México, onde um povo generoso e sua rica cultura dão as boas-vindas

Na lista de lugares que sempre sonhei em conhecer, o México estava em terceiro. O primeiro era o Camboja (conheci em 2015), em segundo está a África do Sul (ainda não conheço, quem sabe em 2018?) e então, México. Quando partimos do Canadá para os Eua, nem passava pela nossa cabeça visitar o país de Frida Kahlo em seguida. A decisão de vir pra cá, como contei em um post anterior, foi de última hora. E acabamos ficando no país por um mês e meio…

Frida em um muro na rua Coronilla, centro histórico de Guadalajara

A primeira parada foi Guadalajara, segunda maior cidade do México, localizada no estado de Jalisco, onde ficamos por 21 dias. Foi lá que tive o meu primeiro contato com a cultura mexicana, e me apaixonei por um povo que está sempre de bom humor e prestes a ajudar ao próximo. De lá, seguimos para outros locais. Visitamos Tlaquepaque, Tequila, Guachimontones, Guanajuato, San Miguel de Allende, Dolores Hidalgo e, por fim Cidade do México.

Neste primeiro post, falarei sobre Guadalajara, Tlaquepaque, Tequila e Guachimontones. Em um próximo, contarei sobre os lugares restantes, assim evitamos um post longo e pesado com tantas fotos. 

Guadalajara: o velho e o novo em um só lugar

O Centro Histórico e os casarões com portas maravilhosas
O charme de Guadalajara está no Centro Histórico. Não é uma cidade pra quem busca aventura em um lugar cosmopolita ou pra quem não tem paciência para visitar locais históricos. A cereja do bolo é a arquitetura dos prédios antigos e a sensação de estar em dois mundos ao mesmo tempo: uma cidade enorme e moderna, mas com grande ligação aos costumes antigos.

As praças – muitas, por sinal – são cheias de idosos sentados nos bancos, lendo jornais

A cidade possui 1,5 milhões de habitantes e, apesar de viverem em um ritmo um pouco mais acelerado do que aqueles que vivem no interior, eles ainda reservam boa parte do tempo para cumprimentar desconhecidos na rua e ajudar um ao outro. 


Outro grande atrativo de lá são os Mariachis – famosos grupos musicais originários do estado de Jalisco. Eles estão espalhados pelo centro da cidade, nos restaurantes, em feiras, mercados municipais e eventos diversos. Aliás, temos que concordar que o México caprichou no quesito riqueza cultural! A música é maravilhosa, a arquitetura e os artesanatos também, e a comida…..ahhh, essa ai tá lá no topo na lista das minhas preferidas.

Apresentação de Mariachi no centro de Guadalajara
Nas três semanas que ficamos por lá, não usamos o transporte público. Uber funciona super bem e é muito barato. As nossas corridas não passavam de $3 dólares. Como ficamos em um airbnb perto de muita coisa, também andávamos bastante.

Escritório no terraço do nosso airbnb

O trânsito não é tão ruim, mas os motoristas… Melhor prestar muita atenção ao atravessar as ruas em bairros que parecem super tranquilos. Em dois dias vi três batidas em locais onde acidentes de carro pareciam ser impossíveis de acontecer. Eles não diminuem a velocidade e não param em cruzamentos. 

Há pontos de aluguel de bikes espalhados pela cidade e também vias preferenciais para ciclistas. Aos domingos, algumas avenidas movimentadas são fechadas e você pode transitar de bike à vontade.

Ônibus e charretes transportam turistas no centro da cidade

Também há carrinhos vendendo comida praticamente em todas as ruas, mesmo as mais residenciais: frutas cortadinhas, refrescos, tacos, tortas (sanduíches), raspadinha… a lista é imensa!

Muitos turistas visitam Guadalajara por conta dos seus mercados gigantes, onde a gente consegue encontrar de tudo: artesanatos, roupas, calçados, jóias, comidas típicas… Os mais famosos são Mercado Libertad (ou San Juan de Dios), Galeria del Calzado e Magno Centeo Joyero (o maior mercado de jóias da América Latina). 

