Aqueles que não pedem pra sair

Dizem que os amigos de infância são os únicos que realmente nos conhecem, pois nos viram crescer. Os amigos de intercâmbio deveriam fazer parte do mesmo grupo. Porque morar fora é – como eu já disse certa vez – dar luz a um novo "eu", é ser mãe e pai de si próprio.

Os amigos que também são imigrantes, acompanham o nosso renascimento. Eles nos observam enquanto a gente se recria, sem pai e mãe ao lado pra educar e dizer se tá certo ou errado. Ou pra fazer curativos quando a gente quebra a cara. E a gente quebra demais, né?

O amigo imigrante é aquele que segura as nossas maiores barras, porque os problemas agora são reais e o tempo passa voando. Ainda ontem era 2012!

Ninguém chora porque quer sair e a mãe não deixa. A gente chora porque não pode estar ao lado da mãe doente, do pai com problemas financeiros, dos amigos antigos. Choramos porque a gente perde a chance de nos despedir de quem nos deixa e de dar boas vindas a quem acabou de vir ao mundo. Quantos natais ao lado da família, casamentos, batizados, aniversários você perdeu?

Choramos porque falta dinheiro, falta trabalho, falta paciência, falta o colo dos avós. Choramos porque a gente achou que seria mais fácil; porque a língua é complicada, porque a cultura é estranha. Porque confiamos em alguém que nos passou a perna e tudo parece dar errado.

Choramos porque queremos ficar e, muitas vezes, parece impossível. Quem nunca? A gente chora porque mesmo chegando tão longe, acha que não chegou a lugar algum.

E, nessas horas, o seu novo amigo de infância te acolhe. Te relembra passo a passo o quanto você cresceu, tudo o que conquistou e o que ainda está ao seu alcance. O amigo imigrante sabe de verdade o que você sente. Ele não está só te confortando. Ele tem as mesmas saudades, as mesmas dúvidas e angústias. Ele está – ou em algum momento esteve – tão perdido quanto você. E é por isso que a vida se encarregou de te apresentá-lo.

A gente também chora de alegria. Com o visto que foi aprovado, com o primeiro emprego naquela cafeteria quando a gente mal falava a língua; choramos com a conquista de um diploma no exterior, com o pedido de casamento inesperado. Choramos com a ligação pra contar que a vaga naquela empresa dos sonhos é sua ou quando a amiga compra o seu primeiro apartamento. Choramos quando o teste dá positivo e uma nova vida está a caminho. E a nossa família aqui fora vai aumentando.

Nessa montanha-russa que a gente vive quando decide morar fora, muitos vão pensar em desistir dezenas de vezes, até que os altos e baixos deixem de assustá-los. Não é que tudo se torna mais fácil, mas a gente sabe que tem uma mão ali ao lado pra nos amparar. E isso conforta.

São os amigos que ficam e, que sentam bem pertinho de você nessa jornada – aqueles que não pedem pra sair e não te abandonam quando a montanha-russa dá umas voltas de ré, ou quando você não está lá no topo, mas sim, parado lá embaixo -, que tornam a vida de imigrante menos solitária, muito menos assustadora e muito mais gostosa.

Obrigada, meus amores. Eu já teria descido há muito tempo se não fossem vocês.

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Aquela mão que me ajudava a enfrentar os meus fantasmas

  

Eu já era bem grandinha quando comecei a ter medo de dormir sozinha. Foi logo após o meu pai falecer que eu passei a ter umas crises de pânico e falta de ar. Hoje posso admitir que, na maioria das vezes, era só a minha carência pedindo – de forma desajeitada e imprópria – um pouco de atenção.

Lembro das inúmeras idas à emergência hospitalar e dos médicos repetindo que aquilo era psicológico. Eu precisava controlar a minha mente. 

