Feliz aniversário, meu Marquinho

O nosso time nem sempre jogou bonito. Houve faltas, contra-ataques sem estratégia alguma, muita bola fora e péssimas cobranças de escanteio.

Éramos dois jogadores com posições, línguas e táticas completamente diferentes. A gente não se entendia. Lembra da nossa dificuldade em jogar bonito?

Em quase seis anos de história, são mais de duas mil partidas.

Tá certo que nem sempre dividimos o mesmo campo. Foram tantos cartões vermelhos e expulsões que eu nem consigo contar.

Lembro bem da época na qual sentamos no banco de reservas e até jogamos em times diferentes. Doeu mais do que aquele 7X1.

Amadurecemos, evoluímos, melhoramos a nossa técnica, nos demos mais uma chance. Voltamos a vestir a mesma camisa, dessa vez menos preocupados em marcar gols e mais comprometidos em melhorar a nossa harmonia em campo.

Aprendemos a antecipar os chutes um do outro. Eu mal toquei na bola com meu pé canhoto e você já está lá pra receber o meu passe.

A nossa história é tão linda quanto a comemoração de Bebeto ao marcar o gol na copa de 94; é tão linda quanto o pênalti perdido por Baggio naquela mesma copa; tão linda quanto os gols de Ronaldo na final de 2002. Somos penta e em breve seremos hexa! Mais de cinco anos de história…

O nosso time pode não ser o melhor, mas é cada drible lindo que a gente dá nessa vida, né? Te amo 💛

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Retrospectiva do sumiço

Quase dois meses sem escrever no blog. E as pessoas me perguntando o que havia acontecido, onde estavam os meus textos… A verdade é que uma série de motivos me fizeram deixar o blog de lado. Logo após o Natal a minha irmã passou alguns dias aqui e juntas aproveitamos todos os momentos da sua rápida estadia. Depois que ela viajou eu precisei organizar a documentação para a extensão do meu visto (sim, mês que vem completa um ano e sim, eu vou extender para mais um ano!) e se tem algo que me tira o humor é toda essa burocracia de consulado e etc.

Logo em seguida, o Marc, meu namorado, me fez uma viagem de fim de semana surpresa em comemoração ao dia dos namorados e ao meu aniversário, que aqui caem no mesmo dia – 14 de fevereiro. Como ele estava trabalhando demais na semana do meu niver e nao pudemos comemorar, ele resolveu adiantar o presente. Fomos patinar na maior pista de patinação no gelo do mundo, que fica em Ottawa, há 5 horas de Toronto. E foi a coisa mais linda!!! =)

E ai, logo após a felicidade de ter a minha irmã aqui, a surpresa linda do namorado, documentação reunida, me vi em meio a uma tristeza que eu não sabia explicar. Alguns disseram que era o inferno astral que antecipa o aniversário. Mas como não sou muito íntima dos astros, não sei se esta foi a razão. De repente eu, que nunca fui de pensar negativo ou me deixar abater, passei duas semanas chorando quase que diariamente. Não era saudade, não era o inverno frio que me impede de aproveitar o mundo la fora, não era o Carnaval que acontecia no Brasil e que eu jamais havia perdido. Descobri que era medo do futuro. Medo das minhas decisões e do preço que pagaria pelas minhas escolhas. Comecei a pensar que não teria tempo para conquistar tudo que quero e numa loucura ainda maior, chorava por achar que ainda não havia conquistado nada na vida.

Mas como o mundo só me apresenta pessoas lindas – e as feias que me aparecem eu tiro apenas lições boas -, recebi todo o apoio do mundo dos meus dois mais novos irmãos da vida: Mateus e Mayanna. Eles dividem não só a casinha linda que achamos aqui em Toronto, mas seguraram a minha barra e foram os mais pacientes do mundo nas minhas noites de choro. Isso para não falar da minha best, que durante 40 minutos ouviu o meu choro no telefone, sem eu ao menos dar espaço para que ela também desabafasse. Dani, que de chefe se tornou amiga, com sua doçura e experiência de vida me mostrou que eu precisava desencanar. Um coração pesado só gera mais tristeza. Minha Paçoca, ah, essa tocou na minha ferida. E aí sim, eu lavei o rosto e engoli o choro.

E no dia do meu aniversário, ainda de cara inchada por tanto chorar na noite anterior, acordei com o coração tranquilo. Todas as dúvidas, tristezas e incertezas foram embora. Porque pessoas especiais fizeram com que eu me sentisse a mais amada do mundo. No final do dia eu liguei para falar com a minha vó. E então ela me perguntou se eu estava feliz. Eu respondi que sim. E ela me disse: – Tenha paciência e fé. Todo começo é difícil e você é inteligente para ir atrás. Não ligue para as críticas.
E eu voltei a acreditar que na vida tudo tem um propósito. Se estou aqui é porque o meu aprendizado é aqui. E se um dia – seja daqui a alguns meses ou anos – eu houver de voltar, é porque aqui já me foi ensinado o que eu havia de aprender.

Basta ter fé e paciência, não é vó?

Abaixo algumas fotos das comemorações:

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Bolinho de sorvete surpresa que o Marc me deu durante jantar no nosso restaurante mexicano predileto.

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Comemorando com patinação no gelo em Ottawa

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May e Teu fizeram festa surpresa em casa!

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Com coroa, cupcake e velinha! 🙂

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Jantar, cerveja e movie com Vita, a amiga russa mais fofa do mundo!

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E comemorando com vinho e risadas com as amigas do trabalho

Enfim, um aniversário mais do que especial!!!!!!!