Culinária excepcional

A comida mexicana é boa DEMAIS e merece esse demais em maiúsculo porque não teve um único lugar dentre os quais visitamos, no qual a comida fosse ruim. Desde o boteco mais simples e com fila de espera ao restaurante super charmoso, mas que estava sempre vazio. Vai entender…

Tostadas no restaurante Bruna Cocina Aberta
Carne en su jugo no Mercado San Juan de Dios
 

Fiquei surpresa no nosso primeiro jantar, quando procurei no cardápio todas aquelas comidas mexicanas que eu tanto como no Canadá e não tinha muita coisa parecida. 

Cardápio de um restaurante super simples e que vivia com filas
Pozole, uma sopa de milho maduro cozido com vegetais e carne de sua preferência
Pratos lindos e saborosos no Río Viejo, um restaurante super charmoso

Na verdade, os únicos restaurantes que serviram burritos e tacos com a mesma aparência daquela que a gente vê em restaurantes mexicanos ao redor do mundo, foram os que ficavam em locais mais turísticos e restaurantes um pouco mais sofisticados. Nos food trucks e restaurantes tradicionais eles são bem simples. 
Tacos al pastor num restaurante super tradicional chamado La Santa Cruz
 

No México, as comidas de rua são tão boas quanto as servidas nos restaurantes. Em mercadões e feiras, não deixe de provar os ceviches, coquetéis de mariscos e carne en su jugo (carne cozida afogada em um molho de feijão). Tudo será servido com tortillas.

Charmosa Tlaquepaque

A 30 minutos do centro de Guadalajara fica Tlaquepaque (você pode pegar um uber por uns $100 pesos), um dos lugares mais charmosos que visitamos. 

Artesãos se apresentam em Tlaquepaque
O município tem uma vibe bem diferente da cidade vizinha (a qual faz parte). Lá é muito mais turístico e também mais caro. Há muitas lojas de móveis rústicos, objetos de decoração e peças de arte em geral. 

Igreja em Tlaquepaque
Artesanatos são um pouco mais caro em Tlaquepaque, por ser um local mais turístico

Adoramos passar uma tarde por lá e queria ter voltado durante a noite, pois soube que a cidade fica ainda mais charmosa. Acabamos esquecendo… fica pra próxima! 

Marc e o Mariachi em Tlaquepaque

Muita gente se hospeda em Tlaquepaque e passa a maior parte do tempo lá. É, sem dúvidas, um lugar com muitos atrativos a oferecer. Vale a pena inserir no roteiro! 

Day trip para Tequila

Também bem perto de Guadalajara (+ou- 60km) fica o município chamado Tequila – isso mesmo, existe uma cidade no México com ese nome. E, adivinha o que é produzido lá e distribuido para o mundo inteiro? Tequila! 

Fechamos um tour, pois queríamos visitar as haciendas e fazer o tradicional tequila tasting. Não foi muito barato (por volta de 125 dólares por pessoa) mas foi muito divertido. O nosso guia conhecia bastante a região e todo o processo de produção, o que tornou o passeio super educativo. 

Nós em uma das haciendas de cultivo do agave, principal ingrediente da tequila
Plantação de agave

O tour durou o dia inteiro. Visitamos duas fábricas e provamos os principais tipos de tequila produzidos na região: prata, ouro, reposado, anejo (envelhecida) e extra anejo (extra envelhecida). 

Tequila tasting
Barris na hacienda Tres Mujeres
 


Depois de muuuuita tequila, famos passear pelo centro da cidade, comemos em um mercado municipal e retornamos para Guadalajara no início da noite. Adoramos a experiência! 

Pirâmides circulares em Guachimontones

Considerado um dos mais importantes sítios arqueológicos do México, Guachimontones fica a uma hora de Guadalajara (pegamos um Uber, o motorista nos esperou lá e pagamos $600 pesos ida/volta) no município de Teuchitlán. 

O local é famoso por conta das suas pirâmides circulares – as únicas no mundo – que em 2006 entraram para a lista de Patrimônios Mundiais da Humanidade, da UNESCO. 

 

A área abriga 10 pirâmides construídas pela sociedade Teuchitlán, que lá viveu entre o período de 300 a.c. a 900 d.c. 

No museu que guarda objetos e informações sobre o lugar, há um vídeo explicativo bem interessante. Não pagamos para entrar, pois às quartas-feiras a entrada é livre. 