Nessa época eu acreditava não possuir talento algum e meu coração acelerava sempre que alguma tarefa me era atribuída. Mas eu fingia ser forte, segura, confidente. Fazia o que me era solicitado e dava o melhor de mim.
Foi também nessa época que eu ganhei o meu primeiro carro em um sorteio de uma loja de materiais para construção. A felicidade que me consumia era proporcional ao meu pavor em dirigir. Eu não acreditava ser capaz. Até achar um professor que me ajudou a vencer o trauma e me fez descobrir que eu na verdade amava dirigir. 
Levei uns bons dois anos tendo a minha prima como motorista – a mesma que segurava a minha mão sempre que eu tinha crises de falta de ar e a mesma que dormia ao meu lado em uma cama de casal, em um apartamento de três quartos – e apenas duas pessoas. Eu tinha mesmo medo de dormir sozinha. 
Anne e eu nunca brigamos. Éramos o exemplo perfeito do que classificam como opostos. Não tínhamos interesses em comum. Mas éramos essenciais uma pra outra. 
Eu tinha ciúmes da forma como todos a elogiavam. Anne nunca decepcionava. Eu saía todos os finais de semana, gastava mais do que deveria, não era exemplar como ela era.
Anne fazia de tudo para me ver feliz. Era mais que uma prima, amiga, irmã. Anne era parte de mim. A parte calma, centrada e racional. Era eu com muito mais sensatez. 
Eu não lembro de ter dito o quanto a amo em todos esses anos. A verdade é que a distância amolece mesmo o coração. Dá a gente a coragem pra falar o que já não pode ser demonstrado em gestos do cotidiano. 
Hoje eu senti falta de ar. E acabei descobrindo que na verdade eu sentia era a falta dela. E daquela mão fina que apertava a minha tão forte quando eu tinha medo de enfrentar sozinha os meus próprios fantasmas. 

Aquilo que só aprendemos quando não temos medo do desconhecido

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Existem algumas (ou muitas) coisas na vida que nenhuma escola, universidade ou até mesmo a sua família e amigos podem ensinar. São aquelas coisinhas que muitas vezes nós nem percebemos que aprendemos, mas que algumas situações trazem à tona e nos fazem cair na real que de alguma forma evoluimos.
Eu demorei muito tempo para me conhecer melhor. E acho que o momento “eu me conheço 100%” nunca chega para nenhum de nós, levando em conta que o ambiente, as pessoas, tudo que nos cerca contribui para esse aprendizado. E tem aquele velho ditado: a vida nos surpreende a cada dia.
Podemos escolher entre acordarmos prontos para um novo dia, um novo começo ou tirar os pés da cama com os passos já contados. Na maioria das vezes nos sentimos amedontrados em tentar um novo caminho.
Tentar o novo é difícil, cansativo e exige paciência. Mas a mudança dentro de você pode ser vista a olho nú. E isso não tem preço.
Ninguém disse que seria fácil – e nunca é. A escolha entre reclamar das dificuldades ou tentar mudar o que não agrada cabe a nós. Mas também cabe a nós termos consciência de que as dificuldades são aquelas que mais nos ensinam.
Tenho convivido com pessoas completamente diferentes de mim. Não apenas culturalmente, mas diferentes na forma de pensar, na forma de enxergar a vida. Com algumas tenho aprendido muito e quer saber? Com as outras também.
Porque ainda que aquele alguém que é completamente diferente de você te leve a pensar: Essa pessoa não tem nada a me acrescentar. Pode acreditar, ela tem sim.
São as criaturas com as quais não me identifico nem um pouco as que mais me intrigam. E essas me ensinaram a respeitar as diferenças. A aceitar que não existe certo e nem errado. Existem escolhas, caminhos e mais caminhos.
Cabe a mim guardar o que aquela pessoa tem a me oferecer como aprendizado e fazer o possível para que um pouco do que sou seja passado para ela.
Talvez, apesar das diferenças, esse alguém também tenha acordado com o mesmo objetivo que o seu: um novo dia sem passos contados. E se os seus caminhos se cruzaram é porque de alguma forma esse alguém tem algo a te oferecer.

E que o amanhã nos traga novas surpresas! 

