E voltar foi melhor do que eu esperava. Matar a saudade da família, rever os amigos, comer tudo o que me faz falta e curtir a praia literalmente como se os dias estivessem contados. Porque voltar ao Brasil também me fez sentir saudade de Toronto e perceber que ainda que eu não saiba por quanto tempo ficarei, o meu lugar agora é aqui.
Eu poderia listar diversos motivos que me fazem amar o Canadá. Mas dentre tantas razões, considero o aprendizado que adquiri aqui como a maior delas. Não falo da fluência no inglês, mas da mudança na pessoa que eu costumava ser há dois anos e quem eu sou agora. Nunca pensei que pudesse me desfazer de tantos preconceitos, porque na realidade eu não tinha consciência de que eles existiam em mim.
Conviver com pessoas que obedecem a outros costumes e possuem diferentes crenças me fez enxergar que a minha razão será sempre relativa. Me fez baixar o tom em discussões, ouvir mais e aceitar que não sou e jamais serei a dona da verdade. Tenho amigos canadenses, mexicanos, asiáticos, indianos, etíopes e de outras nacionalidades. Nunca presenciei nenhuma discussão sobre religião, cultura ou política. As pessoas se respeitam. É bonito de se ver.
Logo que terminei o curso de inglês comecei a trabalhar na Starbucks, já que o meu programa consistia em 6 meses de estudo e 6 de trabalho.
Os primeiros dias não foram fáceis. Nunca imaginei que seria capaz de acordar às 4 da manhã para pegar o ônibus em pleno inverno canadense e começar o turno às 5am. Mas eu jamais faltei ao trabalho por preguiça ou por não ter acordado no horário. E jamais pensei em desistir ou tive vergonha do que estava fazendo. Meu inglês não era fluente e eu me esforçava todos os dias para fingir que entendia algo, quando no fundo não fazia ideia do que se tratava.
Sempre tive o respeito dos meus colegas e das pessoas a quem eu sirvo. Após alguns meses de trabalho recebi a proposta de ser transferida para uma nova filial, também no Distrito Financeiro de Toronto, onde 90% dos clientes são investidores bancários e CEOs de grandes empresas. Aceitei o desafio porque a ideia de treinar novos funcionários me pareceu desafiadora. Ah, e porque eu não precisaria trabalhar nos finais de semana – meu sonho!
Virei supervisora e os desafios se tornaram ainda maiores. Ter o inglês como segunda língua, supervisionar uma loja que atende milhares de pessoas por dia, lidar com questões financeiras, liderar uma equipe, cuidar de algo que não é seu, mas que você se orgulha de fazer parte.
Sim, é difícil aceitar o fato de que abri mão da minha profissão e hoje trabalho numa cafeteria. Mas o meu emprego paga o meu sonho de viver em um país onde eu me sinto respeitada, ainda que eu vista um avental verde. Tenho férias pagas, plano de saúde e auxílios extras que eu nem sabia que existiam, como o meu óculos de grau de quase duzentos dólares pago por eles; tenho uma conta com ações de investimento disponibilizada pela empresa, recebo treinamentos constantemente para seguir uma rotina de qualidade de serviço extremamente rigorosa, passo por revisões com meus superiores a cada seis meses para aumento de salário, mas o mais importante de tudo: sou respeitada por todos que passam por ali, de funcionários a clientes.
É claro que ainda não atingi os meus objetivos. O caminho ainda é longo. E para chegar lá começo em setembro o curso de Marketing na George Brown. Serão dois anos até conseguir um diploma e enfim começar uma nova carreira.
A vida aqui não é um mar de rosas. Sinto falta de tanta coisa que poderia perder um dia inteiro escrevendo sobre isso. Mas quando olho para trás e vejo os passos já dados até aqui, tenho muito orgulho das minhas conquistas. O preço pago por mim é alto, se é que o valor daquilo que chamamos de saudade algum dia pode ser calculado.
Mas uma das maiores lições que eu aprendi foi esta: você nunca vai ter tudo o que quer da vida. Mas você deve doar à sua vida o melhor que há em você. E eu tenho tentado fazer a minha parte.

Saint Patrick’s Day no Canadá

Oláaaa!

Para quem mora no Canadá ou em outros países de língua inglesa, ontem foi o dia de ver as ruas “pintadas” de verde! Pessoas vestidas de verde, com sapatos, chapéus e outros acessórios na mesma tonalidade. Tudo isto em homenagem ao Saint Patrick’s Day, ou dia de São Patrício, padroeiro da Irlanda, que tinha como missão pregar o cristianismo na região.
Apesar de ser uma celebração criada pelos irlandeses, Saint Patrick é provavelmente o mais comemorado no mundo, entre os outros dias de santos.
O primeiro festival para celebrar o santo ocorreu em 17 de março de 1996, na Irlanda. Dez anos depois, o evento passou a durar 5 dias.
Nesta data, durante o dia, irlandeses saem às ruas realizando apresentações artísticas e shows de acrobacia. À noite os jovens lotam os pubs que servem o famoso chopp verde (a coloração é feita com um corante alimentício sabor menta), criado especialmente para as comemorações.
Em Toronto as festividades também são bem animadas. E nem mesmo o fato da data cair numa segunda-feira impede os canadenses de encherem os pubs espalhados pela cidade.

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Green beer

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Comemorando em 2013 com Mateus, Mayanna e Georgina

20140318-221147.jpg Foto de ontem, no pub irlandês Pauper’s

Lugares para se comemorar o Saint Patrick’s Day em Toronto não faltam. Não só os pubs irlandeses da cidade, como também diversos bares e restaurantes oferecem programações especiais para a data. Para os que têm pique e não perdem uma balada, as festas já começam na sexta-feira. Alguns grandes eventos vendem tickets online e devem ser comprados com antecedência. Já nos bares e pubs com acesso livre é preciso chegar cedo, já que ficam lotados bem rápido. Então, a dica para quem tá chegando na cidade e vai estar aqui no próximo ano é: fiquem atentos às programações e não deixe de entrar no espírito da festa!

😊

Até logo!

Aritta