Apesar de bem diferente e ter uma história interessante, o lugar não foi um dos nossos preferidos. As pirâmides são menores do que imaginávamos e não há muito o que fazer no local. 

Após três semanas em Guadalajara, pegamos um ônibus para Guanajuato (400 pesos/ 4 horas de viagem) e demos início à segunda fase da nossa viagem, que será contada em um próximo post! 

 Dicas e curiosidades

– A gorgeta no México é opcional, porém, a etiqueta pede que se deixe 10% do valor da conta para o garçom/garçonete. 

Tortas são sanduíches e Pasteleria é uma doceria onde você encontra bolos e tortas. Sope não é sopa, e sim uma tortilla grossa, coberta com queijo, vegetais e carne. 

– Homens e mulheres não costumam usar shorts/saias no México (em cidades grandes e históricas). Vimos alguns aqui e acolá, mas geralmente só turistas se vestem de maneira mais despojada. 

– Água natural é o que chamamos de água mineral (garrafinha) no Brasil. Água mineral é a nossa água com gás. Águas frescas são águas com sabores e açúcar, muito comum em todo o méxico. 

– Água de horchata é uma bebida mexicana à base de arroz, canela e açúcar. Água de jamaica (chá de hibisco) é servida gelada e tem sabor de chá preto com açúcar. Lembre-se: no México, todos os refrescos são preparados com açúcar, a não ser que você peça sem. 

– Ao sair de um restaurante, o mexicano deseja aos que continuam comendo “Buen provecho!”, que seria “aproveite a sua refeição ou bom apetite…”. 

Você pode acompanhar as nossas aventuras, ver vídeos e muitas fotos lindas no meu instagram: @arittavaliense 
 

 

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Gente é bom demais

Centro Histórico de Guadalajara, Fev. 2017

Eu sou muito de observar, sabe? De vez em quando uso a desculpa de que isso é hábito de jornalista que quer estar a par de tudo. Na verdade, eu uso essa desculpa sempre. Balela, eu sou é curiosa ao extremo. E isso não muda nem que exista um rehab à altura daquele no qual a Britney Spears se internou em 2007, atuando na causa. 

Já que estou sendo 90% sincera, bora logo admitir que também não quero mudar. Não vejo graça em não ser curiosa. Meu instinto me diz que jamais vou mudar e que continuarei pagando pra ver – sem esperar pelo troco. Eu fico pobre, mas fico sabendo das coisas. That’s ok. 

Eu ando na rua observando as pessoas, numa pegada meio Esquadros, de Adriana Calcanhoto, mas sem temperar com toda aquela melancolia, porque ninguém merece, né? 

Eu gosto de gente. De ver gente. De falar com gente. De ouvir gente. De entender – nem que seja um pouco – gente. Das cores da gente. Da cultura. Dos hábitos. Eu gosto de saber o que faz certo tipo de gente seguir em frente e o que faria essa gente pausar. 

Centro Histórico de Guadalajara, Fev. 2017
No Brasil, eu gostava de ficar em silêncio para ouvir o som do mar. No Canadá, ainda hoje eu paro para observar os flocos de neve cobrindo as ruas de branco, as árvores que se vestem diferente a cada estação ou paro para tomar um café, pensar na vida e observar as pessoas ao meu redor 

 Na Tailândia eu parei e fiquei em completo silêncio quando ouvi pela primeira vez o som dos bichos nos arrozais. Uma paz sem tamanho. O canto dos grilos, dos sapos e aquela imensidão de verde, mais nada. 

Chiang Mai, Tailândia, julho de 2015


No Camboja, gastei dias observando a pobreza daquele povo e como as crianças eram felizes com pouquíssimo. Não havia silêncio de dia e sim, muito barulho. Parei para observar o comportamento dos monges e a paz que eles transmitem. 

Phnom Penh, Camboja, agosto 2015

No Vietnã, apertei o botão pause quando vi a beleza das tribos que vivem em Sapa, nas montanhas. A coisa mais linda do universo. 

Sapa, Vietnã, setembro 2015

Nos Estados Unidos eu parei para observar de tudo! A loucura que é New York, a beleza do canal que corta Chicago, os sonhos que se tornam realidade na Disney, a beleza das montanhas na Califórnia. Mas o cair da noite no deserto foi o que me tirou o fôlego. Que espetáculo, putaqueopariu mermão! 