A dor e a delícia de escolher onde e com quem morar durante o intercâmbio

Dividir moradia com pessoas com as quais você se identifica e confia é tão importante quanto escolher uma boa escola durante o intercâmbio. Afinal, com os seus “roommates” você irá compartilhar os melhores e piores momentos dessa experiência.
A depender do período do seu programa de estudo, a melhor opção é dividir apartamento/casa com outros intercambistas. E, na maioria das vezes, achar um local legal, onde você se sinta à vontade é uma das partes mais chatas do intercâmbio.
Como o meu programa é de um ano, optei por passar o primeiro mês em uma homestay (casa de família) – o que acho super válido para todos os estudantes, afinal, é o período de adaptação e o primeiro contato com a cultura local.

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Fase 1: Março/2012 na homestay

Após o primeiro mês em Toronto, um colega me avisou sobre um quarto vago na casa em que ele morava. A dona, uma filipina, alugava 4 quartos da casa onde ela vivia com o filho e o marido. Tive muita sorte, pois ela me dava bastante liberdade para cozinhar e convidar os meus amigos, mas ao mesmo tempo, me sentia bastante sozinha, pois o fluxo de estudantes que chegava e partia era constante.
Passava a maior parte do tempo durante os 9 meses em que fiquei lá assistindo a filmes ou lendo no meu quarto. A dona sempre me tratou super bem e o filho dela era super atencioso, me tratava como uma irmã.

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Fase 2: Com Carlos, roommate mexicano que se tornou um grande amigo

Em dezembro do ano passado, dois colegas que estudaram comigo na faculdade no Brasil chegaram para fazer intercâmbio em Toronto durante um ano e resolvemos alugar uma casa juntos. Mais uma vez tive muita sorte, pois achamos uma casa bem localizada, mobiliada e com um preço excelente.
Apesar de termos estudado juntos na faculdade, nunca fui tão próxima a Mayanna e Mateus. Mas o fato de ter pessoas que eu já conhecia do Brasil aqui por perto me deixou bastante empolgada no início.

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Fase 3: Vista da nova casa

E a experiência está sendo ainda melhor do que eu esperava. Hoje, apesar de estarmos dividindo o mesmo espaço por apenas 3 meses, construímos um vínculo de amizade muito forte. Posso dizer que os dois são como meus irmãos.
Temos rotinas diferentes, eles ainda na escola de idiomas e eu trabalhando em horários que muitas vezes me impedem de estar em casa quando eles estão, mas sempre tentamos cozinhar juntos, assistir a filmes, fazer a compra mensal ou simplesmente “jogar conversa fora” quando possível. Só cozinhamos em uma quantidade que sirva os três, ainda que um de nós não esteja em casa. E quando se trata da limpeza, cada um faz uma tarefa.