Joshua Tree, Califórnia, fev. 2017

No México, eu paro a todo instante para sorrir para as pessoas, porque elas vivem sorrindo de volta. Dá vontade de abraçar todo mundo que encontro. 

E nas minhas andanças pelo mundo, quanto mais gente eu observo, mais apaixonada pela vida eu fico. 

Se tem uma coisa que vale muito a pena nessa vida é ver gente: diferente de mim, diferente de você, diferente de todo o mundo. Gente como a gente, mas bem diferente, entende?

Gente é bom demais. 

Tailândia: o paraíso é aqui 

Viajei pela Tailândia por quase três semanas. Passei por Bangkok, Ayutthaya, Chiang Mai, Pai e Koh Samui. Na capital, Bangkok, onde a disparidade entre os ricos e pobres é maior, descobri que os mais pobres (e com menos dentes) sorriam mais. E que um pedido de desculpas pode ser feito com uma caixa de nuggets, por um garçom que não quer desapontar um novo cliente. 

  

Bangkok
 
Wat Pho Temple em Bangkok
 
 
Temple of The Emerald Buddha , Bangkok
 
  
Chatuchak Market, um dos maiores em Bangkok. Funciona nos finais de semana

 
Chatuchack Market , Bangkok
 
 
Tuk tuk, um dos meios de transporte mais usados no sudeste asiático
 
 
Drinks e comida boa no bar Tuba, Bangkok
 
Aprendi que atravessar a rua me dava mais frio na barriga do que me perder em um local aonde poucos me entendiam. E aprendi, também, que se quem tem boca não for a Roma, vai ao menos se virar na Ásia. 

Aprendi que dizer não para alguém que te dá até 70% de desconto só para não perder a compra é uma missão quase impossível. Aqui, não vi pedintes nas ruas. Mas todo mundo tem algo a vender, mesmo que você seja o responsável por definir o valor do produto.  

O comércio se divide entre lojas de artesanatos, casas de massagens, conveniências da rede 7/11, bares e só. Multiplique as casas de massagens por 100 a cada quarteirão. 
 

Massagens a $8 /hora
 

Em Ayutthaya, a uma hora e meia de trem de Bangkok, encontrei um motorista de Tuk Tuk (carrinhos bem pequenos usados como taxi em muitos países da Ásia) que quase não falava inglês, mas perguntou a minha nacionalidade e me entregou um caderninho onde clientes de diversas nacionalidades haviam pontuado o seu serviço. Os asiáticos também são bons em marketing. 

 

Trem Bangkok – Ayutthaya
 
 
Wat Yai Chaimongkon, templo em Ayutthaya
 
 
Templo em Ayutthaya

 
Wat Phra Mahathat , Ayutthaya
 

Fiquei apenas algumas horas em Ayutthaya. Um dia/tarde foi suficiente para conhecer todos os templos. No outro dia, peguei um trem em Bangkok e enfrentei doze horas de estrada até Chiang Mai, uma cidade onde o turismo é visto de forma mais concentrada do que na capital, por ser menor e com o comércio liderado por imigrantes europeus, australianos e americanos. 

 

Trem de Bangkok para Chiang Mai, 12 horas $35
 
 
Templo em Chiang Mai
 
  
Art in Paradise, Museu 3D em Chiang Mai

  
Em Chiang Mai eu vivi uma das melhores experiências da minha vida, quando ao invés de escolher o tour preferido pela maioria dos turistas, convenci os guias a me apresentarem a verdadeira cultura local por um tempo maior do que o de um dia sugerido no programa deles. E me joguei em uma aventura de três dias de trilhas no meio da floresta, dormindo em barracos de madeira usadas pelos trabalhadores dos arrozais, visitando fazendas que produzem grande parte dos produtos consumidos pelos moradores e fui até acolhida por um casal de lavradores que não tinha muito, mas que me preparou um dos melhores jantares que eu já tive: sopa de bambu, frango ao curry e arroz. 

 

Jantar com o s moradores que me receberam por uma noite no pequeno vilarejo
 
Tenho muitas fotos dos três dias na floresta e resolvi que contarei tudo em um post separado. Dessa forma esse aqui não fica tão longo e pesado com fotos. 