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Eu, Mateus e Mayanna

A nova regra criada por nós é “Falar somente em Inglês” já que uma das desvantagens de dividir casa com pessoas da mesma nacionalidade é não praticar o inglês como deveríamos. E para a nossa surpresa, estamos seguindo a regra direitinho! 🙂
O conselho que dou para aqueles que pretendem fazer um intercâmbio é avaliar bastante os prós e contras quando se trata de moradia e roommates. Ficar em uma homestay é bastante confortável. Temos comidinha pronta, roupa lavada e não nos preocupamos com a limpeza. Mas ao mesmo tempo, perdemos a liberdade de convidar os amigos para um almoço, jantar, uma cerveja no final de semana.
Alugar um quarto em uma casa com estudantes que você não conhece pode ser algo desafiador. Eu, por exemplo, morei com filipinos, coreanos, um mexicano e um italiano. Uma salada cultural. Difícil nos momentos em que você quer desabafar, está mais carente e até para adquirir mais confiança, pois as diferenças culturais são enormes. Mas faz com que aprendamos a respeitar as diferenças e a perdermos muito do nosso preconceito.
Dividir casa com pessoas da mesma nacionalidade ou fazer um intercâmbio acompanhado de um amigo de longa data também tem seus prós e contras. O maior contra, como já disse, é o fator idioma. Mas esse é um problema que pode ser resolvido com bastante esforço e cooperação de todas as partes. Outra coisa que pode acontecer é a perda de respeito quando estamos chateados com os companheiros de casa. Quando digo falta de respeito, me refiro a discussões mais calorosas que evitaríamos com alguém que não fala a nossa língua. A gente se controla mais quando se chateia com quem não temos tanta intimidade, não é?
Por outro lado, temos o calor brasileiro por perto, aquele abraço acolhedor e a liberdade de falar sobre tudo, sem aquele olhar de “não entendo o que você quer dizer”. Ou até mesmo não precisar falar nada, porque depois de algum tempo eles já sabem o que você sente sem que seja preciso dizer uma palavra.
Tem a questão da comida. Ah, a comida! E como isso é importante…
Se você divide casa com asiático precisa aprender que eles não comem o arroz temperado como o nosso. E que molho agridoce vai bem com qualquer tipo de carne.
Com o mexicano você vai aprender a gostar de comida apimentada, ou então vai ter que fazer a sua comidinha separada. Como eu sou apaixonada por comida mexicana, amava quando o Carlos ia para a cozinha!
E quando você divide casa com o brasileiro… Ah! Ai é só botar mais água no feijão porque tem mais gente chegando…

🙂

Quem inventou a saudade nunca foi intercambista!

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Tentei escrever sobre algo mais informativo e menos sentimental, mas a TPM me impediu.
Estou naqueles dias em que antes de dormir a gente passa duas horas filosofando sobre o sentido da vida e o peso das nossas escolhas. Mas não se assustem, está tudo muito bem comigo, obrigada. 😉
Na verdade, aqueles que me conhecem um bocado sabem que neste período fico um tanto quanto dramática, carente e com a auto-estima a sete palmos abaixo da terra. O problema é que geralmente tinha alguém ao meu lado para puxar a minha orelha e dizer: – Relaxa ai, minha filha. Sai pra lá com essa TPM!
E ai eu meio que acordava para vida e ficava mais ou menos normal. Mas aqui… Você junta a TPM com a falta dos amigos, da família, da comida, do seu travesseiro, do seu chuveiro, dos rostos conhecidos na vizinhança, da sua rotina… Pronto! Tudo ao mesmo tempo agora!
Então você hesita um pouco, acorda a Pollyanna que existe em você (para quem não entendeu, Pollyanna é a personagem de um livro infanto-juvenil que eu amo) e percebe que está tendo uma oportunidade única. E que ninguém jamais evoluiu sem que para isso tivesse que sofrer ao menos um pouquinho.
Meu sofrimento chama-se saudade. Hoje, nada me fez tanta falta quanto estar perto daqueles que sabem interpretar um simples olhar e emprestam o ombro sem esperar nada em troca. Quando a gente quer desabafar, nada melhor do que um amigo e uma mesa de bar. Estou mentindo?
Dias atrás fiz duas ligações que aqueceram meu coração. Duas amigas especiais, amadas e que fazem muita falta. E como é bom falar com quem a gente ama, ouvir palavras de incentivo e saber que aquelas pessoas estão ali, à sua espera a qualquer hora.

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E quem está num intercâmbio precisa aprender a abdicar de momentos especiais ao lado dos amigos para voltar depois de um tempo e perceber que apesar das mudanças externas e internas (que podem ser muitas de ambas as partes), a amizade se mantém igualzinha.
Você pode ter perdido a oportunidade de acariciar a barriga de uma amiga que está grávida; pode não estar presente na inauguração de algo que foi construído com carinho; pode perder aquela festa que toda a turma vai (e serão muitas); pode não estar ao lado para vibrar junto a amiga que acabou de ficar noiva, ou pode até não estar presente no casamento, dentre tantas outras situações…
Mas quando você voltar, vai ver o sorriso do bebê que nasceu; o consultório sem o cheiro de tinta fresca, mas cheio de pacientes; vai a muuuuitaa outras festas com a mesma turma e vai ouvir durante horas a sua amiga falar sobre o casório que estará perto de acontecer ou se já tiver acontecido, vai ouvi-la contar com os olhos brilhando todos os detalhes da festa e logo em seguida será a sua vez de contar todas as aventuras no outro país. E ai você vai se dar conta de que maior do que a tristeza de ter perdido alguns momentos especiais com os amigos, é a saudade de tudo que viveu enquanto esteve fora.
Eu já perdi todos os momentos que citei acima (exceto pelo casório! Juju, me espera!), mas a vida guarda muitas outras oportunidades para celebrar a felicidade ao lado de quem a gente ama. E eu sei que mesmo de longe, os meus amigos estão torcendo pelo caminho que estou traçando.