Amphoe Chom Tong, uma das muitas cachoeiras que tive a chance de ver durante as trilhas

Por sinal, eu que não era fã de curry aprendi que na hora da fome, a gente deve exigir do nosso estômago um pouco menos de frescura. 

Sopa com legumes durante o almoço à beira da cachoeira

As trilhas não foram fáceis. No primeiro dia, ao atingirmos o topo de uma das montanhas, um dos guias desmaiou. Talvez por não ter se alimentado direito. No segundo – e mais intenso dia – foram 20km de subidas e descidas em mata fechada. Se você acha que subir uma montanha é difícil é porque nunca teve que descê-la quando a terra estava molhada. 

Pensei em desistir assim que levei o primeiro tombo e resolvi me proteger apoiando as mãos em um tronco cheio de formigas vermelhas. As coceiras – de picadas de mosquito, formiga, calor – incomodam mais do que o cansaço. Mas as paisagens e o cheiro da natureza fazem tudo isso e muitos outros empecilhos desaparecerem. É incrível a capacidade que o nosso corpo tem de se adaptar a ambientes diferentes…
No terceiro dia de trilha eu já nem fixava o meu olhar no chão, como fazia nas primeiras horas, morrendo de medo de encontrar uma cobra. 

  
Mesmo com todo o desconforto de ter que fazer xixi e cocô no meio do mato, comer comidas estranhas, acordar no meio da noite com uma aranha tentando subir na minha perna, cair, me arranhar, ter dores na ponta dos dedos do pé de tanto descer ladeiras íngremes, ter dores no quadril após caminhar por 8 horas (com paradas para banheiro e comida), nunca irei esquecer a sensação de ver o pôr do sol sentada em um barraco no meio de um arrozal, ouvindo apenas o canto dos pássaros e o barulho dos girinos. 

Apreciando a natureza em uma barraca usada pelos trabalhadores dos arrozais

Três horas após começarmos a trilha eu disse a Tom, o guia tailandês de 23 anos, que estava com fome, e ele me entregou um pacote de noodles, ou miojo como chamamos no Brasil. Sem entender como eu comeria aquele pacote de miojo sem ter uma panela e muito menos um fogão, Tom logo me mostrou que eles comem o mesmo cru, como tira-gosto. E eu comi com a mesma felicidade com a qual comeria uma coxinha. 

Em Chiang Mai também realizei um dos meus sonhos: ter contato direto com elefantes. Gastei horas pesquisando sobre locais confiáveis, onde os elefantes são bem tratados e não apenas usados como forma de arrecadação de dinheiro. Não queria vê-los sendo mal tratados. E a experiência foi literalmente emocionante.

 

Dando banho nos elefantes

Também contarei tudo em um post separado. Porque os elefantes merecem um espaço só pra eles! E porque a minha wifi está péssima! 

Apesar de terem as suas peculiaridades, as cidades turísticas na Tailândia seguem o mesmo padrão. Algumas, como Pai, recebem um maior número de australianos e europeus. 

O meu último destino no país foi a ilha de Koh Samui. Peguei um voo em Chiang Mai e segui para o paraíso em busca de sol e banhos de mar. Foram quatro dias em um lugar que, se não for o paraíso, fica bem pertinho dele. 

 

Crystal Beach, Koh Samui
 
  
Paraíso!!
 

Anthong National Marine Park

  
 

A Tailândia é o tipo de destino que te surpreende a cada dia. E se você tiver tempo e disposição, consegue, em uma só viagem, desfrutar de diversos tipos de turismo. Sol e praia, Aventura, Metrópole… 

Os Tailandeses me conquistaram. Eles são especiais. É um povo que está sempre de alto astral e bem receptivo. Te cumprimentam mesmo sem te conhecer e são, na maioria das vezes, solicitos e muito humildes. Claro que é preciso estar atento com aqueles que tentam se aproveitar da distração do turista. É preciso manter os olhos bem abertos e não vacilar com os pertences. E para que o turista esteja sempre atento, há avisos do tipo em vários pontos turísticos. 

Hoje sigo para o Camboja, onde iniciarei as duas semanas de trabalho voluntário. Eu tenho milhares de fotos para postar, histórias para contar… Mas a internet é bem lenta e fico à mercê do pouco tempo que passo nos hotéis para poder postar aqui no blog. 

Irei dividir o meu roteiro nesses quase vinte dias no país de forma mais organizada e postarei assim que tiver a chance.

🙂 

O colorido da Arte de Rua em Toronto 

Eu não sei vocês, mas eu amo arte de rua. Quem me acompanha no Instagram vê que eu estou sempre postando paredes e muros coloridos. Adoro passar por ruas que tenham grafites e pinturas e estou sempre pesquisando espaços com intervenções artísticas. De vez em quando eu pego o metrô, ônibus ou streetcar e saio em busca das famosas paredes coloridas. 

Se você, assim como eu, é do tipo que adora murais e grafites, prepare as pernas e tenha sempre a câmera (ou o celular) em mãos, porque existe sim, MUITA arte de rua em Toronto. 

E eu resolvi reunir em um post os meus locais preferidos para explorar o mundo dos grafites e das pinturas em paredes da cidade. Afinal, antes ARTE do que nunca, né? 🙂 

Kensington Market 

Um dos redutos preferidos dos hipsters e artistas de Toronto. Há arte espalhada por toda a área do Kensington Market que abrange o norte da College St., Spadina Ave ao leste, Dundas St. ao sul e oeste da Bathurst. 

Big Fat Burrito no Kensington Market
Beco no Kensington Market
Grafiteiro Angel Carrillo no Kensington Market

No verão é comum encontrar um artista bem no meio do seu processo criativo. 

Aproveite para explorar as galerias, lojinhas e bares da área. Há muita coisa bacana para se ver no Kensington Market. 

Graffiti Alley 

Localizado no chamado Fashion District   de Toronto, no meio da famosa Queen Street West, o Gaffiti Alley consiste em um quilômetro de muros com intervenções vibrantes e cheias de expressão.  
 

Graffiti Alley, um dos meus favoritos

Os grafites começam ao sul da Queen Street West, entre a Spadina Avenue e a Portland Street. 
Todos os anos, durante o verão, um grupo chamado Style in Progress, com a autorização da prefeitura, passa 24 horas no local para criar novos grafites. 
 
Graffiti Alley na Spadina com a Portland
 
Um tesouro para os amantes da arte de rua

Queen Street West

 

Sim, Toronto é o paraíso!

Você já sente o cheiro de arte a partir do momento em que pisa na Queen Street West, outra rua bastante frequentada pelos descolados e ligados em arte e design em Toronto. Não é a tôa que o local é chamado de Art and Design District. 
Em meio às lojas de grandes marcas como Zara, H&M e GAP, a Queen St. abriga preciosidades como brechós, lojas com decorações modernas, estúdios de tatuadores famosos, livrarias, além de bares e restaurantes cheios de charme. 

Campanha da Koodo em um muro da Queen Street West

Como citei um pouco acima, é lá onde fica o Graffiti Alley. Porém, há outros murais espalhados pela área como esse acima, criado pelo artista Mike Perry para a campanha “Choose Happy” da companhia de telefonia Koodo. E também o “This is Paradise”, um dos preferidos dos turistas. 

Alexandra Park 

Esse parque fica bem próximo à minha casa e eu sou apaixonada pelo muro enorme e colorido de um grafite que chama a atenção de todos que passam pelo local. Pesquisei sobre a obra de arte e descobri que foi realizada pelos grafiteiros Elicsr, bem conhecido pelos amantes da arte de rua e por Troy Lovegates “Other”, que nasceu em Toronto, mas atualmente mora em  São Francisco, Estados Unidos. 
 

Tem como não se apaixonar por esse muro?
 

Regent Park

Essa área eu descobri por um acaso, quando conferia o trabalho de alguns grafiteiros no instagram. Um dos grafites me chamou a atenção e acabei por descobrir que a dupla de artistas era formada pelo brasileiro Bruno Smoky e a chilena Shalak Attack. 

 

Um dos meus preferidos até hoje
 

Infelizmente havia uma construção bem em frente ao mural e eu não pude tirar uma boa foto dele inteiro… Mas consegui uma meio de lado e dá para vocês verem como a dupla é talentosíssima. 