“Quem disse que a melhor fase da vida é a infância, é porque nunca fez intercâmbio”.
Andréa Sebben, psicóloga

Eu ainda não voltei para casa, mas TODOS que já voltaram me disseram a mesma coisa: aproveite cada minuto, pois quando acaba, a saudade é imensa!
Então, vamos nessa que o tempo não para e o mundo é grande demais para que fiquemos em um só lugar!

😘

Beijo beijo,

Aritta

Companhias por tempo determinado, amizades por tempo indeterminado…

Oioi!

Antes de entrar no assunto de hoje eu queria dizer que tô super feliz com a quantidade de acessos ao blog!!! Muito bom saber que algumas pessoas realmente leem o que eu escrevo! Obrigadaaaaaaa!!!! =)

Hoje escolhi falar sobre algo que para mim é uma das partes ruins do intercâmbio: se despedir dos novos amigos. E quem já fez ou está fazendo intercâmbio entende bem o que quero dizer. Fazemos novas amizades numa facilidade absurda, pois estamos todos na mesma situação: longe da família, em uma cultura totalmente diferente, carentes e loucos por companhias para desbravar o novo mundo.

Nos apegamos às pessoas e elas se tornam “as mais novas amigas de infância”. Mas logo chegam as despedidas, afinal, o tempo de intercâmbio nem sempre é o mesmo e você pode ter alguém apenas por alguns meses ao seu lado e sentir como se já conhecesse há anos.

Desde que cheguei, há dois meses, já me despedi de 3 pessoas especiais: a Thais de SP, o Luis da Venezuela e agora a Bia, tambem de SP e que voltou ao Brasil neste fim de semana. 😦

E algumas vezes a gente tem a sensação de que vai ser muito difícil reencontrar aquela pessoa novamente…A não ser que vocês morem na mesma cidade, país ou até no mesmo continente. Por enquanto ainda não tenho amigos da Korea, Japão e nem China. Porque ai a coisa fica complicada…. 😉

E você fica triste, porque aqueles amigos estavam com você nos seus primeiros momentos no até então desconhecido país. E eles te ajudaram a se sentir querido, confortável e menos perdido. Eles levantaram o seu astral, te deram um abraço por vezes desajeitado, mas sincero, seguraram a sua bebedeira e ainda te emprestaram $1 para comprar mais uma cerveja. Eles ouviram o seu discurso sobre ‘o que eu mais odeio e o que mais amo no Canadá’ e dançaram ao seu lado até as luzes do nightclub acenderem. Eles ouviram histórias sobre a sua família, os seus amigos e até segredos mais íntimos.

Ainda irei me despedir de muita gente e sei que alguns, como esses que citei no texto, vão fazer muita falta. E eu espero que a famosa frase “ainda vamos nos ver novamente” não seja dita apenas como forma de consolo.

Que os novos amigos sejam bem-vindos e que as despedidas sejam sempre tristes, pois assim a gente tem a certeza de que tivemos mais momentos bons do que ruins juntos e que aquela pessoa é de alguma forma especial.

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Eu e a Bia, a novinha! Companheira de coreografias.. Já faz falta!

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Luis, um dia apareço em Caracas! Haha

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E essa é a Tha, super querida e que faz muita falta!

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beijo beijo beijo

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Aritta