O mural fica na lateral de um prédio na Sumach St. com a Dundas

Foi nessa área também que eu me apaixonei pela exposição Faces of Regent Park do artista Dan Bergeron. 

Faces of Regent Park

São 12 imagens em 6 painéis grandes, retratando a diversidade dos moradores da comunidade. Achei o trabalho incrível e, após descobrir que as fotos retratavam pessoas que ali vivem, fiquei ainda mais encantada.   

Amei a ideia do artista em retratar moradores

Faces of Regent Park
 
Painéis fotográficos no Regent Park
 

O parque fica no lado leste da cidade, um pouco afastado do burburinho do centro e não há muito o que fazer ao redor. Mas o centro comunitário tem servido de espaço para diversas intervenções artísticas, ganhando o colorido dos murais, grafites e painéis fotográficos. Vale a pena conferir. 

Ossington Lane Way 

Grafite feito pela artista Erica Balon, conhecida como EGR

O Lane Way Art Project fica próximo a intersecção da Ossington e Queen St. West. Eu passei a frequentar bastante a área depois de me apaixonar por uma sorveteria que fica por ali. Depois, decidi explorar as lojinhas da redondeza e me encantei com alguns “achados” que você jamais encontra em shoppings e lojas tradicionais. 

O projeto de transformação da viela em uma galeria pública de arte foi realizado em 2012 e envolveu 20 artistas locais, alguns já renomados e outros que ainda estavam aprendendo a grafitar. 

 

Grafite criado por Li-Hill
 
Arte criada por Troy Lovegates
 
Traços fortes e cores vibrantes enfeitam a viela

A maioria dos grafites foi feita em portas de garagens e paredes do fundo de alguns estabelecimentos comerciais. 

 

Autor Patrick Thompson
 
  

Mais arte por aqui

Por Elicsr e Erica Balon (EGR) na Victoria com a Shulter St.
Roncesvalles , autoria desconhecida
Roundhouse Park

Ossington e Queen St. West
 
  

Acampar em Muskoka: simplicidade, contato com a natureza e muita diversão

Eu nunca havia acampado. Na verdade, eu não lembro de ter acampado quando criança e tem aquele velho ditado “se eu não lembro, eu não fiz”. 

Logo que cheguei em Toronto ouvia de muita gente que acampar durante a primavera/verão é uma das atividades preferidas de quem mora no Canadá. Eu, que sou apaixonada por atividades ao ar livre, amei quando a Gabi e a Jess me convidaram para acampar em Muskoka, a mais ou menos duas horas e meia de Toronto. 

O acampamento em que ficamos se chama Arrowhead Provincial Park e oferece várias atividades bacanas como canoagem, stand up paddle e trilhas para caminhadas e passeios de bicicleta. 

 

Arrowhead Provincial Park

Como eu era marinheira de primeira viagem, não ajudei na organização do nosso acampamento, e a Jess, que já acampou diversas vezes, foi quem organizou tudo! A minha primeira vez acampando não poderia ter sido melhor. Ela é tão organizada que não deixou faltar nada! 

 

O parque tem algumas vistas lindas
 
Johnny me ensinando a acender a nossa fogueira
 
Barracas

Fomos em um grupo de cinco pessoas e levamos comidas de fácil preparo como ovos, salmão, salada e frutas.

Café da manhã

À noite, fazíamos fogueira e tomávamos vinho. A temperatura estava bem baixa nas duas primeiras noites, mas fomos preparados com toucas, luvas e moletons. 

E, para que a minha experiência acampando fosse completa, fui “batizada” com uma noite regada a marshmallow feito na fogueira e s’mores, o tradicional doce feito com bolacha, chocolate e marshmallow… Pensem em uma coisa deliciosa? É o tal do s’mores! 

 

Marshmallow
 
S’mores: derrete o marshmallow e o chocolate e faz um sanduba com biscoito

O parque oferecia chuveiros com água quente e banheiros bem próximos ao nosso acampamento, o que facilitou bastante a nossa vida. 

Tem urso andando por ai

No nosso segundo dia no parque ouvimos de um grupo de pessoas que um urso havia “visitado” um acampamento próximo ao nosso. Eu já comecei a tremer de medo. Hahaha

Aviso sobre a existência de ursos no parque

Segundo os funcionários do local, o grupo de pessoas que recebeu a visita do urso às 4 da manhã havia deixado comida do lado de fora das tendas, o que é proibido em acampamentos por aqui por atrair os animais. Felizmente, nada de grave aconteceu, apesar de terem perdido parte da comida. 

Caminhada, canoagem e caiaque

Lindo demais

Como a temperatura ainda estava um pouco baixa na nossa primeira manhã, resolvemos fazer uma caminhada por uma das trilhas que tem mais ou menos 3km. O destino é uma corredeira e um pouco mais à frente, as praias. 

 

Corredeira em uma das trilhas que fizemos
  
Johnny, eu, Jess, Jelena e Gabi
Jess e Gabi

No domingo a temperatura aumentou, o sol resolveu aparecer e passamos o dia na praia. 

 

O parque oferece aluguel de canoas , caiaques e stand-up paddle

   

Tentamos alugar um stand up paddle mas eles ainda não tinham nenhum disponível naquele final de semana. Alugamos uma canoa e um caiaque por $32 os dois e ficamos umas duas horas no lago. Uma delícia de passeio. 

 

Selfie da turma
 
 
Dia lindo de sol e canoagem

Para quem acha que no Canadá faz frio o ano todo, tá aqui a prova de que nós também nos divertimos em atividades ao ar livre, acampamos e vamos à praia. Óbvio que não chega perto das areias branquinhas do Brasil e do banho de mar gostoso que lava até a alma. Mas a gente se diverte sim por aqui. E aprendemos a apreciar cada dia de sol como se fosse o único. Amei passar uns dias longe do burburinho da cidade, curtir a companhia dos amigos e a simplicidade que acampar nos proporciona. Mal posso esperar para ir novamente. Quem me acompanha? 

Outros locais para acampar:

  • Tobermory
  • Parry Sound
  • Algonquin Provincial Park
  • The Kawartha Lakes

 

  

Adivinha quem vai acampar pela primeira vez? 

  

Tô passando para desejar um ótimo final de semana a todos e para contar que estou indo acampar pela primeira (!!!!) vez! 

É feriado nacional na segunda-feira (18) em comemoração ao Victoria Day, celebrado todos os anos na última segunda antes do dia 25 de maio, em homenagem ao aniversário da Rainha Victoria do Reino Unido. 

Acho que já contei aqui antes que a maioria dos feriados (diria que 90 por cento) cai nas segundas-feiras, o que facilita as viagens curtas. 

Voltando ao assunto acampar, estou muuuuito ansiosa, já que venho planejando um acampamento com amigos desde que cheguei aqui, mas por diversos motivos acabava não dando certo. 

Estou indo com um grupo de 4 amigos e escolhemos a região de Muskoka, a umas 2 horas e meia de Toronto. A previsão é de sol e dias mais quentes, mas a noite sempre esfria (principalmente no meio da floresta haha). Estamos planejando explorar bastante a área em que iremos acampar e eu sei que vou voltar de lá mais cansada do que estou indo. Porém, nada melhor do que conhecer novos lugares, poder se afastar um pouco do burburinho da cidade grande e passar um tempo na companhia de um grupo super especial de amigos! 

Me desejem boa sorte e que nenhum urso apareça na minha barraca. Hahahaaha 
Aproveitem o final de semana!!!

🙂 

Moqueca Canadense no Gaby no Canadá 

Oiii gente!  

Espero que estejam curtindo o feriado. Tirei uma semaninha de folga, então o meu feriado vai ser beeeem longo. Mas, quem pensa que eu vou aproveitar o dolce far niente se engana! Precisei folgar nesses dias pois as minhas provas finais acontecem TODAS na mesma semana. Ou seja, tô ferrada e com a cara atolada nos livros.

Bom, vim aqui contar pra vocês que a Gaby, do blog suuuuper bacana Gaby no Canadá, me convidou para participar de um projeto onde ela entrevista outros blogueiros e eu, lógico, aceitei! 

Entrevista para o Gaby no Canadá

A entrevista tá lá no blog dela e vocês podem conferir clicando aqui. Passem lá e me contem se gostaram. 

Aproveitem o feriado e comam chocolate atéeeee a barriga doer! 

🙂

Beijocas